O QUE UM PADEIRO DE POMPEIA PODE NOS ENSINAR SOBRE A FELICIDADE

BBC/AT LAND PRODUCTIONS/LION TV/CATERINA TURRONI
  • Por Nadejda Williams / The Conversation*/ BBC Brasil

Apesar de uma pandemia que mudou radicalmente a vida de bilhões de pessoas, o “Relatório da Felicidade Mundial” indica que ela, a felicidade, permanece estável no mundo, um testemunho da resiliência da raça humana.

Como estudante do mundo clássico, as discussões sobre felicidade que costumam ocorrer em meio a crises pessoais ou sociais como a que vivemos não me parecem novidade.

Hic habitat felicitas ou “A felicidade mora aqui”, proclama uma inscrição encontrada em uma padaria de Pompeia, cerca de 2 mil anos depois que seu dono viveu e provavelmente morreu na erupção do vulcão Vesúvio, que destruiu a antiga cidade romana no ano 79.

O que felicidade significava para aquele padeiro pompeiano?

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A FELICIDADE DOS ANTIGOS E A INFELICIDADE DO HOMEM MODERNO

Ao contrário dos antigos, o homem moderno perdeu sua harmonia com a natureza, perdeu
a capacidade de ordenar sua vida pela razão

Por Michel Aires de Souza Dias[1] / Jornal GGN

Os antigos gregos pensaram sua existência e ordenavam sua vida a partir da ideia de Cosmo, palavra grega que significa  ordem.  O mundo era compreendido como um todo universal ordenado, possuindo uma racionalidade intrínseca à sua própria natureza. O problema ético de como devemos viver a vida era determinada por essa noção.  O conhecimento visava um aprimoramento da vida interior e deveria determinar as normas universais da própria existência. Cabia a cada qual, através da razão,  buscar as normas universais que deviriam guiar sua própria existência, propiciando o conhecimento de como enfrentar as adversidades da vida,  de como se viver melhor e de como atingir a serenidade interior. A vida dos antigos tinha uma finalidade (telos), deveria ser guiada pela ideia de natureza.

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TEMPO: UM TEMPO PRECIOSO

Cinco aulas de Sêneca para aproveitar ao máximo seu tempo

“Quando chegarem ao fim, vão entender que estavam muito ocupados sem fazer nada ”, advertiu Sêneca séculos atrás. O filósofo estoico deixou claro que o tempo é o bem mais valioso que possuímos, mas ainda assim o desperdiçamos sem pensar nele.

Apesar do peso da mortalidade continuamente pairando sobre nossas cabeças, muitas vezes vivemos como se fôssemos imortais. Preferimos não pensar no fim para exorcizar nossos medos mais atávicos. No entanto, se quisermos aproveitar o tempo e fazer algo significativo em nossa vida, devemos ter em mente a frase latina que nos lembra de nossa mortalidade: memento mori .

Dicas para aproveitar o tempo, segundo Sêneca

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TER UM PROPÓSITO SIGNIFICA SER FELIZ

Todos nós tivemos a sensação de conseguir o que queríamos, viver o entusiasmo de um êxito e ficarmos igualmente vazios depois de um tempo. A alternativa para sair desse ciclo é construir um sentido para a vida

Por Pilar Jericó / El País

Às vezes pensamos que a felicidade depende das coisas que acontecem conosco. Acreditamos que se tivermos um salário melhor, se formos mais reconhecidos no nosso trabalho ou se iniciarmos um novo relacionamento amoroso nos sentiremos mais realizados. Todos nós tivemos a sensação de conseguir o que queríamos, experimentar aquela onda de energia e ficarmos igualmente vazios depois de um tempo. Quando isso acontece, definimos novas metas, trabalhamos até alcançá-las e voltamos a saborear o vazio. Assim, repetidamente, como se corrêssemos como um hamster em uma roda giratória. Existe uma alternativa para sair desse ciclo. Em vez de viver de acordo com as expectativas, podemos viver de acordo com nossas aspirações.

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FORA VELHOFOBIA!

A corredora capixaba Aldemira Adão, de 94 anos – Reprodução/Instagram

Por Mirian Goldenberg

A capixaba Aldemira Adão, de 94 anos, já se acostumou com os comentários preconceituosos: “Aquela senhorinha tá ficando doida”. “Essa senhora, em vez de ficar dentro de casa…”. “Que velha maluca, ela não vai aguentar”.

Aldemira finge que não escuta e continua a correr.

Ela trabalhou muito tempo na lavoura e depois “em casa de família” até se aposentar. Após a morte do marido, passou a se sentir muito só. Para fazer amigos, procurou “um grupo de convivência da terceira idade”.

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O MUNDO NÃO PODE SER DOMINADO PELA TRISTEZA

Praça da Estação, em Franca (SP) com o coreto e a pequena escultura do Spinaro: um menino sentado, com o pé em cima do joelho da outra perna, retirando espinhos da sola do pé. Imagem em bronze copiada de obra da Roma Antiga (Márcio Maniglia Machado)

Às vezes, Deus nos manda anjos disfarçados para nos tirar da tristeza que submerge em nossas mentes e corações, nos impedindo de ver as coisas boas da vida e das pessoas.

Por Lev Chaim*/ Dom Total

Depois de meses de confronto com um mundo agressivo, quase incompreensível, com a pandemia de coronavírus por todo o planeta, às vezes, fica difícil encontrar o fio da meada que o leve de volta a uma alegria saudável. Eu já fui vacinado duas vezes, mas grande parte do mundo ainda vive o pesadelo desse vírus fatídico, caso não se tome precauções necessárias: vacinar, distância social, máscara e ouvir com cuidado os especialistas. 

Na Holanda, a vacinação vai de vento em polpa, mas esses avisos são constantes na boca dos dirigentes do país e na televisão, a fim de conscientizar o povo da necessidade dos tempos atuais e não menosprezar os perigos da pandemia.

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