DE UM LIBERAL PARA OS LIBERAIS: “A ELITE ESCOLHEU TIRO, PORRADA E BOMBA”

Postado por Valentin Ferreira

Em sua coluna na  Folha de hoje, Reinaldo Azevedo, o liberal que escreveu “O País dos Petralhas”, abriu sua caixa de ferramentas para desqualificar e rotular  os liberais e a elite. “Trata-se de uma gente grotescamente reacionária”.

“Quando os liberais brasileiros foram convocados ao desafio de mobilizar as forças de mercado para responder com políticas públicas às demandas da nossa ainda formidável pobreza, parte deles não hesitou em escolher o caminho do tiro, porrada e bomba”

“Liberais nada! Trata-se de uma gente grotescamente reacionária, que tem ódio e medo de pobre e de preto. Não importa o resultado das urnas, ou se guardam as garruchas, ou vamos constatar que países não conhecem o fundo do poço. Jair Bolsonaro quer aulas de Educação Moral e Cívica para o povo. Quem educará as elites?”

Leia matéria completa na Folha

Continue Lendo

TRISTE PAÍS, ONDE GILMAR MENDES VIRA HUMANISTA

Postado por Valentin Ferreira

vaso

PorFernando Brito / Do Tijolaco

Reportagem de Reynaldo Turollo Jr, na Folha, a mais lida neste momento em seu portal, dá ideia da monstruosidade que se formou nas elites deste país. Quando se chega ao ponto de que uma figura sombria e autoritária acaba em porta-voz da dignidade humana, é sinal de que as instituições tornaram-se mais que tolerantes, verdadeiras cúmplices da barbárie.

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse nesta terça-feira (10) que pessoas que ficam indignadas com o fato de a cela do ex-presidente Lula ter um vaso sanitário, por considerarem isso um privilégio, sofrem de algum tipo de perversão.
“Onde estamos com a cabeça? Aonde foi a nossa sensibilidade? É um tipo de perversão que pessoas que foram alfabetizadas, tiveram três ou quatro alimentações durante toda a vida, se comportem dessa maneira, animalesca”, afirmou.

É assustador que um homem de direita, conservador e elitista seja um dos poucos que tem espaço para dizer esta verdade evidente, porque os demais “donos da voz” neste país revezam-se, quase todos, nos jornais e televisões para chamar de “privilégios” os direitos que deveriam se de qualquer ser humano.

Continue Lendo

HOJE É DIA DE COMEMORAÇÕES.

 Rafael Ribeiro

Por Valentin Ferreira

Se para muitos a condenação de Lula é um fato triste e injusto, para outros, hoje, é motivo de comemoração ao ver sua prisão. Muitas dessas pessoas que comemoram, não têm  qualquer noção  de como as peças foram montadas para se chegar onde chegou.

A História registra muitos  casos de pessoas do povo, que  foram injustiças e até  sacrificadas pelos donos do poder ou invejosos vingadores.

Quantos celebraram a  prisão de Nelson Mandela? Ou a morte de Abraham Lincoln, assassinado em 15 de abril de 1.865. Com certeza, milhares de sulistas confederados sentiram-se vingados.

Lembrar ainda de quantos foram aqueles que ganharam e comemoraram  a morte  de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, em 21 de abril de 1792.

Não se trata aqui  de estabelecer comparações e traçar paralelos entre um personagem e outro. Mas trazer a história para os nossos dias e fazer uma simples reflexão e se perguntar de que lado nós estamos. A começar por aquilo que é vendido como verdade. Como justo. Como legal.  E não é!

Só o tempo é capaz de mostrar a verdade. O caso Lula, não será diferente.

Reproduzo a seguir texto do sociólogo e cientista político  Emir Continue Lendo

O SUICÍDIO DA ELITE BRASILEIRA

Postado por Valentin FerreiraA Tuiuti traduziu a elite

Os donos do poder no País optaram por um papel subalterno interna e internacionalmente

Por Jorge Rubem Folena de Oliveira (*) / Carta Capital

Os primeiros grandes intérpretes do patrimonialismo brasileiro são os juristas Vitor Nunes Leal (em sua obra “Coronelismo, voto e enxada: o munícipio e o regime representativo no Brasil”) e Raymundo Faoro (“Os Donos do Poder: a formação do patronato político brasileiro”).

Ambos, ainda que a partir de pontos diferentes, conseguiram lançar as primeiras luzes sobre o funcionamento e a organização do poder no Brasil, mostrando que este sempre foi exercido por uma elite descompromissada com os interesses do desenvolvimento do País como nação, forjada na conveniência dos interesses pessoais, representada pela obra literária de Jorge Amado, como nos romances “São Jorge dos Ilhéus” e “Gabriela Gravo e Canela”.

Continue Lendo