O MUNDO NÃO PODE SER DOMINADO PELA TRISTEZA

Praça da Estação, em Franca (SP) com o coreto e a pequena escultura do Spinaro: um menino sentado, com o pé em cima do joelho da outra perna, retirando espinhos da sola do pé. Imagem em bronze copiada de obra da Roma Antiga (Márcio Maniglia Machado)

Às vezes, Deus nos manda anjos disfarçados para nos tirar da tristeza que submerge em nossas mentes e corações, nos impedindo de ver as coisas boas da vida e das pessoas.

Por Lev Chaim*/ Dom Total

Depois de meses de confronto com um mundo agressivo, quase incompreensível, com a pandemia de coronavírus por todo o planeta, às vezes, fica difícil encontrar o fio da meada que o leve de volta a uma alegria saudável. Eu já fui vacinado duas vezes, mas grande parte do mundo ainda vive o pesadelo desse vírus fatídico, caso não se tome precauções necessárias: vacinar, distância social, máscara e ouvir com cuidado os especialistas. 

Na Holanda, a vacinação vai de vento em polpa, mas esses avisos são constantes na boca dos dirigentes do país e na televisão, a fim de conscientizar o povo da necessidade dos tempos atuais e não menosprezar os perigos da pandemia.

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É POSSÍVEL MUDAR

Nós, seres humanos, somos seres que variam, nos moldamos de acordo com as experiências vividas. Quanto mais experiências boas, mais crescemos e nos desenvolvemos, porém, se passamos por momentos negativos, acumulamos insegurança. Muitos se prendem a frases como: “Sou assim e não posso mudar”, “Nasci assim, e nessa altura do campeonato, ninguém é capaz de me mudar”.

Todos podemos mudar, mas para isso é necessário levar em conta dois pontos importantes:

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RESETE SUA MENTE

Por Mario Alonso Puig

Todos nós gostaríamos de ser mais felizes e sofrer um pouco menos. Nossa tendência é associar o fazer e o ter com o ser, nos leva a dar como certo que, se nos esforçarmos muito, se fizermos muitas coisas e atingirmos o sucesso, então seremos felizes. Ainda não percebemos que os vazios do ser não podem nunca ser preenchidos com o ter. Por isso qualquer um de nós pode ter um grande conforto e bem-estar e, entretanto, não ser feliz.

Falar do ser é tudo menos fácil porque a própria linguagem que precisamos para descrevê-lo pertence à ontologia, que é uma parte da metafísica. Se o simples fato de falar do ser já nos gera semelhante desafio, ter a experiência do que é o ser também não parece tarefa fácil. O tema não é insignificante porque se trata de embarcar em uma viagem interior que nos faz experimentar diretamente o que é em si uma experiência suprasensorial. Por isso nesta viagem, que não deixa de ser uma viagem de heróis e heroínas, saberemos como podemos passar de um mundo puramente conceitual e descritivo a um experiencial e contemplativo.

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VIVENDO E APRENDENDO

Por Ricardo Coimbra

Eu acho muito engraçado esse discurso “a esquerda só sabe apontar culpados” porque vem justamente dos culpados, né? Essa galera acha que agora a gente precisa esquecer as diferenças, passar uma borracha e seguir em frente. Mas não é bem assim. 
Saber se vamos nos livrar de Bolsonaro não é tão importante quanto saber COMO vamos nos livrar do Bolsonaro. Porque se for pra se livrar do Bolsonaro sem que o pessoal que sustentou esse discurso antiesquerdista patológico que elegeu Bolsonaro mude a conduta, não vai adiantar nada. 

Porque eu não vejo nenhum momento na história recente do Brasil (e vocês podem espernear à vontade) em que a esquerda estivesse tão certa. A esquerda avisou que a Lava Jato era uma empulhação politiqueira. ELA ESTAVA CERTA

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POR UMA FELICIDADE VADIA

Associado ao êxito individual, o ser feliz tornou-se obrigação tormentosa. Pode ser,
porém, o desfrute de uma vida sem medos; os convívios que permitem encarar o
incerto e a tristeza; e uma ética que, prezando o cuidado, desafia os moralismos

Por Antoni Aguiló, no Público | Tradução: Simone Paz

Desde 2013, a ONU reconhece o dia 20 de março como o Dia Internacional da Felicidade. Hoje em dia, a felicidade parece um significante vazio, explorado em excesso, até a exaustão. Abraça tantos significados diferentes, que praticamente cabe tudo nela: desde o consumo de Viagra, até os livros de Paulo Coelho.

Apesar da banalização do termo, ao longo das últimas décadas o neoliberalismo impôs a crença de que a felicidade era fruto do esforço e do talento individual, prêmio que ganhamos por sermos produtivos e competitivos. É o típico discurso da meritocracia liberal, onde cada um chega onde quer com base em seu próprio valor. Para isso, a meritocracia nos introduz a necessidade contínua do “sempre mais”: treinar mais, trabalhar mais, demonstrar mais, ter mais seguidores nas redes sociais, etc. A felicidade torna-se prisioneira entre as frias paredes do cálculo e da eficiência.

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