CAPITALISMO SEM CONSUMIDOR

Por João Ximenes Braga / Via Era da Idiocracia

Volta e meia falo aqui que o empresariado brasileiro quer inventar o incrível capitalismo sem consumidor. 

Foi pra isso que apoiaram o Golpe, pra implementar a Ponte para o Futuro de Temer, a reforma da previdência, a reforma trabalhista, o teto de gastos. Um arrocho tamanho na classe trabalhadora que teria como consequência inevitável a queda do consumo, portanto da arrecadação, portanto do empresariado.

Aí hoje tá na Folha. Título “Fenômeno dos anos Lula, classe C afunda aos milhões e cai na miséria“. No meio do texto, toca-se no pontinho crucial da tragédia da Economia neoliberal em país periférico: “Isso não só aumentará a desigualdade social brasileira mas retardará a recuperação econômica. Mais pobre, a gigantesca população de baixa renda consumirá menos, exigindo menos investimentos e contratações pelo setor produtivo”.

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VÍDEO: O PLANETA DOS HUMANOS

Um documentário que mostra uma realidade diferente daquela costumeira que nos é mostrada.

“Nós humanos, devemos aceitar que o crescimento infinito em um planeta finito, é suicídio.”

“Não é a molécula de dióxido de carbono que está destruindo o planeta. É a gente.

“A humanidade é desfiada, como nunca foi desafiada antes, para provar sua maturidade e domínio – não da natureza, mas de si mesma.”

Título original: Planet of the Humans

Produtor Executivo: Michael Moore Produzido por: Ozzie Zehner Um filme de: Jeff Gibbs Produção: Huron Mountain Films

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A ESCRAVIDÃO QUE NOS HABITA

Reclamações trabalhistas estão sendo criminalizada por decisões judiciais como forma de amedrontar ainda mais o(a) trabalhador(a) que ouse pensar em processar o seu ex-patrão (Imagem: Jorge Luiz Souto Maior)

Por JORGE LUIZ SOUTO MAIOR*

Há tempos muitos têm destacado que, no Brasil, diante de seu legado escravista, ainda não devidamente superado, a exploração da classe trabalhadora não se dá apenas na lógica econômica da extração de mais-valor do trabalho assalariado, cuja formação, em termos de relações sociais, está fincada não apenas na submissão pela necessidade, como também no processo violento de uma “disciplinação” imposta pelas estruturas jurídicas criminais da vigilância e da punição.

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A RAÍZ DO PROBLEMA DAS REDES SOCIAIS É O CAPITALISMO.

Documentário O Dilema das Redes, na Netflix. Foto: Divulgação

Por Luis Felipe Miguel – Cientista Político

Ontem à noite, assisti ao novo documentário da Netflix sobre as mídias sociais. Nada que já não seja bem conhecido, mas é sempre assustador ver como estamos sendo bombardeados por técnicas cada vez mais sofisticadas de manipulação, que nos diminuem como seres humanos e reduzem brutalmente nossa autonomia, ao mesmo tempo em que depreciam a possibilidade do debate público e ampliam a irracionalidade coletiva.

O que o documentário não é capaz de enunciar com todas as letras, mas que lampeja aqui e ali nas falas dos entrevistados, é que na raiz do problema está o capitalismo. Como deixar uma tecnologia com tanto potencial para moldar comportamentos nas mãos de quem mede tudo pelo lucro?

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