GLOBO: OS APRENDIZES DE FEITICEIRO QUE COLOCARAM O MONSTRO NAS RUAS

Imagem: Jornal GGN

Por Luis Nassif

No início foi o gozo, o exercício do jornalismo sem limites, a exposição do poder extraordinário de colocar multidões nas ruas fantasiadas de verde e amarelo. Convocam-se multidões por todo o país, usavam-se politicamente as estatísticas manipuladas pela Polícia Militar, que tratava seletivamente números e a distribuição de pancadas pelos manifestantes: à esquerda, pau; à direitam abraços.

Não se tratava de uma mídia a reboque, como foi a americana no macarthismo. Era uma mídia comandando as multidões, varrendo para baixo dos tapetes verde-amarelos da Paulista sua incapacidade de enfrentar os novos tempos e encarar a invasão estrangeira, não a de bolivarianos, castristas e o escambau, mas a dos novos veículos que surgiam nos rastros das redes sociais.

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A CONSPIRAÇÃO CONTRA A LISURA DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL NÃO FOI DE UMA FIGURA SÓ

Por Janio de Freitas

Nem concluída ainda a votação, o Supremo Tribunal Federal já confirma a parcialidade de Sergio Moro contra o ex-presidente Lula da Silva, e nisso traz dois sentidos subjacentes. Se por um lado recompõe alguma parte da questionada respeitabilidade judiciária, por outro acentua a omissão protetora aos parceiros na deformação, pelo então juiz e a Lava Jato, do processo de eleição para a Presidência.

Muitas vezes identificado com Moro, o ministro Edson Fachin foi, no entanto, o proponente da aprovada anulação das sentenças contra Lula, invocando, entre outras, uma razão obscurecida no noticiário: constatou que o inquérito não encontrou prova alguma que ligasse o caso do apartamento em Guarujá a qualquer ato de corrupção na Petrobras, mas os procuradores fizeram tal acusação a Lula e Moro o condenou por isso. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, do Sul, manteve e até aumentou a condenação, seguindo o conturbado relatório do juiz João Gebran.

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SISTEMA DE ÓDIO TEM O OBJETIVO DE MATAR GENTE E DESUMANIZAR O RESTO

Publicada nesta quarta-feira, 24 de março de 2021 – André Stefanini/Folhapress

Por Marcelo Coelho

Há cem anos, uma peça de teatro apresentava ao mundo a palavra “robô”. Foi escrita pelo tcheco Karel Capek (1890-1938), e se chamava “R.U.R.” —esta a sigla da empresa que produzia os tais autômatos.

Não eram bem robôs de lata, como víamos nos antigos desenhos animados. Correspondiam mais a androides, feitos de proteína sintetizada em laboratório. A fábrica faz sucesso, liberando a humanidade de qualquer tipo de trabalho.

A palavra “robô” entrou para o vocabulário comum, mas a peça de Capek ficou bem menos conhecida. Não achei tradução para o português e, para dizer a verdade, acho que não faz muita falta.

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EM 2018, VENCEU QUEM FUGIU DA POLÍCIA

Imagem: Google

Por Celso Rocha de Barros

Bolsonaro foi eleito porque tinha esquema de acobertamento de escândalos

A entrevista do empresário Paulo Marinho a Mônica Bergamo, publicada pela Folha neste domingo (17), mostrou que Jair Bolsonaro e seus filhos dispunham de um esquema de acobertamento dentro da Polícia Federal durante a eleição.

Segundo Marinho, um delegado da PF avisou Flávio Bolsonaro de que a operação Furna da Onça, em que o esquema Queiroz foi descoberto, seria desencadeada. O mesmo delegado, sempre segundo Marinho, disse que “nós vamos segurar essa operação para não detoná-la agora, durante o segundo turno, porque isso pode atrapalhar o resultado da eleição”.

Pense por um minuto no que isso quer dizer.

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XADREZ DA FACADA DO ADÉLIO, O ENIGMA POLÍTICO DA DÉCADA, QUE PERMANECE SEM SOLUÇÃO.

Seria possível simular um atentado tão arriscado, a ponto da vítima correr um risco de vida calculado para viabilizar um projeto político?

Por Luis Nassif

A facada de Adélio Bispo Oliveira  em Bolsonaro ainda é um mistério à procura de uma explicação. É o fato político mais importante da década, porque viabilizou uma mudança radical na política brasileira.
Os efeitos políticos da facada nas eleições eram tão óbvios que, no dia seguinte, Bolsonaro já havia se tornado o franco favorito.
Seria possível simular um atentado tão arriscado, a ponto de a vítima correr um risco de vida calculado para viabilizar um projeto político?
Há duas versões para o atentado.

  • A versão oficial é que um sujeito, desequilibrado óbvio, decidiu matar Bolsonaro e foi mal-sucedido.
  • A versão conspiratória é que foi um ato planejado visando garantir a vitória eleitoral de Bolsonaro.
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