O BANQUEIRO E O SEM TERRA

Foto : Reprodução YouTube-Imagem

Por Frei Betto

erça, 10 de maio de 2005, São Paulo, capital. A pedido de Olavo Setúbal que, com frequência, me convidava para almoçar na sede do banco Itaú, no Jabaquara, daquela vez levei João Pedro Stédile, dirigente do MST. Homem culto e aberto, o banqueiro já me havia dito que preferia conversar com quem não pensava como ele.

No pequeno recinto improvisado em bistrô, Setúbal indagou de Stédile: “O que pensa do presidente Lula?” João Pedro enumerou os avanços do governo do PT e admitiu o atraso na reforma agrária. E devolveu a pergunta: “E o senhor, o que pensa de Lula?” “Uma decepção” – disse o banqueiro – “para quem esperava algo dele. Como eu não esperava nada, considero-o um gênio, um gênio!”, repetiu enfático.

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ONDE PASSA UM BOI, PASSA UMA BOIADA

Postado por Blog do Valentin

Do Brasil de Fato

Essa expressão enquadra-se muito bem no que estamos vivendo ultimamente. Parece que vínhamos há muito tempo evitando que passasse o primeiro boi, até que se aprovou a Emenda Constitucional 95, em 2016, e, aí, abriram-se as porteiras para as reformas desestruturantes do Estado social.

A Constituição Federal de 1988 estabeleceu as bases para a construção de um Estado de Bem-estar, fundado na ideia da proteção social. Ali estava firmado um pacto social de solidariedade que seria balizador das políticas que deveriam ser implementadas para futuro. Era o nosso projeto de Nação. Além da proteção social, alicerçada sobre os pilares da saúde, assistência e previdência, todo um conjunto de direitos sociais foi estabelecido e precisava ser garantido pelo Estado e pela sociedade.

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A DIFERENÇA ENTRE OS GASTOS DO GOVERNO COM BANQUEIROS E COM APOSENTADOS

Postado por Blog do valentinNenhuma descrição de foto disponível.                                           (imagem facebook – maria fatorelli)

No ano passado, 2018, os brasileiros pagaram para alguns banqueiros 40,6% de todos os impostos arregados durante o ano, ou seja, R$ 1 trilhão. Já para todos os aposentados do Brasil, 24,4% dos impostos, pouco mais da metade do que foi pago com juros.

Segundo Maria Lúcia Fatorelli, auditora fiscal aposentada e fundadora do movimento “Auditoria Cidadã da Dívida”, o problema fiscal do Brasil das contas públicas não está na Previdência, nem nos investimentos e gastos sociais. “Mas sim na política monetária suicida praticada pelo Banco Central que beneficia principalmente bancos nacionais e estrangeiros”, anotou.

Veja no gráfico a quantidade de recursos do Brasil que são empenhados em pagamento de dívidas sem uma auditoria para verificar a regularidade desses pagamentos. Fatorelli acredita que pode haver muitos pagamentos irregulares ou mesmo corrupção. Esses pagamentos não são fiscalizados de forma efetiva por uma auditoria transparente.

Da Carta Campinas

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