O FUTURO ROUBADO DA JUVENTUDE BRASILEIRA

Geração de jovens vive momento sombrio: desmonte da Educação e crise econômica. Processo de formação foi interrompido — e sem perspectivas, sobram-lhe a precarização e a desesperança. Será preciso recuperar crença em projeto coletivo de Brasil

Por Lúcia Garcia em entrevista a João Vitor Santos, no IHU

Decepção, tristeza e frustração. Talvez sejam esses alguns dos sentimentos que ilustrem um pouco o estado de espírito de gerações de jovens que tiveram a oportunidade de sonhar e projetar um futuro, mas que não chegou, levando eles a despertar num presente de crises e sem perspectivas. Quadro esse que é ainda mais grave se levarmos em conta que a pandemia piorou o que já vinha ocorrendo. A economista do Dieese Lúcia Garcia explica que “a juventude hoje é composta por aqueles que nasceram a partir de 1992, e àqueles que massivamente estão presentes no mercado de trabalho, nasceram entre 1992 e 2003, com vida escolar entre 2003 e 2020”. Os mais velhos até chegaram a cursar universidade, mas estão sem perspectivas de emprego e os mais novos saem, quando saem, de forma precária do Ensino Médio.

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CONSUMO DE PÉ DE GALINHA EM ALTA E OUTROS 5 DADOS QUE REVELAM O RETRATO DA FOME NO BRASIL

São 19 milhões de brasileiros passando fome, uma em cada três crianças anêmicas e um
auxílio emergencial médio que só compra 38% da cesta básica.

Da BBC BRASIL

Primeiro, foi a fila quilométrica em um açougue de Cuiabá, no Mato Grosso — maior Estado produtor e exportador de carne bovina do país —, para receber ossos. Depois, cariocas garimpando restos em um caminhão de ossos e pelancas descartadas por supermercados.

E assim, dia após dia, as imagens da fome vão voltando ao noticiário nacional.

Eram 19,1 milhões de brasileiros com fome em 2020, segundo dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan).

Em relação a 2018 (10,3 milhões), são quase 9 milhões de pessoas a mais nessa condição.

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“HOJE, O BRASIL NÃO TEM PROJETO NEM VISÃO DE FUTURO”, DIZ MÁRCIO POCHMANN

Para o professor da Unicamp, o neoliberalismo dirige o país na contramão do mundo
onde estatais voltam a ser importantes

Do Brasil de Fato

Gaúcho de Venâncio Aires, o economista Márcio Pochmann, 59 anos, diz que o Brasil sofre hoje do que chama “curtoprazismo”, praticado pela União e por governos como o do Rio Grande do Sul. “São governos que conseguem olhar, no máximo, o hoje ou as eleições do ano que vem”, diagnostica. Não há projeto nacional nem visão de futuro. Repara que o país liquida suas empresas públicas sob o argumento de que o setor privado fará melhor seu serviço, alavancando a economia nacional.

Porém, cinco anos após o mandato Temer mover seu rolo compressor contra as estatais, política seguida fielmente por Bolsonaro, isto não aconteceu. O Brasil parou e encolheu. Está mais empobrecido e com quase 15 milhões de desempregados. E na contramão do planeta. “As estatais, em 2005, respondiam por 5% das 500 maiores empresas do mundo. Em 2020, 47% das 500 maiores empresas do mundo são estatais”, ilustra.

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DESESPERO DE BOLSONARO É COM A ECONOMIA , NÃO COM O STF

Por Fernando Brito

A jornalista Thaís Oyama, no UOL, diz que Jair Bolsonaro teria confidenciado a uma assessor próximo que não espera ter mais que 30% dos votos em um 2° turno nas eleições de 2020 (se houver 2° turno , acrescento eu).

Bem, isso não seria mais que uma concessão ao óbvio, porque – pesquisa após pesquisa – é isso o que os levantamentos eleitorais lhe dão, já a algum tempo.

O perigo é o que o atual fará, diante disso. E do tamanho do primeiro perigo, o de uma ruptura, teremos logo uma ideia, menos por quanta gente vá aos seus atos golpistas e mais pelo nível de radicalismo e agressividade que terão.

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NA CONTRAMÃO DO PIB, RENDA DO BRASILEIRO CAI 10% COM INFLAÇÃO EM ALTA E DESEMPREGO RECORDE

A produtora de moda Adrilayne Cristina Machado Sousa, de 24 anos, teve seu salário reduzido pela metade neste início de ano ( FOTO ARQUIVO PESSOAL)

Por Thais Carrança /BBC Brasil

O professor de música Ezequiel Moreira Franco Júnior, de 43 anos e morador de Belo Horizonte, ganhava entre R$ 1.500 e R$ 1.800 por mês antes da pandemia, dando aulas particulares de violão, flauta doce, pandeiro, técnica vocal e teoria musical.

Com a crise sanitária, Ezequiel viu o número de alunos minguar, mas em 2020, contou com o auxílio emergencial de R$ 600 para segurar as pontas. Esse ano, não foi contemplado pela ajuda do governo e está vivendo com R$ 360 que ganha dos alunos que lhe restaram e dependendo da família para se manter.

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