ESSE POVO BRASILEIRO TEM MANIA DE LUTAR PELA VIDA

Imagem: Reprodução

Por Denise Assis / Jornalistas pela Democracia

Sem se dar conta de que havia uma câmera ligada, o ministro da Economia do Brasil foi o que ele é: Paulo Guedes. Destilou seu preconceito contra os pobres, com frases ao estilo do que o ex-presidente Lula costuma incluir nos seus discursos, para ilustrar o porquê do antipetismo, nos últimos cinco anos, ter grassado em praça pública, quando antes era comentado como fez Guedes, à boca miúda. A ilustração feita por Lula: “eles não querem estudar ao lado do filho do porteiro! Eles não querem andar de avião com um pobre sentado do lado” -, ganhou corpo e  CPF na voz do ministro, que além de dar cores a falas semelhantes, ainda reclamou, justo no dia em que o país atingia a trágica marca de 400 mil mortos pela Covid, de que o brasileiro tem mania de querer viver 100 anos.

“O Estado brasileiro é um Estado quebrado. Quebrou. E ele quebrou no exato momento em que o avanço da Medicina… Não falo nem da pandemia, falo do direto à vida. Todo mundo quer viver 100 anos, 120, 130. Todo mundo vai procurar o serviço público . E não há … Continue Lendo

É NECESSÁRIA MAIS PROTEÇÃO ÀS MULHERES NA PANDEMIA

Pandemia atingiu as mulheres de forma desproporcional, mostra relatório anual da Anistia Internacional. Por isso é importante que haja mais medidas para protegê-las, opina Manuela Kasper-Claridge.

Do Deutsche Welle

Para muitas pessoas, a terrível face do coronavírus se revela na doença, na morte e no desespero. As mulheres são confrontadas diariamente com isso, porque carregam um fardo particularmente pesado na pandemia. Elas são mais afetadas pelo desemprego, têm menos acesso aos cuidados de saúde e, muitas vezes, não recebem nenhum apoio econômico ou social.

A pandemia aumentou enormemente a desigualdade de gênero. Essa é uma conclusão deprimente do relatório anual de 408 páginas da Anistia Internacional que deveria ser enviado para a casa de todos os políticos, porque a situação é terrível para muitas mulheres.

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A GERAÇÃO DOS JOVENS QUE NÃO VERÃO PAÍS NENHUM

IMAGEM: REPRODUÇÃO

Por Vinicius Torres Freire

As projeções de crescimento da economia para o ano que vem começam a cair para a casa do 1%. É apenas chute vagamente informado, mas essa bola deve cair mesmo no pântano em que vivemos faz tempo. Em 2022, bicentenário da Independência, serão nove anos de pobreza piorada. Ainda estaremos colonizados pelos nossos piores monstros.

Imagine-se uma brasileira que teve a boa sorte de terminar a faculdade no último ano antes da catástrofe, em 2013, nos seus 21 anos. “Boa sorte” porque apenas 1 de cada 4 jovens de 18 a 24 anos está no ensino superior ou concluiu este curso. Há quem tenha largado a escola muito antes e terá vida pior. No ano que vem, essa brasileira fará 30 anos. Terá passado a primeira parte de sua vida adulta em um país em destruição. É apenas um símbolo de uma catástrofe duradoura, uma de várias gerações perdidas.

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RICHARLISON: “AS PESSOAS DE ONDE EU VENHO NÃO TÊM VOZ E NEM VEZ”

Da Coluna de Anselmo Gois /Via DCM:

or que é raro encontrar um atleta brasileiro engajado nas lutas sociais e políticas? Com esta questão na cabeça, fomos ouvir Richarlison, jogador do time inglês Everton e da seleção brasileira. Aqui o importante relato que merece uma reflexão:

“Ultimamente, em toda entrevista que eu dou, uma pergunta é certa: ‘Por que você se posiciona?’ Mas talvez o melhor fosse ‘Por quem você se posiciona?’ É muito importante que isso fique claro.
As pessoas de onde eu venho não têm voz e nem vez. Poucos, até hoje, procuraram saber o que é importante ou o que falta para que elas vivam melhor. No Brasil é assim, muitos só recebem atenção em época de eleição.

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