O BOM SAMARITANO É ATEU

Postado por Valentin Ferreira Os menos religiosos parecem mais propensos a ajudar por empatia.Os menos religiosos parecem mais propensos a ajudar por empatia. E. YOURDON

Pessoas religiosas se mostram menos altruístas com desconhecidos, segundo estudo.

Por JAVIER SALAS/ El País

Se alguma vez – Deus queira que não – apanhar de assaltantes enquanto vai de Jerusalém a Jericó, é melhor que depois passe por ali um samaritano pouco religioso. Porque ser religioso ou ateu não deixa as pessoas melhores, mas parece condicionar a forma de entender a generosidade e o altruísmo com desconhecidos. E as pessoas menos religiosas têm uma tendência mais espontânea a ajudar o próximo, segundo os últimos estudos.

Continue Lendo

AOS 20 ANOS, O QUE COMEMORA UM JOVEM NEGRO?

Postado por Valentin Ferreira / do Justificando
                                                                                                                        Foto: Rovena Rosa/Agência BrasiAos 20 anos, o que comemora um jovem negro?

Completar um aniversário, especialmente quando se é jovem, é um momento que costuma ser alegre, traduz as realizações do último ano e marca a esperança que se aponta para o próximo período, os sonhos a serem alcançados e o futuro que nos aguarda. Não se engane, quando digo geralmente alegre, refiro-me ao fato de que a esperança, o sonho e o futuro são palavras vagas para boa parte de nossa juventude, a quem é negado o direito de conhecer os conceitos por trás desses termos.

No Brasil, de 2005 a 2015, 318 mil jovens foram assassinados. 2.650 por mês. 88 por dia. 3 por hora. Em média, 1 a cada 16 minutos. Segundo essa estatística, enquanto lemos esse texto e tomamos um café, mais um adolescente será vítima de homicídio em nosso país.

Continue Lendo

JORNALISTA QUE DEFENDEU QUE “ÍNDIO BOM É ÍNDIO MORTO” É CONDENADO A PAGAR R$ 50 MIL

Por Valentin Ferreira / do BuzzFeedJovem indígena em um dos protestos no Planalto contra a morte de índios guaranis-kaiowás.

Jovem indígena em um dos protestos no Planalto contra a morte de índios guaranis-kaiowás.

Para a Justiça Federal do Mato Grosso do Sul, a liberdade de expressão não pode ser usada para divulgar discurso de ódio contra minorias. Jornalista já recorreu da decisão.

O jornalista Walter Navarro foi condenado pela Justiça Federal de Mato Grosso do Sul a pagar uma indenização de R$ 50 mil por causa de um artigo publicado no jornal mineiro “O Tempo” no qual faz ofensas à etnia guarani-kaiowá e afirma que “índio bom é índio morto”. Para a Justiça Federal, a liberdade de expressão não pode justificar discurso de ódio e preconceito contra minorias.

 

Publicado em novembro de 2012, o artigo de Navarro ironiza o movimento de usuários de Facebook que, para protestar contra a morte de índios, incluiu no nome das pessoas o sobrenome “guarani-kaiowá”. Nesse contexto, Navarro escreveu “Como diriam o Marechal Rondon e os irmãos Villas-Bôas, ‘Índio bom é índio morto’! ‘Matar, se preciso for, morrer, nunca!’.”                                            

Continue Lendo

A JUSTIÇA QUE SERVE A ABDELMASSIH E ANDRÉA NEVES É CEGA PARA OS PRESOS “COMUNS”

Por: Helena Borges / The intercept Brasil

DOIS CASOS ICÔNICOS de prisão domiciliar chamaram a atenção do Brasil esta semana: a do estuprador Roger Abdelmassih, já condenado, e a de Andrea Neves, suspeita de corrupção que ainda não foi julgada. As duas situações são extremamente diferentes, porém refletem uma mesma lógica perversa: dentro do sistema penitenciário as desigualdades sociais, que do lado de fora formam um conjunto de privilégios, tornam-se uma engrenagem em que ricos conseguem a liberdade e pobres são esquecidos em celas superlotadas.

O problema não está na concessão das prisões provisórias a Abdelmassih ou a Andrea. Ambos os casos são garantidos pela lei. A questão é: por que esta mesma justiça que chega aos dois passa ao largo de incontáveis presos comuns?

Continue Lendo