BRASILEIROS VÃO ÀS RUAS CONTRA BOLSONARO E O RACISMO NESTE 20 DE NOVEMBRO

(Foto: Carol Mendes / Brasil de Fato)

Brasil de Fato – Contra Jair Bolsonaro (sem partido) e contra o racismo. Essas são as principais bandeiras das manifestações de rua deste sábado (20), Dia da Consciência Negra, em todo o Brasil.

“Se existe um contraponto real e imediato à existência do Bolsonaro, é a existência da vida negra”, analisa o fundador da Coalizão Negra por Direitos e da Uneafro, Douglas Belchior, em entrevista ao Brasil de Fato.

A educadora Iêda Leal, coordenadora nacional do Movimento Negro Unificado (MNU), afirma que consciência negra e consciência de classe precisam caminhar juntas:

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UMA REFLEXÃO SOBRE CUBA

Manifestação em Cuba contra o governo. Yamil Lage/AFP

Cuba resiste! – Por Frei Betto / Da Carta Maior

Poucos ignoram minha solidariedade à Revolução Cubana. Há 40 anos visito com frequência a Ilha, em função de compromissos de trabalho e convites a eventos. Por longo período intermediei a retomada do diálogo entre bispos católicos e o governo de Cuba, conforme descrito em meus livros “Fidel e a religião” (Fontanar/Companhia das Letras) e “Paraíso perdido – viagens ao mundo socialista” (Rocco). Atualmente, contratado pela FAO, assessoro o governo cubano na implementação do Plano de Soberania Alimentar e Educação Nutricional.

Conheço em detalhes o cotidiano cubano, inclusive as dificuldades enfrentadas pela população, os questionamentos à Revolução, as críticas de intelectuais e artistas do país. Visitei cárceres, conversei com opositores da Revolução, convivi com sacerdotes e leigos cubanos avessos ao socialismo.

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AMÉRICA DO SUL, A GRANDE CONVULSÃO

Abalada pela pandemia, uma sucessão de crises políticas, econômicas e sociais afeta a região
como nunca antes. EL PAÍS percorre pontos nevrálgicos deste terremoto

Por EL PAÍS

Revoltas na Colômbia e no Chileincerteza eleitoral no Peru, uma democracia ameaçada no Brasil, tensões políticas no Equador e na Bolívia, uma economia em queda livre na Argentina e uma crise crônica na Venezuela. A situação no continente está longe de ser aquela que marcou os anos dourados do boom das commodities na década passada, quando a pobreza foi reduzida e o PIB cresceu dois dígitos. A pandemia de covid-19 encontrou a região com pouco espaço para manobra política, um sistema de saúde fraco, cofres vazios e pobreza crescente. O atual descontentamento e a desigualdade herdada acenderam o estopim da violência nas ruas, com processos particulares dependendo dos países, mas todos atravessados por demandas que, como nunca antes, são agora estruturais. O EL PAÍS traz uma síntese política, social e econômica que ajuda a ler em uma chave regional para onde vai o subcontinente.

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ESTADO MÍNIMO É O MÁXIMO – PARA OS SUPER-RICOS

Montagem com fotos de ShutterStock/Veja

Por Dão Real Pereira dos Santos / Outras Palavras

Sempre que escuto alguém defendendo a redução do Estado social e a privatização das políticas públicas, eu me pergunto: de que lugar será que essa pessoa está falando?

No Brasil, a imensa maioria da população vive em condições absolutamente precárias. Mais de 60 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, e quase 20 milhões já estão abaixo da linha da extrema pobreza e esta situação está se agravando com a pandemia. Os principais países e organizações especializadas no mundo já reconhecem a importância das políticas públicas, mas, por aqui, apesar de já termos ultrapassado a meio milhão de mortes, pela covid-19, ainda tem gente que continua defendendo projetos de esvaziamento do Estado e do serviço público. 

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COMO ESSE GOVERNO ENXERGA OS POBRES

Por Cristina Serra / Guedes e o ódio aos pobres

As políticas excludentes e de base eugenista da dupla Bolsonaro-Guedes também compõem a causa mortis desses brasileiros

Paulo Guedes não falha. Sempre oferece variações sobre o mesmo tema, qual seja, sua aversão às pessoas pobres. Mas, agora, ele se superou. Disse que as sobras e os excessos dos almoços da classe média e dos restaurantes podem ser utilizados para alimentar mendigos e desamparados.

Ele enunciou tamanho absurdo sem corar, muito à vontade, sabendo que expressa ponto de vista de setor bastante representativo da sociedade brasileira, do qual é porta-voz. É a mesma visão de mundo por trás da famigerada “farinata”, ração feita com produtos próximos da data de vencimento e que o então prefeito João Doria tentou oferecer a famílias carentes.

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ESSE POVO BRASILEIRO TEM MANIA DE LUTAR PELA VIDA

Imagem: Reprodução

Por Denise Assis / Jornalistas pela Democracia

Sem se dar conta de que havia uma câmera ligada, o ministro da Economia do Brasil foi o que ele é: Paulo Guedes. Destilou seu preconceito contra os pobres, com frases ao estilo do que o ex-presidente Lula costuma incluir nos seus discursos, para ilustrar o porquê do antipetismo, nos últimos cinco anos, ter grassado em praça pública, quando antes era comentado como fez Guedes, à boca miúda. A ilustração feita por Lula: “eles não querem estudar ao lado do filho do porteiro! Eles não querem andar de avião com um pobre sentado do lado” -, ganhou corpo e  CPF na voz do ministro, que além de dar cores a falas semelhantes, ainda reclamou, justo no dia em que o país atingia a trágica marca de 400 mil mortos pela Covid, de que o brasileiro tem mania de querer viver 100 anos.

“O Estado brasileiro é um Estado quebrado. Quebrou. E ele quebrou no exato momento em que o avanço da Medicina… Não falo nem da pandemia, falo do direto à vida. Todo mundo quer viver 100 anos, 120, 130. Todo mundo vai procurar o serviço público . E não há … Continue Lendo