ADOECEMOS A TERRA E A TERRA NOS ADOECE

Os seres humanos são agentes da saúde e das enfermidades do planeta
Leonardo Boff*

Isaac Asimov, cientista russo, famoso por seus livros de divulgação científica, a pedido da revista New York Times, (do dia 9 de outubro de 1982) por ocasião da celebração dos 25 anos do lançamento do Sputinik que inaugurou a era espacial, escreveu um artigo sobre o legado deste quarto de século espacial.

O primeiro legado, disse ele, é a percepção de que, na perspectiva das naves espaciais, a Terra e a humanidade formam uma única entidade, vale dizer, um único ser, complexo, diverso, contraditório e dotado de grande dinamismo.

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23% DOS ALIMENTOS TÊM VOLUME DE AGROTÓXICOS ACIMA DO LIMITE PERMITIDO

Oito a cada dez pimentões vendidos em mercados e feiras tinham agrotóxico proibido ou acima do permitido (Droberson/Pixabay)

Saiba quais são os alimentos com mais agrotóxicos proibidos ou acima do volume permitido e aqueles que oferecem risco imediato à saúde do consumidor. Cálculo de intoxicação da Anvisa ignora crianças com menos de 10 anos

Por Pedro Grigori, Bruno Fonseca
Agência Pública

A Anvisa usou tom otimista na publicação do relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos com resultados de testes feitos em frutas e legumes entre 2017 e 2018. Mas o documento não colocou de forma clara informações de alto interesse público que foram destaque na divulgação de relatórios anteriores. Por exemplo, quais são os alimentos em que mais foram detectados agrotóxicos em doses problemáticas? A reportagem analisou os dados brutos do relatório em busca dessa e de outras respostas. 

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POR QUE VIVEMOS NA SOCIEDADE DO CANSAÇO?

O filósofo sul-coreano Byung-chul Han

Por Cesar Gaglione /Nexo Jornal

Em 2013, uma pesquisa realizada pelo Ibope demonstrou que 98% dos brasileiros se sentem cansados mental e fisicamente. Os jovens de 20 a 29 anos representam a maior fatia dos exaustos.

A tendência aparece em outros lugares. De acordo com o Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos de 2015, 43% dos trabalhadores do país dormem menos do que o período recomendado pela Fundação Nacional do Sono, ONG americana que promove a conscientização pública da importância do sono e dos distúrbios decorrentes da falta dele.

O filósofo sul-coreano Byung-chul Han se debruçou sobre o tema da exaustão e produziu o ensaio “Sociedade do cansaço”, publicado no Brasil em formato de livro pela editora Vozes. No texto, Han argumenta que cada época possui epidemias próprias, como as doenças bacteriológicas e virais que marcaram o século 20. Para ele, as patologias neurais definem o século 21 – e todas elas surgem a partir de um denominador comum: o excesso de positividade.

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EM 9 ANOS BRASIL REDUZIU EM 30% O NÚMERO DE FUMANTES

Postado por Blog do Valentin

Número de fumantes no Brasil cai 30,7% em 9 anos

Há 20 anos mas de um terço da população adulta do Brasil usava tabaco. O país mostrou uma resposta significativa neste período. “Não se trata de reprimir a liberdade, mas de promover uma política pública” diz o Ministério da Saúde, e adverte, que o tabagismo é responsável por 200 mil mortes a cada ano no Brasil, 25% por angina e infarto do miocárdio e 45% por infarto agudo de miocárdio (em pessoas com idade abaixo de 65 anos) e 85% por bronquites e enfisema pulmonar.

O vício também se associa  a 90% dos casos  de câncer de pulmão. Os 10% restantes são fumantes passivos.

Fonte e Mais informações: Agencia Brasil

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PARA 78%, TRABALHO OU FALTA DELE, SÃO RESPONSÁVEIS POR DOENÇA E SOFRIMENTO

Postado por Blog do Valentin
Pesquisa aponta problemas como estresse e ansiedade diante de pressões e mudanças no mercado

Por Emilio Sant’Anna

A relação, que nunca foi fácil, por um tempo parecia andar bem. Havia opções. Os anos passaram, a crise chegou e se estabeleceu e os problemas se tornaram maiores e cada vez mais claros.

Dentro ou fora do mercado formal, os impactos da relação com o trabalho na saúde mental do brasileiro se deterioram, e em todos os níveis de ocupação, de acordo com mais de 800 entrevistados, entre junho e julho, por uma pesquisa ainda inédita.

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O VENENO NOSSO DE CADA DIA

Postado por Blog do Valentin

Por Felipe Carreras / Correio Brasiliense

Diz o ditado popular que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Porém, no Brasil, quando o assunto é agrotóxico, estamos assistindo ao quanto mais “melhor”. Neste ano, foram liberados 262 novos produtos dessa natureza, a maior liberação da história. É mais de um por dia. Antes de continuar, quero dizer que não sou contra a utilização correta, moderada, estudada e bem-intencionada desses remédios. O problema é que não é o que parece acontecer no Brasil.

É inadmissível assistirmos aos bebês da cidade de Limoeiro do Norte, no Ceará, apresentando puberdade precoce devido à ação dos agrotóxicos, como indicou a pesquisa da Universidade Federal do Ceará e está sendo investigado pelo Ministério Público estadual. É inaceitável o Brasil dobrar os casos de intoxicação por defensivos de 7.001, em 2009, para 14.664, em 2018, com a Organização Mundial da Saúde afirmando que esse número pode ser 50 vezes maior, como publicou a imprensa. Entre 2007 e 2015, segundo números do Ministério da Saúde, divulgados também por sites de notícia, foram cerca de 84 mil intoxicados.

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