PANDEMIA OPERA “MILAGRE” E RENDA MÍNIMA VIRA PROMESSA DA DIREITA À ESQUERDA

Por Leonardo Sakamoto /UOL

O sucesso do auxílio emergencial em alavancar a aprovação nacional de Jair Bolsonaro para os 40%, segundo o Ibope, operou um milagre na eleição da maior cidade da América do Sul. A direita abraçou uma pauta da esquerda e passou a defender um programa de transferência de renda para complementar as ações federais.

Os três primeiros colocados nas intenções de voto – Celso Russomanno (Republicanos), Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) – encampam programas de renda mínima.

Com anos de pregação quase solitária em nome da renda básica de cidadania, o, hoje, vereador Eduardo Suplicy (PT) bem que poderia encher a boca com um grande “eu te disse”. O economista francês Thomas Piketty, visto como o demônio por grande parte do mercado por defender esse tipo de ação a fim de reduzir a desigualdade, também.

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VAMO ACORDÁ, AMIZADE?!

Discutir pronome e banir ‘Mulheres de Atenas’ é mesmo a nossa prioridade?

Por Antonio Prata

Cinco minutos do debate presidencial americano e eu já estava tentando morder os cotovelos. Não por causa das atrocidades ditas pelo Trump, mas por ver pela primeira vez em ação (sic) quem o país mais poderoso do mundo decidiu enviar à linha de frente da luta global contra o fascismo. Esse picolé de chuchu vai nos salvar do Darth Vader?!

Enquanto Trump se apresenta pintado de laranja e com aquele topete metafísico, Biden é cinzento e calvo de sobrancelha. Trump vende vigor. Um vigor atroz. Homicida. Machista. Racista. Ignorante. Mas, mesmo assim, vigor. Biden parece um carro a álcool tentando pegar numa manhã fria de 1984. O debate foi Tony Soprano contra uma mistura de Suplicy e Alckmin na “melhor idade”.

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ELEIÇÕES MUNICIPAIS:”CANDIDATO TERÁ DE FAZER REFERENCIA À CRISE ECONÔMICA”, diz cientista político

‘Não dá para o candidato falar só das questões locais. Ele vai ter que fazer referência à crise econômica e social que o país está vivendo’, afirma José Álvaro Moisés (Daniel Ramalho/AFP

O cientista político José Álvaro Moisés, professor da Universidade de São Paulo (USP), prevê uma disputa municipal entre quem defende e quem se opõe ao presidente Jair Bolsonaro. Em função da pandemia do coronavírus, a tendência apontada pelo pesquisador é que temas globais, como desigualdade social e crise financeira, tenham tanto apelo quanto questões locais.

Qual será o impacto dos debates nacionais na eleição 2020?

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