NADA DE NOVO NO FRONT: E COMO HAVERIA DE SER DIFERENTE? Por Ricardo Kotscho

Por Ricardo Kotscho

Abro pela primeira vez o computador em 2020, depois de passar o primeiro dia no hospital fazendo exames, que confirmaram mais costelas fraturadas, uma delas pela segunda vez.

No meu caso, nenhuma novidade. Acho que já quebrei o esqueleto inteiro ao longo da vida, mas ainda consigo escrever.

Aliás, não encontrei novidade nenhuma até agora no noticiário do ano novo, que mal começou, e já começou mal, como o outro terminou.

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A 4a. REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E O FUTURO DO EMPREGO

Postado por Valentin Ferreira

Nos dias de hoje, dominar o fogo parece ser uma tarefa trivial, contudo, há 1,5 milhões de anos apenas um número muito reduzido de seres humanos conheciam e partilhavam esta técnica. Para as tribos que não tinham este conhecimento, só teriam acesso ao fogo se o roubassem. No filme Quest for Fire de 1981, um membro de uma tribo, que não domina a técnica do fogo, observa incrédulo a produção de fogo através da fricção de dois pequenos paus de madeira. A partir deste momento, este ser humano possui um valor inestimável na sua bagagem de conhecimentos. Com a proliferação desta tecnologia, a vida humana nunca mais será a mesma.

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NO BRASIL PÓS GOLPE, TRABALHADORES AUTÔNOMOS GANHAM 33% MENOS

Postado por Valentin Ferreira

Os brasileiros que se tornaram trabalhadores autônomos – ou seja, sem vínculos empregatícios – nos dois últimos anos tiveram rendimento médio cerca de 33% menor do que aqueles que estavam há mais tempo nesse tipo de ocupação.

O dado é destaque de um boletim divulgado pelo Departamento Intersindical de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na última quarta-feira (4). O material tem como base dados da última Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em maio deste ano.

Em 2017, cerca de 23 milhões de pessoas atuavam como autônomas, e, desse total, 5 milhões (23%) haviam aderido a esse tipo de trabalho há menos de dois anos, segundo informações da Pnad.

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COMO AFASTAR NOSSOS JOVENS DO CRIME?, Por Claudio Ferraz

Postado por Valentin Ferreira

Por Claudio Ferraz / Nexojornal

Estudos quantitativos feitos nos EUA – e também no Brasil – mostram efeitos positivos de investimentos em educação e na criação de oportunidades no mercado de trabalho como instrumento de combate à violência

O Brasil teve em 2017 o maior número de mortes violentas do mundo – foram cerca de 60 mil pessoas assassinadas. Morreu mais gente violentamente no Brasil do que em muitas das guerras civis que ocorreram na última década. Grande parte das vítimas são jovens, homens, negros e moradores de bairros pobres. Metade das mortes de jovens entre 15 e 29 anos no Brasil hoje é causada por assassinatos. O custo econômico e social dessa tragédia é exorbitante, como mostra o trabalho dos economistas Daniel Cerqueira e Rodrigo Soares.

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EMPRESAS NÃO CONTRATAM, DE OLHO NA REFORMA TRABALHISTA

Postado por Valentin Ferreira

Por Fernando Brito/Tijolaço

Os economistas ouvidos pelo jornal Valor previam 26 mil empregos a mais em novembro.

Já era um quase nada.

O resultado, porém, foi pior: mais de 12 mil vagas fechadas.

A contratações de “trabalhadores intermitentes”, aquela vergonha que leva pessoas a terem remuneração mensal de menos de R$ 200 foi um fiasco: apenas três mil contratações, em todo o país.

Das duas, uma, ou ambas: ou as empresas esperam antes de correrem os riscos de uma legislação que está mais do que questionada judicialmente ou a tal “retomada da economia” é uma marolinha, apesar do foguetório da mídia com as vendas de Natal.

Propaganda não faz progresso econômico.

Escravidão também não.

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