COTAS FORAM REVOLUÇÃO SILENCIOSA NO BRASIL, Afirma especialista

Postado por Valentin FerreiraApesar do crescimento, os negros ainda não alcançaram o índice de brancos diplomados.

Do Blog Domtotal

A chance de ter um diploma de graduação aumentou quase quatro vezes para a população negra nas últimas décadas no Brasil. Depois de mais de 15 anos desde as primeiras experiências de ações afirmativas no ensino superior, o percentual de pretos e pardos que concluíram a graduação cresceu de 2,2%, em 2000, para 9,3% em 2017.

Apesar do crescimento, os negros ainda não alcançaram o índice de brancos diplomados. Entre a população branca, a proporção atual é de 22% de graduados, o que representa pouco mais do que o dobro dos brancos diplomados no ano 2000, quando o índice era de 9,3%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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UNICAMP ADOTA COTAS PARA AUMENTAR NÚMERO DE ALUNOS NEGROS NA GRADUAÇÃO

Por :REGIANE OLIVEIRA / El PAÍS

Votação do Conselho Universitário.Votação do Conselho Universitário.  Imagem : Antoninho Perri  (UNICAMP)

Em uma decisão histórica, a Universidade de Campinas (Unicamp) aprovou nesta terça-feira (30) a adoção do sistema de cotas étnico-raciais para ingresso nos cursos de graduação da instituição a partir de 2019. A decisão está em linha com uma demanda antiga dos movimentos sociais, e tem como objetivo ampliar a presença de alunos pretos e pardos ou indígenas. A ideia é ajudar a reduzir o gap social que ainda existe como herança da escravidão no Brasil.

A meta inicial da instituição é chegar a uma participação de 37,5% de alunos não brancos. Em 2017, 69,9% dos matriculados na Unicamp se declararam brancos, 21,8% negros e pardos, e 0,2% indígenas.

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