MUDE!

“Mude, porque a direção é mais importante que a velocidade”

Por Clarice Lispector

MUDE,

Mas comece devagar,
Porque a direção é mais importante
Que a velocidade.


Sente-se em outra cadeira,
Do outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,


Procure andar pelo outro lado da rua.
Depois mude de caminho.
Ande por outras ruas,
Calmamente,
Observando com atenção
Os lugares por onde
Você passa.

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A NAMORADA DE UM AMIGO MEU

A mulher tinha o tipo de beleza capaz de fechar o comércio (Unsplash/Vladimir Yelizarov)

Por Afonso Barroso*

Tive um amigo, que Deus resolveu levar precocemente, no alvorecer dos 70 anos, cuja mania era contar suas aventuras amorosas. Como era um rapaz latino-americano com algum dinheiro no bolso e de boa aparência, eu diria bonito mesmo, ele teve muitos amores. Acho que ganhava até do Martinho da Vila no número e variedade de mulheres que colecionava. Sempre que a gente se encontrava nos bares da vida, lá vinha ele com um novo caso, uma nova conquista, que a gente ouvia com mal velada inveja.

Como, além de bonito, era muito criativo, esse meu bom amigo sabia como fisgar uma garota, mesmo que ela parecesse inexpugnável. E fazia questão de contar detalhes da abordagem, do assédio e, finalmente, da captura.

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CINEMA EM CASA: A MAIOR DIVERSÃO DE FIM DE ANO

Do Carta Maior

Cinema é a maior diversão foi o mantra cunhado no passado por um empresário carioca, exibidor de filmes e dono de uma grande cadeia de cinemas no Rio de Janeiro.

Neste fim de ano de um novo e temível mundo instaurado pela covi-19 pode-se acrescentar que cinema, se não for a maior é uma das principais diversões dentro de casa. A magia de assistir a um filme na telona de um cinema cedeu lugar – feliz e infelizmente – ao conforto de escolher o cartaz da preferência de cada um, no horário desejado e refestelado(a) numa poltrona.

Carta Maior então elaborou uma pequena relação de filmes a (re)ver nas plataformas digitais durante o recesso de fim de ano, que foram comentados na página, em 2020.

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O QUE O BRASIL PODERIA SER

Os vinhedos da Estrelas do Brasil, na Serra Gaúcha

Por Philipp Lichterbeck

Eu passei uma semana na Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul. Fiz uma pesquisa para uma reportagem sobre a nova geração de vini- e viticultores brasileiros. Há cerca de 20 anos, eles começaram a reformar as antigas vinícolas familiares e a produzir vinhos de alta qualidade. Hoje são extremamente bem-sucedidos. Muitos vinhos e espumantes brasileiros são de alta classe e recebem prêmios atrás de prêmios, o que é ainda pouco conhecido no Brasil devido à relativamente pequena quantidade de produção. Muitos produtores dizem: preferimos qualidade à quantidade.

A maioria das vinícolas está nos arredores das cidades de Bento Gonçalves e Garibaldi, num dos vales que lá se chamam Vale dos Vinhedos, porque, é claro, há ali muitos vinhedos e produtores de vinho.

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SOPHIA LOREN VOLTA A ATUAR E INTERPRETA SOBREVIVENTE DO HOLOCAUSTO EM “ROSA E MOMO”

A sobrevivente do Holocausto e o menino refugiado: Sophia Loren como Madame Rosa e Ibrahima Gueye como Momo (Netflix)

Uma simples frase encerrando os créditos finais da produção cinematográfica Rosa e Momo (La vita davanti a sé) indica circunstâncias difíceis durante sua realização: “Este filme foi produzido durante a pandemia de Covid-19 em 2020. O diretor e os produtores agradecem a todos os envolvidos por ele se tornar uma realidade.”

O roteiro e a direção de Rosa e Momo ficaram a cargo de Edoardo Ponti, 47 anos, filho mais novo de Sophia Loren. Desde 1957, ela esteve casada com seu pai, Carlo Ponti, falecido em 2007.

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