O QUE ACONTECE NO CÉREBRO DE UMA CRIANÇA QUANDO ELA BRINCA COM SEUS PAIS

Brincar com os filhos influi favoravelmente na ativação de diferentes substâncias nos pais, assim como nas crianças, porque há liberação de endorfinas.DAN BURTON / UNSPLASH

Os momentos lúdicos trazem grandes benefícios para os pequenos, transformando-se em disciplina obrigatória e ganhando maior importância nos primeiros anos de vida

Por Carolina García/ El País

Você se lembra de quando era criança e brincava com seus pais? Certamente sim. Segundo especialistas, algumas das lembranças mais intensas que os adultos têm são esses momentos de brincadeiras que compartilharam na infância com seus pais. O médico Manuel Antonio Fernández, mais conhecido na Espanha como El Neuropediatra, destaca que “o tempo de recreio compartilhado entre pais e filhos é o mais bem aproveitado por ambos, tanto do ponto de vista emocional como do puramente neurológico para os pequenos”, acrescentando: “Assim, quanto mais brincam, melhor é, porque isso estimula todos os sentidos e capacidades do cérebro infantil, tanto as áreas motoras como as sensoriais e cognitivas”.

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POR QUE TANTOS JOVENS CONCLUEM ESTUDOS SEM DESENVOLVER VERDADEIRO ESPÍRITO CRÍTICO

Custou muito caro para Sócrates fazer certas pessoas pensarem – GETTY IMAGES

Por Francisco Esteban Barra – The Conversation* – BBC Brasil

A história conta que Sócrates era conhecido entre seus concidadãos como “a mosca de Atenas”. Diz-se também que ficou encantado com o apelido porque o descrevia muito bem: sua missão era provocar as pessoas por meio de perguntas e explicações que incomodavam e, sobretudo, faziam despertar.

Custou muito caro ao grande filósofo grego fazer pensarem certas pessoas que, na verdade, preferiam continuar dormindo. E decidiram que essa “mosca” que não parava quieta deveria tomar cicuta.

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“GERAÇÃO DIGITAL”: POR QUE, PELA 1ª VEZ, FILHOS TÊM QI INFERIOR AO DOS PAIS

Vários estudos têm mostrado que, quando o uso de televisão ou videogame aumenta, o QI diminui, afirma o neurocientista Michel Desmurget

Por Irene Hernández Velasco / BBC Mundo

A Fábrica de Cretinos Digitais. Este é o título do último livro do neurocientista francês Michel Desmurget, diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da França, em que apresenta, com dados concretos e de forma conclusiva, como os dispositivos digitais estão afetando seriamente — e para o mal — o desenvolvimento neural de crianças e jovens.

“Simplesmente não há desculpa para o que estamos fazendo com nossos filhos e como estamos colocando em risco seu futuro e desenvolvimento”, alerta o especialista em entrevista à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC.

As evidências são palpáveis: já há um tempo que o testes de QI têm apontado que as novas gerações são menos inteligentes que anteriores.

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EDUCAÇÃO, GRANDE ALVO DA EXTREMA-DIREITA

Dos EUA à Índia, do Brasil a Portugal, escolas e universidades são alvo de um duplo ataque: tentativa de restringir o debate de ideias e cortes de verbas. Como se articula projeto conservador no Ensino. Por que é preciso combatê-lo

Por Por Boaventura de Sousa Santos | Imagem: Laerte Coutinho

Os movimentos translocais de ideias, de filosofias, de visões do mundo, de doutrinas sobre a vida e sobre a política e a sociedade são tão antigos quanto a difusão do uso dos metais, das trocas comerciais, da escrita e das primeiras civilizações urbanas a partir da Idade de Bronze 3000 ou 4000 AEC. Certamente com origem na Mesopotâmia e no que viemos a chamar o antigo Médio Oriente, essas trocas espalharam-se por toda essa vasta área da Eurásia, que mais tarde passamos a dividir entre o Ocidente (a Europa) e o Oriente (sobretudo a China e a Índia). Sabemos hoje que a Mesopotâmia foi o berço da cultura grega e que esta esteve presente no Norte da Índia nos primeiros séculos da Era Comum, muito antes de se transformar em patrimônio europeu, o que, aliás, só foi possível graças ao magnífico trabalho de tradução dos textos gregos empreendida em Bagdá … Continue Lendo

NEUTRALIDADE É UM LUGAR QUE NÃO EXISTE

Ehimetalor Akhere Unuabona/ Unsplash

Por Carla Rodrigues / Le Monde Diplomatic

Sou branca e fui criada como branca. Mais do que isso, fui educada para saber identificar os fenótipos das pessoas negras, de modo a estabelecer rigorosas distinções entre pessoas brancas, pessoas então chamadas de “mulatas” e pessoas negras. Cresci aprendendo que pessoas negras são sujas e que a cor preta estava associada ao nojo, ao abjeto. Na escola progressista em que estudei, havia apenas duas pessoas negras, ambas filhas de funcionários. Durante décadas, escutei a exaltação dos ancestrais portugueses e italianos, que nos legaram pele branca, cabelos lisos e, no meu caso, olhos azuis, joia rara na família e objeto de disputa como  signo da herança materna portuguesa ou da herança paterna italiana.

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