BOLÍVIA, CHILE, BACURAU

Por Paulo Nogueira Batista Jr

O leitor ou leitora que está aí, invisível, inacessível, atrás da tela onde ora vou digitando essas palavras, esse leitor ou leitora haverá de compreender, de certo, que escrever se mostra cada vez mais difícil? Estou à beira de desistir. Mas retiro o ponto de interrogação. Não cabe a dúvida – ironicamente presente na expressão “de certo”. O leitor desta coluna compartilha comigo alguns valores, opiniões e – sobretudo – angústias. Quem vivencia o momento atual, no Brasil e no mundo, sem angústia, sem pelo menos uma ponta de angústia, dificilmente estaria lendo estas palavras neste momento.

E, no entanto, não quero exagerar e muito menos propagar desalento. Nem todas as notícias são ruins – pelo menos as que nos chegam do exterior. Ao contrário. No campo político, algumas têm sido até excelentes.

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CHILENOS APROVAM NOVA CONSTITUINTE EM PLEBISCITO HISTÓRIO

Pouco mais de um ano depois dos protestos que incendiaram o Chile, deixaram 30 mortos e dezenas de feridos e forçaram o governo a convocar um plebiscito histórico, o país foi em massa às ruas neste domingo (25) para decidir se quer ou não uma nova Constituição.

Com 99,69% dos votos contabilizados, o resultado do plebiscito foi a vitória do “aprovo” a nova Constituição, por 78,2% contra 21,7% do “rejeito”.

Os eleitores chilenos também decidiram que a nova carta será redigida por meio de uma Assembleia Constituinte inteiramente renovada, sem a participação de legisladores já eleitos. A escolha dessa assembleia será por meio de uma eleição, a ser realizada em abril de 2021, em que haverá paridade de 50% entre homens e mulheres. Essa proposta venceu por 78,9% dos votos, contra 21% que optaram por uma assembleia mista, que contasse com parlamentares já no cargo. Também ficou decidido que os que quiserem se candidatar a esses postos não precisarão ter vínculos com partidos políticos.

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NO CHILE, A REVOLUÇÃO É JOVEM

Postado por Valentin  FerreiraNo Chile, a revoluçãoCariola, Jackson, Boric e Vallejo: do movimento estudantil para o Parlamento

por Rogério Tomaz Jr.* — Carta Capital
Da enorme renovação do Congresso, a maior desde o fim da ditadura, emergem lideranças na faixa dos 30 anos identificadas com o pensamento de esquerda

A grande novidade política na América Latina vem da cordilheira dos Andes. E ela é jovem e de esquerda. O Chile surpreendeu o mundo, sobretudo o consórcio local entre a mídia e os institutos de opinião, com os resultados das eleições do domingo 19.

A mudança no tabuleiro político no país de 18 milhões de habitantes deve muito ao renascimento do movimento estudantil na virada da década passada. Entretanto, os números da nova força política surgida das urnas surpreenderam até os mais otimistas militantes.

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