“THE ECONOMIST” CRITICA BOLSONARO E VÊ “DÉCADA SOMBRIA”

Reportagem mostra situação do Brasil e diz que presidente quer destruir as instituições

A revista britânica The Economist, uma das mais conceituadas publicações do mundo, traz nesta semana uma edição especial sobre o Brasil com uma série de críticas ao governo Jair Bolsonaro. Como em outras vezes que se referiu ao país, a revista traz na capa uma nova ilustração do Cristo Redentor, desta vez respirando com uma máscara de oxigênio.

No especial, que é capa da revista sob o título ‘A década sombria do Brasil’, a revista descreve o presidente brasileiro como um homem que quer “destruir as instituições, não reformá-las”, “esmagou todas as tentativas” de uma exploração sustentável da Amazônia e revelou serem “falsos” todos os votos favoráveis à renovação política.

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CAPITALISMO SEM CONSUMIDOR

Por João Ximenes Braga / Via Era da Idiocracia

Volta e meia falo aqui que o empresariado brasileiro quer inventar o incrível capitalismo sem consumidor. 

Foi pra isso que apoiaram o Golpe, pra implementar a Ponte para o Futuro de Temer, a reforma da previdência, a reforma trabalhista, o teto de gastos. Um arrocho tamanho na classe trabalhadora que teria como consequência inevitável a queda do consumo, portanto da arrecadação, portanto do empresariado.

Aí hoje tá na Folha. Título “Fenômeno dos anos Lula, classe C afunda aos milhões e cai na miséria“. No meio do texto, toca-se no pontinho crucial da tragédia da Economia neoliberal em país periférico: “Isso não só aumentará a desigualdade social brasileira mas retardará a recuperação econômica. Mais pobre, a gigantesca população de baixa renda consumirá menos, exigindo menos investimentos e contratações pelo setor produtivo”.

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CARCARÁ

‘Carcará lá no Sertão é um bicho que avoa que nem avião. É um pássaro malvado,
tem o bico volteado que nem gavião’
– iMAGEM REPRODUÇÃO

Por Eleonora Santa Rosa*

O Brasil abaixo de todos!

O Brasil pária do mundo!

O Brasil à mercê de doidos varridos!

O Brasil devolvendo seus filhos para o fundo da terra!

O Brasil enterrando de norte a sul!

O Brasil recordista em mortes diárias!

O Brasil “encovidado” até a alma!

O Brasil sequestrado de seu futuro!

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O BRASIL ESTÁ COM ÓDIO DO BRASIL OU KAROL CONKÁ NÃO É ODETE ROITMAN

Karol Conká: rapper foi eliminada do reality global com 99,17% dos votos do público (Foto: Divulgação/ TV Globo)

Por Ivana Bentes

Sempre existiu uma cultura e economia do ódio no Brasil, aliás, faz parte da nossa história dos assujeitamentos, da história da escravidão e da estrutura patriarcal essa construção de inimigos que são desumanizados e demonizados – o que permite odiá-los sem culpa.

Podemos dizer que o ódio virou um modulador de relações em um cenário caótico e incerto, em que rivalidades e disputas de todo tipo se sobrepõem ao que seria uma luta coletiva por direitos.

No Brasil, vivemos uma espantosa ascensão de discursos de ódio contra direitos e conquistas recém adquiridos, como se direitos fossem privilégios reversos. Ódio aos negros “privilegiados” pelas cotas raciais nas universidades, ódio aos pobres “privilegiados” pelo Bolsa Família, ódio às mulheres “privilegiadas” por serem protegidas por lei contra a violência doméstica e familiar, ódio renovado aos grupos LGBTQI+  pela criminalização da LGBTfobia.

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ONDE ESTAREMOS DAQUI A UM ANO?

Por Cristina Serra

O Brasil, hoje, nos sufoca de indignação e vergonha

A pergunta do titulo foi feita pelo jornal El País em recente entrevista com o bilionário norte-americano Bill Gates, que há tempos investe parte de sua fortuna em pesquisa científica. Em 2015, ele alertou que a próxima guerra travada pela humanidade seria contra um inimigo invisível, um vírus muito infeccioso, que se propagaria pelo ar e mataria milhões de pessoas. Por isso, era urgente que os países se preparassem para o combate.

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COMO A CHINA FEZ BOLSONARO COMER EM SUA MÃO

Bolsonaro presenteia casaco do Flamengo ao presidente da China, Xi Jinping, em outubro de 2019

É uma arte diplomática como Pequim conseguiu, durante a pandemia, impor seus interesses perante o Brasil. Bolsonaro caiu cegamente na armadilha. E agora sua sobrevivência política depende também dos chineses.

Por Alexander Busch / Deutsche Welle

Até uns meses atrás, o presidente Jair Bolsonaro era contra qualquer tipo de vacinação contra o coronavírus. Especialmente se a vacina fosse da China. Seu governo, disse ele categoricamente em outubro, não compraria a Coronavac. Bolsonaro chegou a suspender temporariamente o processo de registro do imunizante junto à Anvisa. Repetidamente, seu filho Eduardo e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, se revezaram para atacar a China como o culpado por trás da pandemia.

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