A LENGA-LENGA DA CONSTRUÇÃO DE HARMONIA ENTRE PODERES É FARSA. Por Jânio de Freitas

Reunião entre os Poderes, no Palácio da Alvorada, com o presidente da Câmara,
Arthur Lira (PP-AL), à frente – Raul Spinassé – 24.mar.21/Folhapress

O descompromisso com a franqueza das atitudes é próprio do político profissional, e uma das suas diferenças essenciais para o militante de ideias que está na política. Mas a aplicação de vícios do profissional a circunstâncias de alta gravidade, como é o atual ataque à ação legítima do Judiciário, alia-se ao intuito antidemocrático e até o estimula. É o que estão mostrando os presidentes do Senado e da Câmara, com o presidente do Supremo como coadjuvante.

A lenga-lenga da construção de harmonia entre os Três Poderes, fantasiada pelos três e por um profissional da politicagem, não é mais do que farsa. Movida a palavrório de lugares-comuns e reuniões para mais entrevistas, resulta em serviço à crescente agitação de Bolsonaro contra as defesas da democracia.

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10 SINAIS QUE INDICAM QUE BOLSONARO PREPRARA A ANTESSALA DE UMA DITADURA

Bolsonaro estimula setores reacionários das Forças Armadas (foto: Marcos Corrêa/PR)

Por Robson Sávio Reis Souza

Aparelhamento das Forças Armadas, militarização do governo, desconstrução do Judiciário: tudo indica que Bolsonaro planeja um golpe 

1. Incentivo ao armamento da população para formação de milícias civis, sendo que o armamento da população favorece a articulação das milícias militares com civis, formando grupos paramilitares.

2. Instrumentalização das Forças Armadas e instituições policiais, através de privilégios concedidos discricionariamente a essas categorias, formando um exército fidelizado a ele e não à Constituição.

2.1. Militarização do governo, em parceria com setores reacionários das Forças Armadas, com milhares de militares mobilizados e à sua disposição, das mais altas às baixas patentes.

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FUTURO SOMBRIO

Plenário da Câmara em sessão para eleger o novo presidente da Casa – Lucio Tavora/Xinhua

Da Folha de SP

Centrão no Comando

União de interesses fisiológicos com Planalto preocupa por impacto institucional

As vitórias de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e sobretudo de Arthur Lira (PP-AL) para as presidências, respectivamente, do Senado e da Câmara consolidam a ascendência do centrão na política federal. Essa geleia geral de legendas —com poucas ideias e muito apetite por cargos e verbas— selou um pacto de ocasião com um presidente acossado pelo risco de impeachment.

Jair Bolsonaro, por seu turno, consumou o estelionato eleitoral ao despir-se dos últimos fiapos do disfarce de vingador da política que vestiu em 2018. Enganou apenas quem não acompanhou seus sete mandatos como deputado federal especializado na arraia-miúda das transações parlamentares.

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ANÁLISE DE CONJUNTURA: QUE DESTINO NOS AGUARDA?

GIF; Google Imagem

Em seu Jornal GGN, o jornalista Luis Nassif, como costumeiramente faz em seu “xadrez”, pontua o momento que estamos vivendo em análise envolvendo o governo Bosonaro, o Parlamento, o Supremo, as Forças Armadas, o Mercado alem de outros atores que jogam com o destino de milhões de brasileiros. Sob o título Xadrez de Bolsonaro a caminho de tomar o poder, o jornalista, bem informado sobre as entranhas do poder, dispõe no tabuleiro, os movimentos que nos ajudam a entender o Brasil que estamos vivendo e para onde poderemos ir. Leia a matéria abaixo. (Valentin Ferreira)

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BOLSONARO E O PALANQUE

Por Valentin Ferreira

Por Mario Vitor Santos / Jornalistas pela Democracia

Foram discursos de candidato ainda em caravana eleitoral. Não foram discursos presidenciais. Nem na cerimônia de posse no Congresso Nacional, nem pronunciamento no mais arriscado pronunciamento no parlatório, o agora empossado presidente Bolsonaro anunciou nem sequer uma medida prática para resolver problemas. O tom continuou a ser o mesmo que deu o tom nos palanques eleitorais.

Bolsonaro não propôs aliviar as divisões criadas durante a disputa eleitoral. Não anunciou que pretende ser o presidente de todos os brasileiros, mas sim que pretende governar com a “maioria” do povo brasileiro que o elegeu. A referência à maioria é fraudulenta, pois na verdade Bolsonaro foi eleito com 39% dos votos do conjunto do colégio eleitoral, computados aí nulos, brancos e abstenções. Não acenou com pacificação, mas com o combate ao que chama de viés ideológico na educação e na diplomacia.

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