DOCUMENTO MOSTRA “EXTRA” DE US$ 5 POR DOSE DE VACINA INDIANA

Por Fernando Brito / Em seu Blog

Complicaram-se ainda mais as suspeitas sobre a compra da Covaxin, a vacina indiana que está no centro da denúncia de que Jair Bolsonaro silenciou e prevaricou diante dos indícios de corrupção em sua operação de compra bilionária.

O Estadão publica, na edição de hoje, a reprodução – veja acima – de uma “Memória de Reunião” entre o coronel Élcio Franco, braço direito do general Eduardo Pazuelo e de outros dirigentes do Ministério da Saúde à época, com executivos da Bharat Biotech e da intermediária Precisa Medicamentos, onde se registra, expressamente, que a vacina (comprada em fevereiro a US$ 15) era oferecida por dois terços deste preço – US$ 10 – e podendo ainda, “em razão de eventual aquisição de montante elevado de doses, (…) poderia vir a ser reduzido e estaria aberto à negociação”.

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DE RICARDO EM RICARDO, GOVERNO BOLSONARO VAI SE DESGASTANDO

Ex-Ministro Ricardo Salles e o líder do Governo na Câmara, Ricardo Barros com Jair Bolsonaro – Fotos Reprodução.

O “VACINAGATE” DE BOLSONARO / Cristina Serra

O escândalo da Covaxin está dentro do Palácio do Planalto, Bolsonaro sabe e isso explica seu descontrole

A veloz evolução dos acontecimentos na CPI da Covid abalou os nervos do contaminador-geral da República. Suas explosões perante repórteres são o que lhe restam diante dos questionamentos sobre o que já pode ser chamado de escândalo da Covaxin ou o “vacinagate” de Bolsonaro.

O fio da meada foi puxado por esta Folha,que revelou o depoimento do servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda ao Ministério Público Federal, sobre pressões para compra da Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech. As tratativas ocorreram na gestão catastrófica do general Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde e envolvem dirigentes da pasta indicados por ele. O irmão do servidor, deputado Luís Miranda (DEM-DF), disse que alertou Bolsonaro sobre o caso suspeito.

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INQUÉRITO SOBRE COVAXIM ATINGE CÚPULA MILITAR NA SAÚDE

Por Fernando Brito

A decisão da Procuradora da República Luciana Loureiro de transferir para área criminal “a investigação sobre a compra da vacina indiana Covaxin ao identificar indícios de crime no contrato entre o Ministério da Saúde do governo do presidente Jair Bolsonaro e a Precisa Medicamentos” atinge em cheio a “tropa” militar levada para o Ministério da Saúde por Eduardo Pazuello.

Porque o general que operou o Ministério para Bolsonaro teve um especial cuidado em colocar sobre controle de militares todas as áreas que lidavam com compras e repasses de dinheiro e, portanto, para as operações de aquisição de vacinas.

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