METADE DAS CRIANÇAS COM ATÉ CINCO ANOS VIVE EM CASAS POBRES NO BRASIL

Imagem: Observatório Terc. Setor

Plataforma reúne indicadores sobre primeira infância e expõe desigualdades no país

Por Thiago Amâncio

No quadro geral, quase metade (47,6%) das crianças com até cinco anos no Brasil vive hoje em casas pobres, onde a renda mensal não chega a meio salário mínimo por pessoa.

Essa é a média. Mas, quando se olha para a proporção de crianças em casas pobres em Alagoas, por exemplo, esse número salta para 74%. Se o recorte for apenas as crianças negras de Alagoas, o índice vai para 77%.

Os dados fazem parte do Observa – Observatório do Marco Legal da Primeira Infância, plataforma lançada nesta quinta-feira (8) que reúne indicadores sobre educação, saúde e assistência social relacionados a crianças de 0 a 6 anos de idade.

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ESTÁ FORA DE HIPÓTESE UMA POLÍTICA ECONÔMICA HONESTA

Por Janio de Freitas

Bolsonaro deve festejar depressa o aumento em sua aprovação de 32% para 37% da população adulta, com a rejeição em queda de 44% para 34%, como detectado pelo Datafolha. A aparência generosa desses números esconde uma situação paradoxal e, pior, crítica para o futuro do próprio Bolsonaro, da economia e da eleição presidencial já em esboços.

É coisa de gaiatos a interpretação bolsonarista de que a melhora reflete satisfação com as alegadas medidas contra a pandemia e com a iniciada reabertura das atividades econômicas. São claríssimos os indicadores da contribuição determinante, para os novos números, do benefício emergencial de R$ 600 mensais, para o qual se inscreveram 40% da população.

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POR QUE OS EUA TÊM OS PIORES ÍNDICES DE POBREZA DO MUNDO DESENVOLVIDO

Milhares de famílias dependem da ajuda de bancos de alimentos nos EUA –GETTY IMAGES

Por Gerardo Lissardy /BBC News Mundo

Este é um dos grandes paradoxos dos nossos tempos: os Estados Unidos, país mais rico do mundo, têm alguns dos piores índices de pobreza no grupo dos países desenvolvidos.

Mais de meio século depois que o presidente Lyndon B. Johnson declarou “guerra incondicional à pobreza”, os EUA ainda não descobriram como vencê-la.

Desde a declaração de Johnson, em 1964, o país teve conquistas surpreendentes, como chegar à Lua ou gestar a internet. Entretanto, nesse período, conseguiu uma tímida redução no índice de pobreza, que caiu de 19% para cerca de 12%.

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PANDEMIA: É A HORA DA VERDADE PARA O NOVO CAPITALISMO

Pandemia obriga as corporações a demonstrar seu compromisso com a sociedade além dos acionistas

Sêneca dizia que a adversidade é ocasião de virtude”

Por María Fernándes /El Pais

Tente se esquecer do coronavírus e olhar para trás. Para 24 de junho de 2019. Nesse dia, o The New York Times publicou uma carta assinada por bilionários como George Soros, Chris Hughes (um dos fundadores do Facebook) e muitos outros pedindo um imposto (moderado) à riqueza. Larry Fink, o diretor da BlackRock e teoricamente o homem mais poderoso do mercado, há dois anos fala que as corporações devem pensar não só nos acionistas, e sim “nos funcionários, nos clientes e nas comunidades em que operam”. Milhares de empresas ficaram desde então repetindo que conseguir valor ao acionista não é seu único objetivo. Pois bem, chegou a hora da verdade. A resposta a essa crise será diferente da de 2008? As empresas se lembrarão, dentro de sua margem de ação, desses “grupos de interesse”?

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PARASITA: DO INFERNO DOS POBRES É FEITO O PARAÍSO DOS RICOS

“Lázaro e o Rico Homem” – Jacopo Bassano -Século XVI

Totalitarismo invertido rouba e explora os pobres, dominando a política e reproduzindo a barbárie

Por Élio Gasda*

O Brasil não é mais um Estado Democrático de Direito. A fusão do poder econômico (Paulo Guedes) com o poder político (Bolsonaro et caterva) envenenou a democracia em sua raiz. A ascensão de uma nova configuração política formada pelo poder das corporações empresarias-midiáticas-religiosas originou o chamado “totalitarismo invertido” (Sheldon Wolin). A fusão entre Estado e corporações gera precariedade e insegurança, abrindo caminho para a tirania dos mercados. É a involução da democracia pela força da economia. Não há qualquer instituição da República que possa ser identificada como democrática de fato. Um país onde 92% da população tem renda abaixo do auxílio moradia de um juiz não pode ser chamado de democrático.

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