A “DOUTRINA” INVENTADA PELOS MILITARES PARA ASSUMIR O PODER.

O programa político do Exército que elegeu Bolsonaro elegeu o PT como inimigo
público número 1 e se propõe a “erradicar” o partido de Lula

Por Maria Inês Nassif

Duas semanas após o dia 28 de outubro de 2018, dia em que Jair Bolsonaro foi eleito em segundo turno com 55,13% dos votos válidos, contra 44,87% obtidos pelo petista Fernando Haddad, uma “alta autoridade das Forças Armadas” recebeu o jornalista argentino Marcelo Falak no seu gabinete, em Brasília, e contou a ele como “um grupo de militares” tinha cooptado, enquadrado e feito o ex-capitão do Exército – colega de turma de vários deles – presidente da República.

O GGN reportou a matéria do site NoÁmbito.com no dia 14/10/2018 (“Jornalista argentino revela como as Forças Armadas construíram a candidatura de Bolsonaro para chegar ao poder”).

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TERCEIRA VIA É MIOPIA. Por Ricardo Semler

O empresário brasileiro Ricardo Semler ( Brasil 247)

A ideia de aproveitar caras novas num setor sórdido nunca deu certo

Vez ou outra, eu dava um pulo no centrão de São Paulo para botar a prosa em dia com o Antônio Ermírio de Moraes. Saíamos para andar do jeitinho que ele gostava, de braços dados. Ele contava que a pior experiência da sua vida tinha sido se candidatar ao governo do estado. E dizia: “Não sei ser freira em bordel”.

A ideia de aproveitar caras novas para insuflar ar fresco num setor sórdido não é nova. E nunca deu certo. Acelera-se agora a corrida por um salvador da pátria, alguém que evite essa “escolha perversa”. Serve o Luciano Huck, mas serve também o Danilo Gentili —em breve, o Felipe Neto.

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VÍDEO – SAIBA SE VOCÊ É DE DIREITA OU DE ESQUERDA COM ESTE ELUCIDADIVO TUTORIAL

Do Diário do Centro do Mundo

Vídeo que circula nas redes sociais, nesta sexta-feira (16), mostra um elucidativo tutorial de como descobrir se você é de esquerda ou direita.

Se você se ofendeu com a publicação ou com o vídeo abaixo: É de direita!

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VIVENDO E APRENDENDO

Por Ricardo Coimbra

Eu acho muito engraçado esse discurso “a esquerda só sabe apontar culpados” porque vem justamente dos culpados, né? Essa galera acha que agora a gente precisa esquecer as diferenças, passar uma borracha e seguir em frente. Mas não é bem assim. 
Saber se vamos nos livrar de Bolsonaro não é tão importante quanto saber COMO vamos nos livrar do Bolsonaro. Porque se for pra se livrar do Bolsonaro sem que o pessoal que sustentou esse discurso antiesquerdista patológico que elegeu Bolsonaro mude a conduta, não vai adiantar nada. 

Porque eu não vejo nenhum momento na história recente do Brasil (e vocês podem espernear à vontade) em que a esquerda estivesse tão certa. A esquerda avisou que a Lava Jato era uma empulhação politiqueira. ELA ESTAVA CERTA

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2022, UM PRESIDENTE DE CENTRO?

De olho nas eleições presidenciais de 2022, a elite brasileira afixa por toda parte o cartaz ‘Procura-se um candidato’ (Unsplash/Nick Fewings)

Todos os chamados ‘candidatos de centro’ são, sem exceção, de direita. Defendem as mesmas pautas de Bolsonaro. Mudam apenas os métodos e a retórica

Por Frei Betto

Como no mar, toda onda começa pela sobreposição de gotas empurradas pelo vento. “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”, dizia Goebbels. É o que vimos nas eleições de 2018. Fake news em profusão e as tramoias da Lava-Jato impediram Lula de ser candidato e ainda suscitaram o moralismo antipetista. Nessa onda surfou Bolsonaro e arrebatou a faixa presidencial.

Dois anos de governo foram suficientes para o stablishment se dar conta de que apostou suas fichas no cavalo errado. Nada neste governo dá certo, exceto as sucessivas obras de demolição da saúde, da educação, da cultura, dos direitos humanos, das políticas ambientais e da segurança pública. A pandemia ganhou no Brasil dimensão genocida; a economia retrocede; a inflação reaparece; o desemprego cresce; a desigualdade se agrava; e a violência explode.

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ALIMENTADO DIARIAMENTE, O EXTREMISMO DE DIREITA É VISTO COMO UMA “GRIPEZINHA”

Capitólio, sede do legislativo americano, com grades um dia após a invasão de apoiadores do presidente Trump

Por Marcelo Coelho

Uma grande falta de educação —evito sempre que posso— é a atitude do “eu não disse?”, do “eu não avisei?”. Tem muito a ver com a alegria diante da desgraça alheia. E, afinal de contas, é de esperar que a própria realidade tenha servido de lição para quem se recusou a seguir os meus conselhos.

Desconfio, entretanto, que daqui a alguns anos metade da espécie humana estará dizendo coisa parecida para a outra metade.

Aviso não tem faltado com relação a três coisas óbvias: o coronavírus, o aquecimento global e o fim da democracia.

No caso da pandemia, o fenômeno espanta, mas tem alguma explicação.

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