O ABISMO SOCIAL CONTINUA AUMENTANDO

Postado por Blog do ValentiN

Por Valentin  Ferreira

Reportagem de Fernando Ganzian na Folha  mostra dados do IBGE de 2018 que alargam ainda mais o abismo de rendas no Brasil.

Os dados mostram que “a desigualdade aumentou porque o rendimento real do trabalho da metade mais pobre caiu ou subiu bem menos do que o dos mais ricos, sobretudo nos últimos anos.”

“Segundo especialistas, a desigualdade de renda no Brasil é alta e persistente por conta de fatores históricos e estruturais, como a herança escravocrata, o patrimonialismo que se apodera de recursos estatais e empregos públicos, políticas sociais voltadas a grupos que menos precisam e uma estrutura tributária regressiva, que cobra proporcionalmente mais impostos de quem ganha menos.(grifo nosso)

Continue Lendo

QUEM PERDE E QUEM GANHA COM A POSSÍVEL RECESSÃO NO BRASIL?

Postado por Blog do Valentin

O Brasil pode estar prestes a entrar em recessão novamente. O índice utilizado como prévia do PIB pelo Banco Central recuou e a aguardada recuperação econômica parece cada vez mais distante. A Sputnik Brasil ouviu o economista Marcio Pochmann para analisar o assunto.

A divulgação do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) pelo Banco Central no dia 12 de agosto apontou o segundo semestre consecutivo de recuo na economia. O IBC-Br teve recuo de 0,13% no 1º trimestre e aponta recuo de 0,2% no 2º. A queda consecutiva constitui o que economistas chamam de ‘recessão técnica’, quando a economia recua dois trimestres seguidos.

A situação ainda será confirmada pelo IBGE, que divulgará os números oficiais do PIB no dia 29 de agosto. Apesar disso, nem sempre os IBC-Br é confirmado nos números oficiais do PIB. No primeiro trimestre do ano, por exemplo, o índice acertou ao apontar queda na economia mas errou no tamanho do recuo.

Continue Lendo

AS AMARRAS QUE PRENDEM O BRASIL

Postado por Blog do Valentin

Em artigo na Folha Iara Pietricovsky faz uma radiografia do Brasil. Vale a pena  uma atenta a leitura.

Brasil, um país suicida?

Por Iara Pietricovsky / Folha

A mentalidade colonial, que se perpetua no Brasil por meio de um Estado patrimonialista, promíscuo e autoritário, escancara uma sociedade com extrema desigualdade de classe, raça, gênero e etnia. Ainda que tenha sido possível experimentar momentos de melhora no período recente, esse passado nos mancha de forma indelével —e, se não for enfrentado, vai continuar ampliando o ciclo vicioso da injustiça social.

Por que digo isso? Vamos aos fatos do Brasil de hoje. Segundo o Relatório Luz, elaborado por ONGs articuladas em torno da Agenda 2030, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 10, que trata da redução da desigualdade dentro dos países e entre eles, caminha para trás. Foi esse mesmo relatório que nos trouxe a triste notícia de que o Brasil retornou ao Mapa da Fome da ONU, do qual saíra em 2014.

Continue Lendo

PESQUISA: BRASILEIRO ATRELA ESQUERDA A CONFLITO E DIREITA À ORDEM.

Postado por Blog do Valentin
Estudo procurou entender como a sociedade se comporta diante a temas como valores, família, segurança, política e desigualdades

Por Ana Luiza Basilio / Carta Capital.

Parte da sociedade brasileira atrela os partidos, lideranças e militantes de esquerda a ideias de caos, conflito, defesa de pautas identitárias, arrogância e doutrinação. A direita, por sua vez, é atribuída às noções de ordem, hierarquia, respeito pela opinião do próximo, igualdade, valorização da família, e defesa do esforço individual/livre- mercado.

Os dados são parte dos identificados pela pesquisa  “O conservadorismo e as questões sociais”, realizada pela Fundação Tide Setubal e o Plano CDE e divulgados na segunda-feira 10. O estudo buscou identificar como parte da sociedade, considerada não radical politicamente, se posiciona diante temas como valores e família, criminalidade e segurança e política e corrupção. O estudo parte da ascensão de uma nova direita nos últimos dez anos e da emergência de tendências conservadoras na sociedade, impulsionadas pela nomeação de Jair Bolsonaro como presidente.

Continue Lendo

PARA ESTIMULAR CIDADES MAIS IGUALITÁRIAS

Postado por Blog do Valentin

Por Gabriela Leite / Outras Palavras

Nos municípios brasileiros, a desigualdade brutal se apresenta cotidianamente na falta de acesso aos serviços básicos. Quais são as políticas públicas que tentam revertê-la? Oxfam Brasil premia exemplos

A desigualdade, para além dos números, se faz visível nas cidades, onde vive a maior parte da população brasileira. E perpassa outras questões que as de distribuição de renda: está na locomoção, acesso aos serviços básicos e à educação, na segurança, na acessibilidade. Elas impactam, sobretudo, a vida da população negra, das mulheres e de outros grupos sociais mais vulneráveis. Quais são as boas práticas e políticas públicas inovadoras e bem sucedidas que têm sido apresentadas pelas cidades? Esse é o tema da edição 2019 do Prêmio Cidades Sustentáveis, em parceria com a Oxfam Brasil, entidade que atua na busca de soluções para a pobreza, desigualdade e justiça.

Continue Lendo

CONVICTA DE SER “APENAS” CLASSE MÉDIA, A TURMA DO 1% NÃO SE ENXERGA

Postado por Valentin Ferreira

Por André Barrocal / Carta Capital

No país em que o berço determina, uma renda mensal de 27 mil reais coloca o cidadão em um clube vip de 860 mil brasileiros

Se o mundo tem se tornado mais desigual, como observa a OCDE, o Brasil é pioneiro no assunto, uma espécie de inspiração para os magnatas do planeta.

Brasil de Michel Temer pediu no ano passado adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, um clube de 35 nações ricas ou simpatizantes, mas, por enquanto, passa vergonha, pois os Estados Unidos preferem a entrada da Argentina de Mauricio Macri, amigo de Donald Trump. Em 15 de junho, a OCDE foi motivo de outro embaraço nacional, por razões um pouco mais antigas do que o governo Temer.

Ao estudar como tem sido a mobilidade social desde a década de 1990, a entidade constatou que a coisa vai mal mundo afora e pior ainda por aqui. A distância entre ricos e pobres aumenta no planeta, especialmente desde a crise financeira global de 2008. É cada vez mais difícil que alguém nascido na pobreza melhore de vida e alcance o padrão médio dos conterrâneos.

Continue Lendo