ECONOMIA NA PANDEMIA: PIB TEM ALTA DE 7,7% NO 3º TRI, MAS RITMO NÃO É SUSTENTÁVEL, DIZEM ECONOMISTAS

Reabertura das cidades e redução momentânea de casos da covid-19 colaboraram para alta do PIB em relação ao semestre anterior – Imagem: GETTY IMAGES

Por Thais Carrança/BBC Brasil

Com a reabertura das cidades e o arrefecimento momentâneo da pandemia, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro registrou alta de 7,7% no terceiro trimestre, em relação ao trimestre anterior, recuperando em parte a queda de 9,6% registrada de abril a junho.

O dado do segundo trimestre foi revisado (anteriormente havia sido divulgado um recuo de 9,7%).

O resultado foi impulsionado, na ponta da demanda, por um crescimento de 7,6% no consumo das famílias. Já no lado da oferta, o destaque foi a indústria, com uma alta de 14,8% em relação ao trimestre anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (3/12).

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2020: PIOR PIB DESTE 1990

Por Pedro Menezes

Bolsonaro é o grande responsável pelo pior PIB da história

Lá vem o Brasil descendo a ladeira, cantaria Moraes Moreira, se estivesse vivo. Para ser mais preciso, o país desce como uma criança pedalando sem freio. Conforme a velocidade da descida aumenta, já sabemos até o que será dito a seguir: “tão novo, tinha tanto potencial…”.

O triste fato é que, em 2020, o Brasil provavelmente terá o pior crescimento do PIB já registrado pelo IBGE na série histórica que começa em 1900. Até hoje, nosso pior ano foi 1990, quando a produção nacional encolheu 4,35%. O segundo pior ano foi 1981 – queda de 4,25% – e, em terceiro, vem 2015 – queda de 3,55%.

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28 MILHÕES DE BRASILEIROS NÃO TÊM O QUE COMEMORAR, DIZ COORDENADOR DE PESQUISA DO IBGE

Postado por Blog do Valentin

Neste Dia do Trabalho, 28 milhões de pessoas não vão ter condições de comemorar. A frase não foi dita por nenhum líder sindical, mas pelo coordenador da pesquisa Pnad Contínua, do IBGE, Cimar Azeredo, durante a entrevista em que divulgou os números do levantamento nesta terça-feira 30.

Ele se referiu à taxa de subutilização da força de trabalho brasileira, que bateu recorde no primeiro trimestre de 2019, chegando a 25% e atingindo 28,3 milhões de brasileiros. Essa parcela da população não trabalhou nesse período ou trabalhou menos do que gostaria.

Trata-se do maior índice da história da Pnad, cuja série foi iniciada em 2012. Na comparação com o trimestre anterior, houve crescimento de 5,6%.

O número de pessoas desalentadas, que desistiram de procurar emprego, cresceu 3,9% no trimestre, chegando a 4,8 milhões. A taxa de desalentados, de 4,4%, também foi recorde no trimestre.

Do Brasil 247

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“TRABALHO PRECÁRIO, INTERMITENTE, É A ANTESSALA DO DESEMPREGO”, diz Ricardo Antunes

Postado por Blog do ValentinSociólogo analisa o futuro do trabalho no Brasil e a nova massa superexplorada da era dos serviços digitais

Do Brasil de Fato

Ricardo Antunes é um dos maiores especialistas brasileiros no tema do mundo do trabalho. Atualmente, é professor de sociologia do trabalho na Universidade Estadual de Campinas. Em seu último livro, intitulado O Privilégio da Servidão, Antunes desenhou um quadro da situação da classe trabalhadora na história recente do Brasil, a partir do fim da ditadura militar. O estudo se concentra no que ele chama de “novo proletariado de serviços”, alavancado com o crescimento do trabalho digital, on-line e intermitente dos últimos anos.

Em entrevista ao Brasil de Fato, o sociólogo falou sobre o futuro do trabalho, as características das relações trabalhistas no Brasil e os impactos da reforma trabalhista sobre esse cenário.

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BRASIL E SEU CRESCIMENTO “RABO DE CAVALO” DESDE 2013

Postado por Blog do Valentin

Desde 2013 com o “esquenta” da mobilização pré golpe que acabou tirando do posto uma presidente democraticamente eleita, que o Brasil vive numa espiral recessiva cujas consequências todos sabemos.  Seu pior efeito é o desemprego e todas as feridas de dele brotam.

Aproveito a assunto para sugerir abaixo a leitura do escrito por Vinicius Torres Freire(*) , na Folha de hoje.

Brasil, líder mundial em recessão

O Brasil se tornou um país de ponta em termos de recessão. A economia brasileira foi uma das que mais andaram para trás nesta década. De certo modo, foi a que mais regrediu no mundo inteiro.

Entre 2013 e 2017, em apenas 18 países o PIB per capita regrediu mais do que no Brasil. PIB per capita: o tamanho da economia (da produção ou da renda nacionais) dividido pela população. É uma medida relativa de pobreza/riqueza (de nível de renda, na verdade).

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