TAIGURA: O CANTOR MAIS CENSURADO PELA DITADURA

Taiguara teve cerca de 70 músicas censuradas pela ditadura militar, sendo o cantor mais censurado durante o período da ditadura militar. Durante o fim dos anos 60 e começo dos anos 70, o cantor fez bastante sucesso com músicas como “Universo Do Teu Corpo”, “Hoje”, “Que As Crianças Cantem Livres”, “Helena, Helena, Helena”, entre tantas outras, além de seu disco “Imyra, Tayra, Ipy” é considerado como um dos discos mais criativos de toda a música brasileira.

Por Bruno Ascari / You Tube

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VOLKSWAGEM RECONHECE “CUMPLICIDADE” COM REPRESSÃO DURANTE DITADURA MILITAR E FECHA ACORDO COM MPF

TAC prevê 36 milhões de reais para reparação e promoção de direitos humanos

Da Carta Capital

A Volkswagen do Brasil firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal, Estadual e do Trabalho para destinar 36,3 milhões de reais a ex-trabalhadores da empresa presos, perseguidos ou torturados durante a ditadura militar (1964-1985) e a iniciativas de promoção de direitos humanos e difusos.

O TAC é um acordo extrajudicial que estabelece obrigações à empresa para que não sejam propostas ações judiciais – no caso, processos que envolveriam a cumplicidade da companhia com os órgãos de repressão da ditadura. O acordo encerrará três inquéritos civis que tramitam na Justiça desde 2015.

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D. PEDRO CASALDÁLIGA E PEDRO NADIE

Pedro Nadie, composição de PieroYouTube

Nas palavras e frases da canção de Piero e na emocionante interpretação de Alaíde Costa, nossa justa homenagem ao grande Apóstolo e Profeta, D. Pedro Casaldáliga.

A tradução da Letra e informações sobre D. Pedro, e sua entrevista concedida à Revista Fórum em 2011, você vê abaixo.

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PAIOL DE PÓLVORA: Vinícius de Moraes, Toquinho e Clara Nunes

Postado por Valentin Ferreira

Nos tempos nada primaveril em que se encontra  o cenário político do Brasil não nos custa lembrar dos tempos sombrios da década de 70 do século passado, que entre censuras e violências, musicas de diversos autores foram impedidas de serem divulgadas, no todo em em partes.

Dentre aquelas que sofreram “tesouradas” , Paiol de Pólvora feita para a trilha  sonora de “O Bem-Amado”, foi proibida de ser o tema de abertura da novela, em 1973, por causa do verso “estamos sentados em um paiol de pólvora”, sendo substituída na abertura pela música “O Bem Amado” (Vinícius de Moraes – Toquinho), interpretada pelo coral da Orquestra Som Livre.

Veja  AQUI outras músicas e autores que sofreram censura na época.

Abaixo, a letra de Vinícius e Toquinho

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BRASIL É CONDENADO POR NÃO INVESTIGAR ASSASSINATO E TORTURA DE VLADIMIR HERZOG

Postado por Valentin FerreiraCorte Interamericana de Direitos Humanos determinou que o Estado brasileiro apure, julgue e, se for o caso, puna os responsáveis pela morte do jornalista na ditadura militar

Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)condenou nesta quarta-feira o Estado brasileiro pela falta de investigação, julgamento e punição aos responsáveis pela tortura e assassinato do jornalista Vladimir Herzog, ocorrido em 1975. O tribunal internacional também considerou o Estado como responsável pela violação ao direito à verdade e à integridade pessoal, em prejuízo dos familiares de Herzog.

A CIDH determinou que os fatos ocorridos contra Vladimir Herzog devem ser considerados como um crime de lesa-humanidade, conforme definido pelo direito internacional, diz a sentença.

Em 24 de outubro de 1975, Vladimir Herzog, então com 38 anos, funcionário da TV Cultura de São Paulo, apresentou-se voluntariamente para depor às autoridades militares no DOI/CODI, em São Paulo.

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SEMINÁRIO TRAZ À DISCUSSÃO O MÍTICO ANO DE 1968

Postado por Valentin Ferreira

Por Claudia Costa / do Jornal da USP / GGN

Nos dias 6, 7 e 8, evento na USP vai abordar os 50 anos dos acontecimentos de 1968 e suas consequências para o mundo 

O ano de 1968 é considerado um marco da rebeldia dos estudantes, uma época de contestação. A própria década de 60 preconizava os conflitos. As convenções sociais mudavam rapidamente, grupos – negros, homossexuais, feministas – começavam a se organizar para reivindicar seus direitos. A cultura hippie emergia como um desdobramento moderno do movimento beatnik e as drogas eram seriamente discutidas. Nos Estados Unidos e na Europa, os protestos cresciam, enquanto no Brasil a morte de um aluno secundarista, Edson Luís de Lima Souto, em 28 de março de 1968, assassinado com um tiro no peito pela Política Militar, gerava comoção nacional e transformou-se num dos grandes atos políticos contra a ditadura militar. Em resposta, em junho é organizada a Passeata dos Cem Mil contra a repressão, que crescia quatro anos depois do golpe militar de 1964, e provocou a reação dos militares com o decreto do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em dezembro, que dava poderes quase absolutos ao governo. As revoltas … Continue Lendo