APROXIMA-SE A ATERRISSAGEM

Por Fernando Brito

Nem os mais otimistas dos crentes da “retomada econômica” – sabe-se que é uma seita fundamentalista que, há quatro anos, subiu ao altar da mídia e de lá não saiu – estão festejando os índices exuberantes de crescimento como o divulgado ontem, pelo IBGE, de um crescimento de 8% na atividade industrial.

É notório que, exceto em alguns setores que ainda penam e penarão – turismo, lazer, cultura, etc – o resto da economia já não opera com restrições faz algum tempo e conta com uma injeção de renda (os R$ 50 bi do auxílio emergencial e de crédito favorecido pelas linhas governamentais.

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POLÍTICA ECONÔMICA DO GOVERNO NÃO REDUZIRÁ DESEMPREGO, DIZ OIT

Segundo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) a política econômica ultraliberal conduzida por Jair Bolsonaro (sem partido) e Paulo Guedes é incapaz de reduzir o desemprego no Brasil.

Conforme a entidade, a taxa de desemprego na maior economia da América Latina declina de 12% em 2019 para 11,9% em 2020 e atinge 11,4% em 2025.

“Não vemos um empurrão importante para permitir que taxa (de desemprego) volte ao que existia em 2014”, afirmou Stefan Kuhn, macroeconomista da OIT, apontando menor demanda na economia global, entre outros fatores.

Em 2014, a taxa de desemprego era de 6,7% e o número de desempregados era de 6,7 milhões, praticamente metade da cifra atual. O Brasil terá assim por anos uma taxa de desemprego três vezes maior que a média global de 5,4%.

Além disso, as reformas nas leis do trabalhistas, com a desregulemantação e esvaziamento da CLT, contribuem para ampliar a precarização e formas intermintentes de trabalho no país. (Blog do Esmael)

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AS AMARRAS QUE PRENDEM O BRASIL

Postado por Blog do Valentin

Em artigo na Folha Iara Pietricovsky faz uma radiografia do Brasil. Vale a pena  uma atenta a leitura.

Brasil, um país suicida?

Por Iara Pietricovsky / Folha

A mentalidade colonial, que se perpetua no Brasil por meio de um Estado patrimonialista, promíscuo e autoritário, escancara uma sociedade com extrema desigualdade de classe, raça, gênero e etnia. Ainda que tenha sido possível experimentar momentos de melhora no período recente, esse passado nos mancha de forma indelével —e, se não for enfrentado, vai continuar ampliando o ciclo vicioso da injustiça social.

Por que digo isso? Vamos aos fatos do Brasil de hoje. Segundo o Relatório Luz, elaborado por ONGs articuladas em torno da Agenda 2030, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 10, que trata da redução da desigualdade dentro dos países e entre eles, caminha para trás. Foi esse mesmo relatório que nos trouxe a triste notícia de que o Brasil retornou ao Mapa da Fome da ONU, do qual saíra em 2014.

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INDÚSTRIA NÃO MOSTRA MAIS SINAIS DE RECUPERAÇÃO, aponta IBGE

Postado por Blog do Valentin

Após meses de desaceleração da produção e os fracos resultados de março, a indústria brasileira não mostra mais sinais de recuperação, disse André Macedo, gerente da coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Recuperação está fora do escopo”, disse ele.

Conforme os dados divulgados nesta sexta-feira, a indústria chegou a março com uma bateria de números negativos. A produção do setor recuou 1,3% frente a fevereiro deste ano e 6,1% na comparação ao mesmo mês de 2018. Pelo indicador acumulado em 12 meses, a produção teve queda de 0,1%, a primeira baixa desde agosto de 2017.

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ESTUDO COM BASE EM 1994/2016 MOSTRA ONDE O BRASIL AVANÇOU E ONDE PRECISA AVANÇAR

Postado por Valentin Ferreira

País conseguiu avanços na diminuição da pobreza e aumento da escolaridade, mas PIB por trabalhador cresceu menos que em outras economias e demografia preocupa

Por José Roberto Castro / Nexojornal

O Insper e a consultoria Oliver Wyman lançaram nesta quinta-feira (26) em São Paulo um estudo chamado “Renda e Produtividade nas Duas Últimas Décadas”. É o primeiro documento de uma série que vai se chamar “Panorama Brasil”, com trabalhos que  buscam diagnósticos dos desafios para o futuro para que “o país entre numa trajetória sustentável de crescimento com melhor distribuição de renda”.

Esse primeiro trabalho é coordenado pelos economistas Ana Carla Abrão, sócia da Oliver Wyman, Marcos Lisboa, diretor-presidente do Insper, e Vinicius Carrasco, da PUC Rio. No texto, o autor Flávio Machado, do Insper, acompanha a evolução de diversos indicadores sócio-econômicos do Brasil desde 1994 e compara com outros grupos de países: emergentes, desenvolvidos e América Latina e Caribe.

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INVESTIMENTO SOCIAL, CARRO-CHEFE DO DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO

Postado por Valentin Ferreira

DA Redação Brasil Debate

O Brasil terá um enorme potencial de crescimento econômico e desenvolvimento produtivo quando enfrentar suas duas principais mazelas: a concentração de renda e a carência na oferta pública de bens e serviços sociais. Isso porque a distribuição de renda e o investimento social são extremamente funcionais ao crescimento econômico e à diversificação produtiva e tecnológica e, por isso, são apresentados nesse artigo como os dois principais motores do desenvolvimento econômico.

A distribuição da renda é o primeiro “motor” do crescimento, uma vez que a ampliação da renda das famílias fomenta o mercado interno de consumo, induzindo os investimentos privados na ampliação da produção, proporcionando aumento de escala e ganhos de produtividade para as empresas domésticas e impulsionando a geração de emprego e renda, o que se reverte em mais consumo, investimento e renda.

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