O AVANÇO DA PRESENÇA DE MULHERES E NEGROS NAS CÂMARAS MUNICIPAIS E PREFEITURAS

Fotomontagem de candidatas a vereadora em São Paulo; número de mulheres negras candidatas à Câmara Municipal da capital paulista quase dobrou em 2020 – Rubens cavallari e Ronny Santos/ Folhapress

Da Folha S. Paulo

Apesar do crescimento, o resultado ainda está bem distante de refletir a divisão entre negros e brancos na população brasileira —56% são pretos e pardos— e entre os próprios candidatos lançados —50% foram negros, 48%, brancos.

Já em relação às mulheres, o avanço foi mais tímido no primeiro turno. Elas passaram de 11,7% do contingente de prefeitos eleitos em 2016 para 12,1%.

Um dado significativo, porém, mostra que cresceu de forma mais expressiva a presença tanto de mulheres como de negros nas disputas de segundo turno, ou seja, das maiores e mais importantes cidades do país.

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BOULOS FOI A ESTRELA DA ELEIÇÃO

Ex-prefeita Luiza Erundina e Guilherme Boulos

Dez fatos sobre a eleição em SP: Do salto de Boulos…

Por Leonardo Sakamoto

O primeiro turno da eleição à Prefeitura de São Paulo terminou. Os paulistanos decidiram que Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL), dois candidatos que criticam duramente Jair Bolsonaro (sem partido), fossem para o segundo turno. Independentemente de quem ganhe, a extrema direita saiu derrotada na capital – o que abre uma série de perguntas sobre 2022. O candidato do presidente, Celso Russomanno (Republicanos), terminou em quarto lugar, ostentando 50% de rejeição, mesmo valor da taxa de reprovação de Bolsonaro em São Paulo.

Como estamos em um ano atípico, pandêmico, com o período de campanha encurtado, Covas e Boulos já começam a todo o vapor nesta segunda (16), mirando o segundo turno, no dia 29 de novembro. Para ajudar a situar os leitores, a coluna reuniu dez fatos da eleição deste domingo (15) na capital paulista.

1) Boulos descolou de França em um ambiente com maior abstenção

A pandemia pode ter levado eleitores mais velhos e menos engajados a não irem votar, abrindo caminho para um crescimento da proporção de jovens e eleitores mais engajados. A abstenção foi de 29,3%, … Continue Lendo

REFLEXÕES SOBRE AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Por Ilimar Franco

1. As eleições municipais não têm nenhuma relação com as eleições presidenciais.

2. O resultado das eleições municipais, qualquer que seja ele, não permitirá concluir que chegou ao fim a polarização PT/esquerda x Bolsonaro.

3. O MDB elegeu o maior número de prefeitos e vereadores desde o final da década de 80, mas teve candidatos próprios ao Planalto fragorosamente derrotados em 1989 (Ulysses fez menos de 5% dos votos), 1994 (Quércia fez menos de 2%) e 2018 (Meirelles fez menos de 2%). Nas eleições presidenciais de 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014 não teve candidato.

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NOVOS PREFEITOS ENCONTRARÃO CENÁRIO DESAFIADOR NAS CIDADES

Quase a metade das cidades brasileiras (49,4%) gasta a maior parte de sua receita com pessoal (54%). – Marcello Casal jr/Agência Brasil

Da Agencia Brasil

Os prefeitos que assumirão a administração de suas cidades a partir de 1º de janeiro de 2021 encontrão mais dificuldades que os seus antecessores. A economia brasileira estará em recuperação após a recessão mais aguda da história, provocada pela pandemia de covid-19. No rastro da crise, queda de arrecadação e aumento do desemprego. As despesas não deverão dar trégua, ainda sob ameaça de mais gastos por causa de novas infecções.

“Num primeiro momento, eles vão enfrentar um cenário de terra arrasada”, prevê Ricardo Macedo, professor do curso de Ciências Econômicas do Ibmec no Rio de Janeiro. “Quem assumir uma prefeitura, além de ter poucos recursos, tem que descobrir novas fontes de receita.” Em sua opinião, o poder público municipal tem que fiscalizar mais, renegociar dívidas, e recuperar receitas – “pra fazer o caixa fluir”.

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QUAL O DESAFIO DE ADMINISTRAR MUNICÍPIOS MUITO PEQUENOS

Baixa arrecadação e dependência da União são os principais entraves. Cidades correm o risco de sumir do mapa caso PEC do Pacto Federativo avance no Congresso Nacional

Por Guilherme Henrique / Nexo Jornal

Para candidatos a prefeito e vereador em cidades muito pequenas do Brasil, vencer as eleições de 15 de novembro de 2020 impõe um grande desafio. Em boa parte dos 1.253 municípios com menos de 5.000 habitantes que existem no Brasil, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o dinheiro público disponível mal dá para pagar as despesas da própria estrutura administrativa.

Os municípios muito pequenos estão concentrados nos estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, cada um com 231 cidades com essa características. São Paulo aparece em seguida, com 143. Depois vêm Santa Catarina (106) e Paraná (102). A quantidade de municípios com menos de 5.000 habitantes equivale a 22,5% do total de 5.570 municípios do país. Juntos eles somam 4,21 milhões de habitantes.

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