ELEIÇÕES MUNICIPAIS:”CANDIDATO TERÁ DE FAZER REFERENCIA À CRISE ECONÔMICA”, diz cientista político

‘Não dá para o candidato falar só das questões locais. Ele vai ter que fazer referência à crise econômica e social que o país está vivendo’, afirma José Álvaro Moisés (Daniel Ramalho/AFP

O cientista político José Álvaro Moisés, professor da Universidade de São Paulo (USP), prevê uma disputa municipal entre quem defende e quem se opõe ao presidente Jair Bolsonaro. Em função da pandemia do coronavírus, a tendência apontada pelo pesquisador é que temas globais, como desigualdade social e crise financeira, tenham tanto apelo quanto questões locais.

Qual será o impacto dos debates nacionais na eleição 2020?

Continue Lendo

AS CONSEQUÊNCIAS DO COVID-19 REDUZIRIA A DESIGUALDADE SOCIAL NO MUNDO?

Para historiador, epidemias tiveram um efeito “nivelador’ da economia ao longo da história

Por Daniel Buarque / BBC

Apesar do duro impacto humano e econômico da pandemia de coronavírus em todo o mundo, a perspectiva histórica aponta que o Covid-19 tem o potencial de afetar positivamente o que é apontado como um dos maiores problemas do mundo atual: a desigualdade social.

Isso porque, ao longo da história, grandes epidemias tiveram efeito “nivelador” da economia, defende o historiador Walter Scheidel, professor da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. O princípio visto ao longo da história é simples, ele explica em entrevista à BBC News Brasil: quando muita gente morre, há uma redução de mão de obra, então trabalhadores podem vender sua força de trabalho por salários mais altos, e as pessoas ricas passam a ter uma renda menor.

Assim, a desigualdade diminuiria.

Continue Lendo

A CRISE DO GOLPE DE 2016 AJUDOU A TIRAR 351 MIL ADOLESCENTES DE ESCOLAS PARTICULARES

Do Brasil 247

“Escolas privadas no Brasil perderam quase um terço (27%) de seus alunos de ensino médio comparando 2014 a 2018. Isso corresponde a 351 mil estudantes a menos. A avaliação de representantes do setor é que existe um conjunto de fatores que causa essa queda. Eles passam por crise econômica agravada em 2015, abertura de institutos federais de educação a partir de 2013, Prouni e o salto no valor da mensalidade”, aponta reportagem do jornalista Bruno Alfano, publicada no jornal O Globo.

Continue Lendo

DE MUITO GORDA, A PORCA JÁ NÃO ANDA

Postado por Blog do Valentin

O fantasma da próxima crise penetra os salões do FMI. Ex-governador do Banco da Inglaterra avisa à seleta plateia: agora, será bem pior — porque a ganância e a soberba dos mercados bloquearam as alternativas políticas

Por Lerry Eliot /Outras palavras

A economia global caminha, como um sonâmbulo, rumo a uma crise financeira e econômica que terá consequências devastadoras para o sistema de mercado, segundo Mervyn King, um ex-governador do Banco da Inglaterra (2003-13), hoje membro da Câmara dos Lordes do Reino Unido. King, ocupante do posto durante a grande crise global de 2008, que quase levou o sistema bancário à morte, afirmou que a resistência a um novo pensamento econômico leva à conjuração de uma nova situação caótica, semelhante à daquele período.

Continue Lendo

UM BRASIL MAIS POBRE VAI ÀS URNAS EM 2018

Postado por Valentin FerreiraFila de desempregados em Campinas, São Paulo

Indicadores como desemprego, dólar e PIB mostram que, há quatro anos, a crise não estava tão presente no cotidiano do brasileiro como agora.

O Brasil que vai às urnas em 2018 é bem diferente do país de 2014. Indicadores como desemprego e Produto Interno Bruto (PIB) mostram que, há quatro anos, a crise não estava tão presente na vida do brasileiro como está atualmente, às vésperas de um dos pleitos mais conturbados da história do país.

De acordo com um estudo do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), atualmente, 11,2% da população brasileira, ou seja, 23,3 milhões de pessoas, um número maior do que a população do Chile, por exemplo, vive abaixo da linha de pobreza (232 reais por mês). A miséria subiu 33% entre 2014 e 2017, quando surgiram 6,3 milhões de novos pobres.

Continue Lendo