VACINA DESENVOLVIDA POR OXFORD TEM RESULTADOS ANIMADORES E GERA IMUNIDADE

UNIDADE DE TRATAMENTO INTENSIVO NO HOSPITAL DAS CLÍNICAS, EM PORTO ALEGRE (RS). FOTO: SILVIO AVILA/AFP

Por Carta Capital

As primeiras fases de testes da vacina contra o coronavírus conseguiram identificar a criação de anticorpos e células-T contra o coronavírus

Pesquisadores da Universidade de Oxford anunciaram, nesta segunda-feira 20, que as primeiras fases de testes da vacina contra o coronavírus conseguiu identificar a criação de anticorpos contra o Sars-Cov-2 e a criação de células-T para combater a infecção.

A notícia foi publicada na revista médica britânica The Lancet e traz detalhes sobre a resposta imunológica da vacina em desenvolvimento, que tem parte da terceira fase – a de testes – sendo realizada no Brasil.

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CONVICTA DE SER “APENAS” CLASSE MÉDIA, A TURMA DO 1% NÃO SE ENXERGA

Postado por Valentin Ferreira

Por André Barrocal / Carta Capital

No país em que o berço determina, uma renda mensal de 27 mil reais coloca o cidadão em um clube vip de 860 mil brasileiros

Se o mundo tem se tornado mais desigual, como observa a OCDE, o Brasil é pioneiro no assunto, uma espécie de inspiração para os magnatas do planeta.

Brasil de Michel Temer pediu no ano passado adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, um clube de 35 nações ricas ou simpatizantes, mas, por enquanto, passa vergonha, pois os Estados Unidos preferem a entrada da Argentina de Mauricio Macri, amigo de Donald Trump. Em 15 de junho, a OCDE foi motivo de outro embaraço nacional, por razões um pouco mais antigas do que o governo Temer.

Ao estudar como tem sido a mobilidade social desde a década de 1990, a entidade constatou que a coisa vai mal mundo afora e pior ainda por aqui. A distância entre ricos e pobres aumenta no planeta, especialmente desde a crise financeira global de 2008. É cada vez mais difícil que alguém nascido na pobreza melhore de vida e alcance o padrão médio dos conterrâneos.

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O QUE É CLASSE SOCIAL? Por Jessé Souza

Postado por Valentin Ferreira

Não se trata de recorte de renda. É, antes de tudo, a reprodução de privilégios.  O privilégio secular continua a ser apresentado como mérito

Por Jessé  Souza /Carta Capital

É comum, inclusive entre gente da esquerda, se falar de classe social como se fosse constituída pelo nível de renda. O problema com os conceitos da ciência é que eles herdam o caráter sagrado dos dogmas religiosos. Pelo seu “carisma” e prestigio, portanto, a ciência é o lugar da manipulação mais perigosa e poderosa sobre um público leigo e indefeso.

Hoje em dia, a “falsa consciência” de uma sociedade é construída em boa parte com meios (pseudo) científicos. Daí que, como artificio retórico, sempre se diga que existem ideias que nos fazem de imbecis. De posse de uma realidade confusa e distorcida, nossa ação no mundo é também confusa, hesitante e manipulável. Ou seja, nos tornamos efetivamente imbecis no sentido prático que todos entendem.

Por que confundir classe social com renda nos faz imbecis? Ora, primeiro porque distorce e inverte o núcleo principal da ideia de classe social.

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RESPIRE ESTA ESPERANÇA

Postado por Valentin Ferreira

Os desdobramentos na ciência da imunoterapia garantem vida mais confortável aos portadores de câncer de pulmão

A imunoterapia em câncer de pulmão ganha três novos estudos que multiplicam as curas

Por Riad Younes / Cartacapital

Há alguns dias, foi encerrado o congresso da Associação Americana de Pesquisa Contra o Câncer, AACR, realizado na cidade de Chicago, nos Estados Unidos, e será certamente lembrado como um marco na imunoterapia em câncer de pulmão. Uma explosão de estudos científicos nos últimos três anos culminou na apresentação de resultados muito encorajadores. 

Conversamos com o doutor Marcos André Costa, oncologista e coordenador do Núcleo de Pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz,  em São Paulo, que participou do congresso.

Veja Entrevista do oncologista doutor Marcos André Costa na Carta Capital

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A MIGRAÇÃO DE QUEM SE DIZIA DE ESQUERDA PARA O FASCISMO GOLPISTA

Postado por Valentin Ferreira

Dois notáveis do esquerdismo nativo que viraram a casaca

Por Mauricio Dias / Carta Capital

Cada um veste a camisa que lhe convém e troca a roupa quando lhe é conveniente. Tem sido assim a trajetória adotada por parte da dita esquerda brasileira após a ditadura.

Uma massa enorme desses ex-militantes migrou para o lado oposto, a ultradireita golpista. Parece que arrependidos com o que eram. Subiram a escada pela esquerda e desceram pela direita até o inferno. 

A migração da esquerda para a direita não é novidade no mundo todo, mas por aqui o fenômeno passa a ser mais curioso e assustador. Há muitos exemplos. É o caso de Fernando Gabeira, ex-integrante da luta armada que, sob a ditadura, participou do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, no Rio de Janeiro, em 1969. 

Ao voltar do exílio, Gabeira iniciou o processo de transformação. Fez sucesso inicialmente com uma tanga de crochê nas areias de Ipanema. Posteriormente, elegeu-se deputado ainda com um viés de esquerda.

Hoje, Gabeira brilha aos olhos dos golpistas. E tornou-se estrela do império Globo, na televisão e no jornal, onde assina uma coluna semanal.

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A INDUSTRIA DO MEDO E A SÍNDROME DE “REGINA DUARTE”

Postado por Valentin Ferreira

Diante do risco da síndrome de Regina Duarte, o remédio é ativar o espírito crítico e não aceitar a manipulação da mídia e das redes sociais.

Por Luiz Carlos Famadas Jr/ Carta Capital

“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro. A real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz”, afirmou Platão.

Quando uma famosa atriz brasileira, no distante ano de 2002, disse em rede nacional de tevê que sentia medo de Lula e do PT como justificativa para votar em José Serra, mal percebia que utilizava um tipo de marketing pouco criativo.

Na verdade, o que havia de diferente naquela declaração era a forma crua e transparente como o medo foi utilizado. Normalmente isso ocorre no cotidiano sem que muitos percebamos.

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