“BICO” CRESCE E BRASIL PAGA CADA VEZ MENOS

Com taxa de desemprego nas alturas, trabalhadores têm topado ganhar cada vez menos.
Foto: Agência Brasil

O famoso “bico” tem crescido no Brasil. A precarização do trabalho avança como reflexo do desemprego no país. Entre o segundo trimestre de 2019 e o segundo de 2021, o número de brasileiros nesta condição aumentou em mais de dois milhões. A situação se caracteriza por pessoas que não têm carteira assinada ou qualquer vínculo formal e recebem menos de um salário mínimo mensalmente (R$ 1,1 mil).

No segundo trimestre de 2019, 48,2% dos trabalhadores atuavam por conta própria. Hoje, a porcentagem já atinge mais da metade da população: 55,6%. Os dados são da consultoria Idados, feitos a partir de levantamento da Pnad Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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10,1 MILHÕES DE BRASILEIROS VIVEM DE “BICO” E GANHAM MENOS DE 1 MÍNIMO.

Postado por Blog do Valentin

Do Valor Econômico/Via Conversa Afiada

Cai por terra a falácia de que com o empreendedorismo, também conhecido como bico ou trabalho por conta própria, os trabalhadores e as trabalhadoras conseguem rendimentos suficientes para sobreviver com dignidade.

Levantamento inédito da consultoria IDados, encomendada pelo Valor Econômico, mostra que 10,1 milhões de pessoas (41,7%) se viram como podem e sobrevivem com menos de um salário mínino, hoje de R$ 998,00, por mês.

A situação é pior ainda para outros 15% de trabalhadores  (3,6 milhões), que conseguem rendimentos igual ou inferior a R$ 10 reais por dia, ou R$ 300,00 por mês.

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