NÃO HÁ MAIS GOVERNO, E NINGUÉM SE DISPÕE A DERRUBAR QUEM JÁ DESISTIU DE GOVERNAR

Por Celso Rocha de Barros

No sábado (1º), velhos vacinados pelo Doria foram às ruas em apoio a Bolsonaro. Parabéns para os chineses: os manifestantes pareciam bem fisicamente, e seus evidentes problemas mentais eram claramente preexistentes.

Mesmo a maior manifestação, no Rio de Janeiro, não reuniu mais do que quatro ou cinco dias de brasileiros mortos durante a pandemia por culpa do governo Bolsonaro. Se a ideia era dizer “se tentarem derrubar Bolsonaro, terão de se ver conosco”, ninguém ficou assustado.

A demonstração de força dos bolsonaristas fracassou, mas o que interessa é que precisaram tentá-la. Eles sabem que Bolsonaro está perdendo.

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BOLSONARO ACELEROU O GOLPISMO E PERDEU

Novos comandantes das Forças Armadas com o Ministro da Defesa Braga Neto (imagem: Reprodução DW)

Por Celso Rocha de Barros

Pela primeira vez na história da República brasileira, os chefes das Forças Armadas renunciaram coletivamente em protesto contra a tentativa do presidente da República de utilizá-las contra a democracia. As Forças Armadas informaram ao Brasil na semana passada que o presidente da República é golpista.

Isso não quer dizer que Bolsonaro pretendesse dar um golpe de Estado na semana passada. O que fez foi remover militares legalistas que poderiam se opor, tanto a um golpe “old school” com tanques na rua, como à corrosão progressiva da democracia brasileira que está em curso desde 2018.

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ONDE ESTAREMOS DAQUI A UM ANO?

Por Cristina Serra

O Brasil, hoje, nos sufoca de indignação e vergonha

A pergunta do titulo foi feita pelo jornal El País em recente entrevista com o bilionário norte-americano Bill Gates, que há tempos investe parte de sua fortuna em pesquisa científica. Em 2015, ele alertou que a próxima guerra travada pela humanidade seria contra um inimigo invisível, um vírus muito infeccioso, que se propagaria pelo ar e mataria milhões de pessoas. Por isso, era urgente que os países se preparassem para o combate.

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ANTES QUE SEJA TARDE

Por Fernando Brito

Ex-ministro dá nome aos bois: decretos da armas preparam ‘guerra civil’

O fato de ter sido ministro da Defesa e de Segurança Pública dá peso muito forte à carta aberta enviada por Raul Jugmann ao Supremo Tribunal Federal dizendo, afinal, o que é óbvio: que a ampliação, nas quantidades e nos calibres autorizados por Jair Bolsonaro tornam “inafastável a constatação de que o armamento da cidadania para “a defesa da liberdade” evoca o terrível flagelo da guerra civil, e do massacre de brasileiros por brasileiros, pois não se vislumbra outra motivação ou propósito para tão nefasto projeto”.

Bolsonaro está criando, nas barbas do Legislativo, do Judiciário e do próprio Exército Brasileiro, o núcleo essencial de milícias armadas, travestindo de “caçador”, colecionador e atirador esportivo os que serão os donos de verdadeiros paióis de armas e munições de grosso calibre.

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“CADA ÁRVORE É CONHECIDA PELOS SEUS FRUTOS”

Por Kennedy Alencar

Silveira não é o problema, mas o fascismo moreno da turma do Villas Bôas

O problema não é o deputado Daniel Oliveira, mas a turma do general Villas Bôas. Silveira (PSL-RJ) não é apenas a expressão do bolsonarismo mais extremista. Não se trata de um bárbaro que destoa da orquestra. Ele representa o fascismo moreno que bate à porta da nossa democracia.

O discurso criminoso de Oliveira é semelhante ao feito pelo ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas. Que diferença há na fala absurda e tosca xingando ministros do STF e os tuítes de abril de 2018 pressionando o Supremo que Villas Boas disse ter combinado com o Alto Comando do Exército? São conversas típicas dos chamados “cidadãos de bem”.

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FUTURO SOMBRIO

Plenário da Câmara em sessão para eleger o novo presidente da Casa – Lucio Tavora/Xinhua

Da Folha de SP

Centrão no Comando

União de interesses fisiológicos com Planalto preocupa por impacto institucional

As vitórias de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e sobretudo de Arthur Lira (PP-AL) para as presidências, respectivamente, do Senado e da Câmara consolidam a ascendência do centrão na política federal. Essa geleia geral de legendas —com poucas ideias e muito apetite por cargos e verbas— selou um pacto de ocasião com um presidente acossado pelo risco de impeachment.

Jair Bolsonaro, por seu turno, consumou o estelionato eleitoral ao despir-se dos últimos fiapos do disfarce de vingador da política que vestiu em 2018. Enganou apenas quem não acompanhou seus sete mandatos como deputado federal especializado na arraia-miúda das transações parlamentares.

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