NÃO HÁ MAIS GOVERNO, E NINGUÉM SE DISPÕE A DERRUBAR QUEM JÁ DESISTIU DE GOVERNAR

Por Celso Rocha de Barros

No sábado (1º), velhos vacinados pelo Doria foram às ruas em apoio a Bolsonaro. Parabéns para os chineses: os manifestantes pareciam bem fisicamente, e seus evidentes problemas mentais eram claramente preexistentes.

Mesmo a maior manifestação, no Rio de Janeiro, não reuniu mais do que quatro ou cinco dias de brasileiros mortos durante a pandemia por culpa do governo Bolsonaro. Se a ideia era dizer “se tentarem derrubar Bolsonaro, terão de se ver conosco”, ninguém ficou assustado.

A demonstração de força dos bolsonaristas fracassou, mas o que interessa é que precisaram tentá-la. Eles sabem que Bolsonaro está perdendo.

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POR QUE OS DITADORES E TIRANOS ENCHEM A BOCA FALANDO DE “POVO” ?

Presidente Jair Bolsonaro acena para apoiadores em Brasília, no dia 5 de abril. ERALDO PERES / AP (*)

Para eles, o povo é formado pelos mais incultos, pelos mais pobres, pelos que ficam sempre à margem das pessoas que detêm o poder e decidem o que é melhor para eles. Eles não precisam pensar. O tirano pensa por eles.

Por Juan Arias / El País Brasil

Não deve ser uma casualidade que os ditadores e tiranos adorem falar de “povo”. No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro sempre se refere ao povo. Dias atrás, disse a seus seguidores que está “aguardando o povo dar uma sinalização” para tomar decisões.

Quem é esse povo ao qual os ditadores sempre se referem? Em suas bocas, “povo” soa como um rebanho que segue fielmente as ordens do déspota. É a massa que obedece às cegas as ordens do tirano de plantão que a hipnotiza para torná-la objeto passivo de seus caprichos.

Para eles, o povo é formado pelos mais incultos, pelos mais pobres, pelos que ficam sempre à margem das pessoas que detêm o poder e decidem o que é melhor para eles. Eles não precisam pensar. O tirano pensa por eles.

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QUEM NÃO CONSEGUE CONTROLAR A SI MESMO, TENTA CONTROLAR OS OUTROS

Às vezes, as pessoas que são incapazes de controlar seus medos, vazios, inseguranças e frustrações sentem uma necessidade imperiosa de controlar os outros. Elas tentam impor seus pontos de vista e decisões sobre as outras pessoas, forçando-as a se conformar com seus desejos e satisfazer suas necessidades.

Esse comportamento as leva a estabelecer relações dominantes nas quais acabam sufocando os outros, roubando-lhes o oxigênio psicológico essencial para viver.

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AS LIÇÕES DA HISTÓRIA E A ESCOLA DO AUTORITARISMO. Por Lilia Schwarcz

Imagem: Justificando

Não é de hoje que governantes autoritários escolhem inimigos, inventam a própria verdade e montam equipes dispostas apenas a segui-los

A história não se repete, mas tem a capacidade de oferecer uma boa lição. No dia 27 de fevereiro de 1933, em torno das 21h, o Reichstag – um vistoso e simbólico edifício que abrigava o Parlamento alemão – pegou fogo. Até hoje ninguém sabe quem ou quais foram os culpados pelo acidente que tomou de assalto e na base da surpresa a cidade de Berlim. O que sabemos é o tamanho e as consequências da imensa repercussão, que deu lugar a uma política de emergência da qual a Alemanha e o mundo não se safariam tão cedo. Adolf Hitler, na época um jovem militar, teria comentado nessa ocasião: “Este incêndio é apenas o começo. (…) De agora em diante não haverá misericórdia. Quem quiser se colocar em nosso caminho será abatido”.

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PARTIDÁRIOS DE HITLER COMEÇARAM QUEIMANDO LIVROS. DEPOIS, PESSOAS.

Montagem:Blog do Valentin

Temos visto certos acontecimentos que fazem hoje, parecer “normais”. Grupos fanáticos defendem a violência contra pessoas, pregam ditadura, desrespeitam normas de saúde pública promovendo carreatas e concentrações públicas, sem qualquer punição.

Muitos aprovam, apoiam e acham normal. Nas redes sociais multiplicam-se “likes” de simpatia.

A história está repleta de exemplos de iniciativas que pareciam “inocentes”.

Thomas Paine, lembra que ” o hábito de não pensar que uma coisa esteja errada, dá-lhe uma aparência de estar certa”

As estações vão se passando e um governo autoritário, com intenso apoio da mídia conservadora e de igrejas nada cristãs, vão tornando atos criminosos em coisas banais. O mesmo Paine alerta: ” O tempo faz mais convertidos que a razão”

Valentin Ferreira

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