DAMARES ESTÁ PARA AS MULHERES COMO SÉRGIO CAMARGO ESTÁ PARA AS PESSOAS NEGRAS

Fisólofa e Escritora Djamila Ribeiro – Imagem Reprodução

Por Djamila Ribeiro

A última quarta-feira (25) foi o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher. Em vários países foi uma data para a conscientização acerca de uma estrutura patriarcal que organiza a sociedade global.

Como feministas negras, defendemos a intersecção da opressão patriarcal com o racismo e o capitalismo, combinando formas de exclusão que devem ser combatidas com políticas públicas, entre outras formas.

Ao redor do mundo, foi uma data para anúncio de algumas dessas políticas e debates sobre o tema. Mas no Brasil foi dia da dita ministra da pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos fazer um bolo vestindo-se dos pés à cabeça de rosa em uma cozinha rosa.

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13 DE MAIO: O SOFRIMENTO NEGRO NÃO ACABOU

Postado por Blog do Valentin

Ser negro é enfrentar uma história de quase quinhentos anos de resistência à dor, ao sofrimento físico e moral, à sensação de não existir, a prática de ainda não pertencer a uma sociedade na qual consagrou tudo o que possuía, oferecendo ainda hoje o resto de si mesmo.” (BeatrizNascimento)

Por Ricardo Corrêa /Carta Campinas

Se olharmos com honestidade para a vida da maioria da população negra não encontraremos elementos que motive a comemoração da abolição da escravidão no dia 13 de maio. Os defensores dessa data, normalmente aqueles que chamam as dores dos negros de vitimismo, que repudiam Zumbi dos Palmares e repetem em qualquer discussão “somos todos humanos” — uma espécie de mantra da branquitude — alegam que a libertação dos escravos aconteceu porque a Princesa Isabel (oh, sinhá salvadora!) estava acometida por um sentimento de benevolência. E acrescentam que a calamidade que vitimou os negros por séculos se encerrou naquela data.

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“SOU ESTUDANTE NEGRA DE MEDICINA, MAS SEMPRE ME CONFUNDEM COM PACIENTE DO SUS”

Postado por Blog do Valentin

NASCI EM SÃO BERNARDO DO CAMPO, São Paulo, mas fui criada até os 20 anos em Ribeirão Pires, um município pequeno também no Grande ABC, antes de voltarmos para a minha cidade natal.

Minha mãe é professora; e meu pai, engenheiro eletricista. Juntos, eles conseguiram dar uma vida privilegiada e confortável para os quatro filhos. Nós estudamos em escola pública, mas crescemos podendo fazer inglês, francês, natação, balé, judô. Viajávamos para a casa da vó nos feriados, para a praia nas férias, e sempre tivemos carro. Nos finais de semana, passeio no shopping, no cinema, às vezes um restaurante. E eles sempre nos apoiaram em tudo, sempre nos incentivaram a realizar nossos sonhos. Meu pai fala: “se eu tô aqui em Dubai trabalhando, é para conseguir que vocês realizem os sonhos de vocês”.

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PROJETO DE LEI DEFINE POLÍTICAS DE IGUALDADE RACIAL NA CIDADE DE CAMPINAS-SP

Postado por Valentin Ferreira

Por Carta Campinas

Um projeto de lei do vereador Carlos Roberto de Oliveira (Carlão do PT) institui o Estatuto Municipal de Igualdade Racial “Rogério Elias Malaquias”.

O objetivo é definir políticas de igualdade nas áreas de educação, cultura, esporte, saúde, trabalho, meio ambiente, além de abordar a defesa e direitos dos povos tradicionais e de matriz africana.

O projeto, protocolado nesta quinta-feira, 2, na Câmara Municipal de Campinas, está em consonância com a Lei 12.288 que criou em 2010 o Estatuto Nacional da Igualdade Racial e ainda referenda as decisões das Conferências de Promoção de Igualdade Racial realizadas no Município de Campinas.

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FERIADO: DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA, Por Angeli

Postado por Valentin Ferreira / por AngeliResultado de imagem para charges do angeli

Abaixo: Professa Diva Guimarães…o retrato do Brasil que resiste…

Lázaro Ramos chora ouvindo depoimento da professora Diva Guimarães sobre educação e racismo no BR. Diva Guimarães, mulher negra e pobre, rouba o microfone e deixa Lázaro Ramos em lágrimas. Essa poderia ser a descrição de uma das cenas mais emocionantes da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty). Porém, o momento vai muito além: Diva é um retrato do Brasil que resiste.

 

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