COMO A CHINA FEZ BOLSONARO COMER EM SUA MÃO

Bolsonaro presenteia casaco do Flamengo ao presidente da China, Xi Jinping, em outubro de 2019

É uma arte diplomática como Pequim conseguiu, durante a pandemia, impor seus interesses perante o Brasil. Bolsonaro caiu cegamente na armadilha. E agora sua sobrevivência política depende também dos chineses.

Por Alexander Busch / Deutsche Welle

Até uns meses atrás, o presidente Jair Bolsonaro era contra qualquer tipo de vacinação contra o coronavírus. Especialmente se a vacina fosse da China. Seu governo, disse ele categoricamente em outubro, não compraria a Coronavac. Bolsonaro chegou a suspender temporariamente o processo de registro do imunizante junto à Anvisa. Repetidamente, seu filho Eduardo e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, se revezaram para atacar a China como o culpado por trás da pandemia.

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PAÍSES MAIS REJEITADOS POR BOLSONARO IMPULSIONAM O AGRONEGÓCIO

Venezuela lidera as importações de arroz; China, as de soja; e o Irã, as de milho

Por Mauro Zafalon/Folha

Os países mais rejeitados por Jair Bolsonaro tiveram grande importância para o agronegócio brasileiro no ano passado. Vários produtos saídos das lavouras e das pastagens nacionais tiveram como destino essas nações.

Um exemplo típico é o do arroz. Graças aos venezuelanos e cubanos, os gaúchos puderam receber preços recordes pelo cereal no ano passado.

E na hora da falta desse cereal internamente, devido ao grande volume exportado, os argentinos e os paraguaios foram os que garantiram o abastecimento dos brasileiros.

Bolsonaro deve ter perdido a calma ao ver reluzentes caminhões com a bandeira venezuelana trazerem oxigênio para reduzir os efeitos do descontrole da pandemia em Manaus.

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FIRMEZA DE MOURÃO NÃO É A DE OPINIÃO PESSOAL

Imagem: Folha/UOL

Por Janio de Freitas

O firme pronunciamento do vice Hamilton Mourão, contraposto a afirmações incisivas de Bolsonaro, suscita duas interpretações, mas é provável que as duas sejam uma só, com duas roupagens. E, como preliminar, note-se que o dito pelo vice tem mais do que o sentido de confronto, estendendo-se a importante inversão nas relações externas.

Bolsonaro vetou a compra, em qualquer tempo, de vacina chinesa contra a Covid-19: “Não vai haver compra, ponto final”. Antes, usou do mesmo tom definitivo a propósito do sistema 5G, que revolucionará as possibilidades de comunicações. Atrasados na criação do seu sistema, os Estados Unidos de Trump não admitem que o Brasil adote o sistema chinês, o qual, além da vantagem em tempo, evitaria custosas mudanças nos equipamentos de telecomunicações usados aqui, com muitos componentes chineses.

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BRASIL DEVE EVITAR TENSÃO COM A CHINA, QUE EM JULHO RECEBEU 55% DAS EXPORTAÇÕES

O país asiático foi a principal fonte de contribuição para o superávit da balança comercial

Da Agencia Brasil

A queda das importações em julho foi a causa do saldo positivo de US$ 8,1 bilhões da balança comercial – o maior da série histórica -, e não as exportações, o que elevou o superávit acumulado no ano para US$ 30 bilhões, informou nesta sexta-feira (14), Boletim de Comércio Exterior (Icomex) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Entre julho de 2019 e o mesmo mês deste ano, as importações brasileiras caíram 35,2%. Já as exportações tiveram queda de 2,9%.

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