O GOZO DA VIDA NO CEMITÉRIO

Por Valentin Ferreira cemiterio
O CAPITALISMO E O GOZO DA VIDA NO CEMITÉRIO.

Por Valentin Ferreira 

Ganhou dinheiro a vida toda. Ficou rico e morreu como pobre. Não pobre no sentido miserável, humilde. Mas no sentido muquirana. Mão de vaca. Pão duro. Quem já não ouvir história parecida?

Quantos existem, e já conheci alguns, que passaram a vida inteira acumulando bens materiais, dinheiro e outras propriedades, e ao partir para “uma melhor” deixar tudo aí, sem desfrutar de nada. Ou ser um pouco mais generoso com as pessoas. Aqui não falo de esmola, más, da partilha do dom que recebeu.

É muito interessante a ânsia da acumulação de bens. A regra é: quando mais tem, mais quer ter. Quanto mais tem, maior preocupação em sustentar o acumulado. Como será que  é viver nesta roda vida, a cada dia, todos os dias, uma vida toda? O clube  não é privativo somente dos donos de grandes fortunas ,mas também de pequenos “capitalistas” que assimilaram e praticam a reza e os mandamentos do cifrão, com tanta gana quanto.

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