CORTINA DE SANGUE NO RIO

É assustador que parcela numerosa da sociedade aplauda a explosão de brutalidade

Por Cristina Serra

Na linguagem miliciana, foram 28 CPFs cancelados. Wilson Witzel já prometera atirar na “cabecinha”. Seu substituto deve ter achado pouco. Menos de uma semana após assumir definitivamente o cargo, Cláudio Castro disse a que veio. Sob sua autoridade, uma operação policial resultou no maior banho de sangue já visto no Rio de Janeiro.

O estado tem histórico tenebroso de chacinas impunes, tanto aquelas produzidas por grupos de extermínio formados por policiais como as que decorrem de ações oficiais, supostamente para combater o tráfico, como agora na favela do Jacarezinho, com 27 civis e um policial mortos.

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