DAMARES ESTÁ PARA AS MULHERES COMO SÉRGIO CAMARGO ESTÁ PARA AS PESSOAS NEGRAS

Fisólofa e Escritora Djamila Ribeiro – Imagem Reprodução

Por Djamila Ribeiro

A última quarta-feira (25) foi o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher. Em vários países foi uma data para a conscientização acerca de uma estrutura patriarcal que organiza a sociedade global.

Como feministas negras, defendemos a intersecção da opressão patriarcal com o racismo e o capitalismo, combinando formas de exclusão que devem ser combatidas com políticas públicas, entre outras formas.

Ao redor do mundo, foi uma data para anúncio de algumas dessas políticas e debates sobre o tema. Mas no Brasil foi dia da dita ministra da pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos fazer um bolo vestindo-se dos pés à cabeça de rosa em uma cozinha rosa.

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A INDIFERENÇA É UM LUGAR QUENTINHO

Por Blog do Valentin

Por Valentin Ferreira

O que me assusta não são as ações e os gritos das pessoas más, mas a indiferença e o silêncio das pessoas boas.

“A frase acima foi proferida por  Martim Luther King Jr. um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com sua campanha pela não violência”.

“Ele organizou e liderou marchas a fim de conseguir o direito ao voto, o fim da segregação, o fim das discriminações no trabalho e outros direitos civis básicos, que mais tarde foram inseridos na Lei de Direitos Civis (1964), e da Lei de Direitos Eleitorais (1965).”

As injustiças, nas quais esbarramos todos os  dias, gritam por ações e comprometimento. Eles – os donos do poder – nos querem longe dos compromissos com  a cidadania; com a defesa de políticas públicas que beneficiem os mais fracos e com nossa defesa intransigente pela dignidade humana. A cada dia que passa  a dívida social aumenta e o preço a ser cobrado é imprevisível.

Contra a indiferença, mais um ensinamento de King: No final, não nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos Continue Lendo

SEM IGUALDADE NÃO HÁ LIBERDADE, Por Le Monde Diplomatic

Postado por Blog do Valentin

Ao adotarem a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 10 de dezembro de 1948, 58 países entraram, pela primeira vez, em acordo sobre os princípios que permitem a cada um viver em liberdade, igualdade e dignidade. Muito progresso se fez desde então, mas a explosão das desigualdades ameaça tanto as liberdades políticas como os direitos econômicos e sociais

Ler e reler a Declaração Universal dos Direitos Humanos, setenta anos após sua adoção pelas Nações Unidas em Paris, é sempre um exercício útil, pois o texto propõe, ainda hoje, a visão mais progressista daquilo que nosso mundo poderia ser. No momento de comemorar seu aniversário, seria lógico ressaltar os inegáveis progressos realizados em conjunto nos últimos anos a fim de transformar essa visão em realidade.

Mas a honestidade nos obriga a dizer que a intolerância aumenta e que as desigualdades extremas se disseminam, enquanto os Estados parecem incapazes de tomar coletivamente as medidas necessárias para enfrentar as ameaças globais.

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SE NÃO LUTARMOS POR TUDO, NÃO TEREMOS NADA

Postado por Valentin FerreiraEm 10 de dezembro de 1948, 58 países concordaram sobre como poderíamos viver em liberdade, igualdade e dignidade. Apesar dos avanços, direitos econômicos e sociais geralmente são ignorados.

Já percorremos um longo caminho desde que foram acordados os 30 grandes direitos e liberdades da Declaração Universal em dezembro de 1948. Ainda hoje, esses direitos estabelecem a visão mais avançada do que nosso mundo poderia ser. Ao nos aproximarmos de seus 70 anos, eu deveria estar escrevendo um texto de comemoração sobre o quanto alcançamos juntos nessas décadas – o que, incontestavelmente, fizemos – para fazer dessa visão uma realidade.

Entretanto, a verdade é que em 2018 vemos o crescimento da intolerância, da desigualdade extrema e o fracasso dos governos em tomar as ações coletivas necessárias para enfrentar as ameaças globais. Nós nos encontramos na exata situação em que os governos que adotaram a Declaração prometeram evitar. Longe de ser um momento de celebração, acredito que deveríamos usar esse marco histórico para fazer um balanço e reorientar a luta para tornar os direitos humanos uma realidade para todas e todos.

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