CAMPANHA DA CNBB CRITICA “NECROPOLÍTICA” E É ATACADA POR CATÓLICOS CONSERVADORES

Cartilha da Campanha da Fraternidade suscitou críticas de ala conservadora da Igreja Católica, infeliz com os valores pregados no texto – Foto: Divulgação

Por Igor Carvalho /Brasil de Fato

Católicos conservadores estão atacando a edição 2021 da Campanha da Fraternidade Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cujo tema é “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”.

O texto da cartilha tem contornos progressistas. Ataca a “necropolítica” brasileira, defende os povos indígenas, critica os altos índices de feminicídio e pede que a população LGBTQI seja acolhida.

Um dos recados mais duros, vindo dos conservadores, foi de Dom Fernando Guimarães, Arcebispo do Ordinário Militar do Brasil, em carta pública enviada à Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB.

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Por Deutsche Welle

A defesa explícita e inédita da população LGBT provocou a ira de conservadores brasileiros contra os organizadores da Campanha da Fraternidade, projeto realizado anualmente desde a década de 1960 pela Igreja Católica no Brasil.

O texto-base deste ano, cujo tema reforça a importância do diálogo frente à polarização, ainda ressalta que mulheres, especialmente as negras e as indígenas, são as maiores vítimas do “sistema de violência” no Brasil, e enaltece a importância das políticas de defesa dos direitos humanos.

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