BOLÍVIA, CHILE, BACURAU

Por Paulo Nogueira Batista Jr

O leitor ou leitora que está aí, invisível, inacessível, atrás da tela onde ora vou digitando essas palavras, esse leitor ou leitora haverá de compreender, de certo, que escrever se mostra cada vez mais difícil? Estou à beira de desistir. Mas retiro o ponto de interrogação. Não cabe a dúvida – ironicamente presente na expressão “de certo”. O leitor desta coluna compartilha comigo alguns valores, opiniões e – sobretudo – angústias. Quem vivencia o momento atual, no Brasil e no mundo, sem angústia, sem pelo menos uma ponta de angústia, dificilmente estaria lendo estas palavras neste momento.

E, no entanto, não quero exagerar e muito menos propagar desalento. Nem todas as notícias são ruins – pelo menos as que nos chegam do exterior. Ao contrário. No campo político, algumas têm sido até excelentes.

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MULHERES CANDIDATAS DÃO SHOW NA BOLÍVIA

Créditos da foto: Associação de Mulheres Indígenas Originárias de Colcapirhua ”Bartolina Sisa”: luta pela construção de uma nova sociedade (LWS)

AGORA ELAS SERÃO MAIORIA NO SENADO

Publicado originalmente em Carta Maior

Dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da Bolívia confirmam que as mulheres alcançaram um recorde histórico no Senado, no domingo (18), aproximando-se à igualdade na Câmara dos Deputados.

A política de “paridade e alternância” implementada pelo Movimento Ao Socialismo – Instrumento Político pela Soberania dos Povos (MAS-IPSP) coloca o país andino no pódio da representação feminina no parlamento, com 20 das 36 cadeiras do Senado (56%) e 62 das 130 da Câmara Baixa (48%).

“Por trás destes números está a valorização das mulheres e dos povos indígenas, da pollera (saia camponesa) e da whipala (bandeira andina que expressa a alegria e o sonho), do combate à discriminação”, declarou Ruth Londram, da executiva da Associação de Mulheres Indígenas Originárias de Colcapirhua “Bartolina Sisa”.

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