“SOBREVIVER, NESTE MOMENTO, NÃO É POUCA COISA”, DIZ O PSICANALISTA CHRISTIAN DUNKER DA USP

“Na psicanálise, a gente não concorda com a ideia de que ano bom é um ano feliz em que a gente não sofreu; sofrimento faz parte da vida”, afirma Dunker – Reprodução

Por Cristiane Sampaio /Brasil de Fato

Em conversa com BdF, professor da USP reflete sobre acervos pessoais e sobre como seguir em frente para descortinar 2021

Descoberta de um novo vírus, restrições de convivência social, confinamento, solidão, autodesenvolvimento, práticas de solidariedade, descompromisso com as medidas sanitárias, apatia moral ou trabalho voluntário. Como você teceu sua jornada ao longo deste ano? E como sobreviveu a este tão singular 2020? Qual o seu acervo pessoal ao final desta travessia?  

Para o psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo Christian Dunker, o saldo do ano não é homogêneo, variando conforme as condições materiais e psíquicas de cada um. E sobreviver, neste momento, “não é pouca coisa”, diz ele.   

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“TRABALHO PRECÁRIO, INTERMITENTE, É A ANTESSALA DO DESEMPREGO”, diz Ricardo Antunes

Postado por Blog do ValentinSociólogo analisa o futuro do trabalho no Brasil e a nova massa superexplorada da era dos serviços digitais

Do Brasil de Fato

Ricardo Antunes é um dos maiores especialistas brasileiros no tema do mundo do trabalho. Atualmente, é professor de sociologia do trabalho na Universidade Estadual de Campinas. Em seu último livro, intitulado O Privilégio da Servidão, Antunes desenhou um quadro da situação da classe trabalhadora na história recente do Brasil, a partir do fim da ditadura militar. O estudo se concentra no que ele chama de “novo proletariado de serviços”, alavancado com o crescimento do trabalho digital, on-line e intermitente dos últimos anos.

Em entrevista ao Brasil de Fato, o sociólogo falou sobre o futuro do trabalho, as características das relações trabalhistas no Brasil e os impactos da reforma trabalhista sobre esse cenário.

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FESTIVAL LULA LIVRE REÚNE 60 MIL PESSOAS NO RIO DE JANEIRO

Postado por Valentin Ferreira Foto aérea da Lapa, no Rio de Janeiro, durante as apresentações do Festival Lula Livre / Foto: Rafael Vilela/Mídia Ninja
Chico Buarque, Gilberto Gil, Chico Cesar e Ana Cañas se apresentam em protesto contra a prisão do ex-presidente

A praça dos Arcos da Lapa, no centro do Rio, ficou lotada neste sábado (28) para o Festival Lula Livre. A programação teve início às 14h e o ponto alto do evento gratuito foi o encontro no palco de Chico Buarque e Gilberto Gil, que não se reuniam para uma apresentação desde e época da ditadura militar (1964-1985) no Brasil.

Abaixo Vídeo Completo 

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“A ORIGEM DA DESIGUALDADE QUE VIVEMOS É DO PERÍODO ESCRAVOCRATA”, diz Benilda Brito

Postado por Valemtin Ferreira

O que aconteceu com a população negra do Brasil depois de 130 anos?   Benilda Brito, militante do movimento negro conta a história do 13 de maio e afirma que a abolição ainda não aconteceu

Por Larissa Costa / Brasil de Fato/MG

No dia 13 de maio de 1888, foi proclamada a Lei Áurea, que em seus dois artigos, torna extinta a escravidão no Brasil. Após 130 anos, o racismo ainda é imperante na sociedade e a população negra é aquela que ocupa os trabalhos mais precários, que possui os níveis de escolaridade mais baixos, que tem sua juventude exterminada nas periferias. Sobre esse assunto, o Brasil de Fato MG conversou com Benilda Brito, coordenadora do Nzinga, coletivo de mulheres negras de Belo Horizonte. Confira entrevista:

Brasil de Fato MG – Qual é a história do 13 de maio?

Benilda Brito – Essa data é, na história, extremamente importante. O Brasil foi o país que mais invadiu o continente africano e trouxe negros na condição de escravos. Na África, nós não éramos escravos. Muitos reis, rainhas, pessoas de tribos, de várias etnias, povos de várias línguas foram capturados e trazidos à força. E o Brasil foi … Continue Lendo

A CADA 4 HORAS E MEIA UMA PESSOA MORRE POR ACIDENTE DE TRABALHO NO BRASIL

Postado por Valentin Ferreira

Dieese aponta que trabalhadores terceirizados são vítimas de 3,4 mais acidentes do que os efetivos

PorJúlia Dolce / Brasil de Fato

O professor de Filosofia Douglas Anfra sofreu uma reviravolta em sua vida há 20 anos, por conta de um acidente de trabalho. Na época, Anfra trabalhava como operário de produção na indústria química e teve a pele de sua perna derretida pelo vapor de uma máquina.

“A empresa tinha vários procedimentos bizarros. As emendas das máquinas eram feitas com gambiarras. Um dia, uma dessas gambiarras escapou e minha perna foi atingida por vapor a 100 graus celcius. Fiquei uns quatro meses me recuperando. Foi um processo muito doloroso, esperando a pele crescer de dentro para fora. O socorrista quase regurgitou quando viu minha pele, porque tinha a gordura da pele derretida grudada na calça”, contou.

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