A ARMAÇÃO DO OUTRO CABO

Por Moisés Mendes

Em julho de 2018, Eduardo Bolsonaro apresentou ao país, num blefe, um cabo imaginário que, com um soldado, e sem precisar de um jipe, poderia fechar o Supremo.

Temos hoje um personagem improvável. Paulo Dominguetti Pereira, o representante da Davati Medical, é cabo da Polícia Militar de Minas.

Temos um cabo real, sem jipe, saído não se sabe de onde, com uma denúncia de propina, que parecia contribuir para a queda de Bolsonaro e que na CPI atira agora na direção dos irmãos Miranda, acusados por ele, com o uso de um áudio com a voz do deputado Luís Miranda, de serem atravessadores de vacina.

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BOLTON & QUEIROZ. O QUE ELES TÊM EM COMUM?

John Bolton  Fabrício Queiroz (Imagens Reprodução)

Por Valentin Ferreira

Bolton ex-conselheiro de Segurança Nacional de Donald Trump. Queiroz, ex faz-tudo do clã Bolsonaro. Com os devidos limites comparativos, são pessoas que estão deixando os presidentes de cabelo em pé.

O que eles têm em comum? Sabem muito sobre as pessoas que os empregaram. O primeiro escreveu um livro de memórias, que Trump, fez de tudo para que não fosse publicado. Ontem (20/6) um juiz federal americano rejeitou a tentativa da Casa Branca de bloquear o lançamento do livro  The room where it happened: A White House memoir (A sala onde aconteceu: Memórias da Casa Branca), programado para chegar às livrarias na próxima semana, pinta um retrato devastador do presidente Donald Trump.

Queiroz, preso esta semana, é um arquivo vivo que não escreveu livro de memórias, mas se revelar tudo o que sabe e o que já fez para os Bolsonaro, pode detonar mandatos e o próprio governo.

Lá, a Justiça em sua decisão levou em conta o interesse público. Aqui, espera-se que ela faça o mesmo,

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FHC DEFENDE RENÚNCIA DE ACUSADOS

Por Valentin Ferreira

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta quinta-feira a renúncia dos políticos envolvidos no novo escândalo de corrupção no país caso eles não apresentem uma defesa convincente.

Em uma mensagem divulgada no Facebook na qual citou o escândalo que colocou o presidente Michel Temer (PDMB) e o senador Aécio Neves (PSDB) contra as cordas, o ex-presidente afirmou que o Brasil “tem pressa para restabelecer a moralidade nas instituições e na conduta dos homens públicos”.

“Os atingidos (pelas denúncias) têm o dever de se explicar e oferecer à opinião pública suas versões. Se as alegações de defesa não forem convincentes, e não basta argumentar são necessárias evidências, os implicados terão o dever moral de facilitar a solução, ainda que com gestos de renúncia”, escreveu FHC.

Com informações da Agencia EFE.
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