A GERAÇÃO DOS JOVENS QUE NÃO VERÃO PAÍS NENHUM

IMAGEM: REPRODUÇÃO

Por Vinicius Torres Freire

As projeções de crescimento da economia para o ano que vem começam a cair para a casa do 1%. É apenas chute vagamente informado, mas essa bola deve cair mesmo no pântano em que vivemos faz tempo. Em 2022, bicentenário da Independência, serão nove anos de pobreza piorada. Ainda estaremos colonizados pelos nossos piores monstros.

Imagine-se uma brasileira que teve a boa sorte de terminar a faculdade no último ano antes da catástrofe, em 2013, nos seus 21 anos. “Boa sorte” porque apenas 1 de cada 4 jovens de 18 a 24 anos está no ensino superior ou concluiu este curso. Há quem tenha largado a escola muito antes e terá vida pior. No ano que vem, essa brasileira fará 30 anos. Terá passado a primeira parte de sua vida adulta em um país em destruição. É apenas um símbolo de uma catástrofe duradoura, uma de várias gerações perdidas.

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ECONOMIA NA PANDEMIA: PIB TEM ALTA DE 7,7% NO 3º TRI, MAS RITMO NÃO É SUSTENTÁVEL, DIZEM ECONOMISTAS

Reabertura das cidades e redução momentânea de casos da covid-19 colaboraram para alta do PIB em relação ao semestre anterior – Imagem: GETTY IMAGES

Por Thais Carrança/BBC Brasil

Com a reabertura das cidades e o arrefecimento momentâneo da pandemia, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro registrou alta de 7,7% no terceiro trimestre, em relação ao trimestre anterior, recuperando em parte a queda de 9,6% registrada de abril a junho.

O dado do segundo trimestre foi revisado (anteriormente havia sido divulgado um recuo de 9,7%).

O resultado foi impulsionado, na ponta da demanda, por um crescimento de 7,6% no consumo das famílias. Já no lado da oferta, o destaque foi a indústria, com uma alta de 14,8% em relação ao trimestre anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (3/12).

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APROXIMA-SE A ATERRISSAGEM

Por Fernando Brito

Nem os mais otimistas dos crentes da “retomada econômica” – sabe-se que é uma seita fundamentalista que, há quatro anos, subiu ao altar da mídia e de lá não saiu – estão festejando os índices exuberantes de crescimento como o divulgado ontem, pelo IBGE, de um crescimento de 8% na atividade industrial.

É notório que, exceto em alguns setores que ainda penam e penarão – turismo, lazer, cultura, etc – o resto da economia já não opera com restrições faz algum tempo e conta com uma injeção de renda (os R$ 50 bi do auxílio emergencial e de crédito favorecido pelas linhas governamentais.

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2020: PIOR PIB DESTE 1990

Por Pedro Menezes

Bolsonaro é o grande responsável pelo pior PIB da história

Lá vem o Brasil descendo a ladeira, cantaria Moraes Moreira, se estivesse vivo. Para ser mais preciso, o país desce como uma criança pedalando sem freio. Conforme a velocidade da descida aumenta, já sabemos até o que será dito a seguir: “tão novo, tinha tanto potencial…”.

O triste fato é que, em 2020, o Brasil provavelmente terá o pior crescimento do PIB já registrado pelo IBGE na série histórica que começa em 1900. Até hoje, nosso pior ano foi 1990, quando a produção nacional encolheu 4,35%. O segundo pior ano foi 1981 – queda de 4,25% – e, em terceiro, vem 2015 – queda de 3,55%.

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O QUE ESPERAR DO PIB EM 2020?

Por Valentin Ferreira

Para refrescar a memória, o PIB de 2019 foi projetado pelo Banco Central para chegar em dezembro com crescimento de 2,53%. No melhor cenário deverá chegar a 1,1%, ou seja, menos da metade do que foi estimado.

Para 2020 estima-se 2,30%, um pouco mais realista talvez, mas improvável diante do desemprego; redução do nível de renda e falta de investimentos. Agora é só esperar que o voo do PIB 2020, alcance maior altitude.

Veja mais informações no Boletim do IPEA, abaixo.

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A LAVA JATO CONTRIBUIU PARA COLOCAR FIM À PERSPECTIVA DE PROJETO DE NAÇÃO

Postado por Blog do valentin

Nos anos de 2010-2014, antes da Lava Jato, e economia cresce em média 3,2% ao ano. Nos anos seguintes, com Lava Jato, o país regrediu 1% ao ano

Por  Marcio Pochmann(*) /RBA

O profissionalismo na administração pública somente ganhou dimensão nacional a partir da década de 1930, com a implantação do Estado moderno no Brasil. Com o Departamento Administrativo do Setor Público (Dasp), em 1938, o funcionamento da máquina pública foi progressivamente qualificado tecnicamente, elevando sua eficiência e produtividade, cujas funções ampliaram-se desde a elaboração da proposta orçamentária, a realização de concursos para o ingresso no disputadíssimo funcionalismo, o estabelecimento das carreiras de Estado, entre outras.

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