ONDE ESTAREMOS DAQUI A UM ANO?

Por Cristina Serra

O Brasil, hoje, nos sufoca de indignação e vergonha

A pergunta do titulo foi feita pelo jornal El País em recente entrevista com o bilionário norte-americano Bill Gates, que há tempos investe parte de sua fortuna em pesquisa científica. Em 2015, ele alertou que a próxima guerra travada pela humanidade seria contra um inimigo invisível, um vírus muito infeccioso, que se propagaria pelo ar e mataria milhões de pessoas. Por isso, era urgente que os países se preparassem para o combate.

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ANTES QUE SEJA TARDE

Por Fernando Brito

Ex-ministro dá nome aos bois: decretos da armas preparam ‘guerra civil’

O fato de ter sido ministro da Defesa e de Segurança Pública dá peso muito forte à carta aberta enviada por Raul Jugmann ao Supremo Tribunal Federal dizendo, afinal, o que é óbvio: que a ampliação, nas quantidades e nos calibres autorizados por Jair Bolsonaro tornam “inafastável a constatação de que o armamento da cidadania para “a defesa da liberdade” evoca o terrível flagelo da guerra civil, e do massacre de brasileiros por brasileiros, pois não se vislumbra outra motivação ou propósito para tão nefasto projeto”.

Bolsonaro está criando, nas barbas do Legislativo, do Judiciário e do próprio Exército Brasileiro, o núcleo essencial de milícias armadas, travestindo de “caçador”, colecionador e atirador esportivo os que serão os donos de verdadeiros paióis de armas e munições de grosso calibre.

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“CADA ÁRVORE É CONHECIDA PELOS SEUS FRUTOS”

Por Kennedy Alencar

Silveira não é o problema, mas o fascismo moreno da turma do Villas Bôas

O problema não é o deputado Daniel Oliveira, mas a turma do general Villas Bôas. Silveira (PSL-RJ) não é apenas a expressão do bolsonarismo mais extremista. Não se trata de um bárbaro que destoa da orquestra. Ele representa o fascismo moreno que bate à porta da nossa democracia.

O discurso criminoso de Oliveira é semelhante ao feito pelo ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas. Que diferença há na fala absurda e tosca xingando ministros do STF e os tuítes de abril de 2018 pressionando o Supremo que Villas Boas disse ter combinado com o Alto Comando do Exército? São conversas típicas dos chamados “cidadãos de bem”.

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FUTURO SOMBRIO

Plenário da Câmara em sessão para eleger o novo presidente da Casa – Lucio Tavora/Xinhua

Da Folha de SP

Centrão no Comando

União de interesses fisiológicos com Planalto preocupa por impacto institucional

As vitórias de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e sobretudo de Arthur Lira (PP-AL) para as presidências, respectivamente, do Senado e da Câmara consolidam a ascendência do centrão na política federal. Essa geleia geral de legendas —com poucas ideias e muito apetite por cargos e verbas— selou um pacto de ocasião com um presidente acossado pelo risco de impeachment.

Jair Bolsonaro, por seu turno, consumou o estelionato eleitoral ao despir-se dos últimos fiapos do disfarce de vingador da política que vestiu em 2018. Enganou apenas quem não acompanhou seus sete mandatos como deputado federal especializado na arraia-miúda das transações parlamentares.

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REPÓRTERES SEM FRONTEIRA DENUNCIA 580 ATAQUES DO CLÃ BOLSONARO A IMPRENSA EM 2020

‘Um ano sombrio para a liberdade de imprensa’, denuncia relatório da RSF,
segundo o qual 85% dos ataques vieram do presidente Bolsonaro e seus três filhos políticos (Andre Coelho/AFP)

Segundo o relatório da ONG francesa, foi um ano sombrio para o jornalismo no Brasil

A ONG francesa Repórteres sem Fronteiras (RSF) divulgou relatório no qual contabilizou 580 ataques à imprensa no Brasil em 2020, em sua maioria da família do presidente Jair Bolsonaro. O relatório, intitulado “Um ano sombrio para a liberdade de imprensa no Brasil”,destaca, ainda, que a tendência se mantém nas primeiras semanas deste ano, com declarações de Bolsonaro que responsabilizam os meios de comunicação pelo “pânico” e pela “perda de vidas durante a pandemia” do novo coronavírus.

“As condições de trabalho dos jornalistas se deterioraram consideravelmente [em 2020] por causa da constante pressão do presidente e de seus aliados”, destacou a ONG em seu último relatório trimestral.

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ALIMENTADO DIARIAMENTE, O EXTREMISMO DE DIREITA É VISTO COMO UMA “GRIPEZINHA”

Capitólio, sede do legislativo americano, com grades um dia após a invasão de apoiadores do presidente Trump

Por Marcelo Coelho

Uma grande falta de educação —evito sempre que posso— é a atitude do “eu não disse?”, do “eu não avisei?”. Tem muito a ver com a alegria diante da desgraça alheia. E, afinal de contas, é de esperar que a própria realidade tenha servido de lição para quem se recusou a seguir os meus conselhos.

Desconfio, entretanto, que daqui a alguns anos metade da espécie humana estará dizendo coisa parecida para a outra metade.

Aviso não tem faltado com relação a três coisas óbvias: o coronavírus, o aquecimento global e o fim da democracia.

No caso da pandemia, o fenômeno espanta, mas tem alguma explicação.

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