“ELITE BRASILEIRA É COLONIZADA E MORRE DE MEDO DE POBRE”, diz Hildegard Angel

Hildegard Angel (Foto: Ederson Casartelli)

“É uma elite totalmente colonizada, culturalmente e intelectualmente, em todos os aspectos. Ela não gosta do Brasil. Ela acha o brasileiro feio, mas ela se acha linda”, diz a jornalista

A jornalista Hildegard Angel, uma das principais colunistas do Brasil, traçou um duro retrato da elite brasileira em entrevista ao Tutaméia, de Eleonora e Rodolfo Lucena. “O básico é o medo. É a manipulação do medo. O medo da elite é perder o que tem, seja muito seja pouco seja mais ou menos. Ter suas casas invadidas, ter que pagar impostos sobre o seu pequeno apartamentinho. Essa pequena elite que não é elite quer ter roupas importadas, não quer prestigiar a indústria brasileira.

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A ERA DOS ELEITORES CÍNICOS

Postado por Blog do Valentin

Em meio à crise civilizatória, há risco de descer mais um degrau. Abandonadas pela democracia, maiorias seguem exemplo dos políticos: renunciam ao futuro e votam segundo interesses cada vez mais mesquinhos e oportunistas.

Semelhanças com o que está ocorrendo no Brasil, não é mera coincidência.(grifo nosso)

Por /Outraspalavras

Muitos dos que votaram em Donald Trump para presidente dos EUA sabiam que ele é um mentiroso contumaz, assim como a base do Partido Conservador no Reino Unido sabe que Boris Johnson, provável futuro primeiro-ministro, subiu trapaceando e mentindo. Na Polônia, não é segredo que o partido do governo, Lei e Justiça (PiS), está inchando as instituições de governo com seus lacaios, deformando a mídia pública, recompensando comparsas e minando a independência dos tribunais. No entanto, o PiS goleou os partidos de oposição da Polônia nas eleições para o Parlamento Europeu, em maio.

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DITADURA DAS CORPORAÇÕES PÚBLICAS, NO XADREZ DE LUIS NASSIF

Postado por Valentin Ferreira

Movimento 1 – o golpe

No começo, a elite civil prepara o campo para a desestabilização do sistema elegendo a figura do inimigo, o PT. Há o primeiro teste no mensalão. Depois, entra-se no jogo decisivo, adiado pelo bom momento da economia.

Quando a situação econômica piora, Judiciário e Ministério Público definem a melhor estratégia para tornar a Lava Jato uma operação irreversível. Consiste em investir sobre a linha de menor resistência, mirar um alvo que garanta a montagem de alianças com as estruturas de poder.

São varridos para baixo do tapete os indícios contra próceres tucanos, mercado financeiro, mídia e Ministros de tribunais superiores. O foco se concentra em Lula, no PT, em alguns peemedebistas mais notórios e no arco de alianças desenhado pelo projeto PT de poder, que tinha nas empreiteiras os maiores parceiros.

Movimento 2 – a falta de elite e de projetos

Monta-se uma verdadeira legião estrangeira em favor do golpe. Participam dela tropas das corporações públicas, do Judiciário, bilionários que saem às ruas como cidadãos comuns, cidadãos comuns que saem às ruas como linchadores habituais, e linchadores que saem às ruas armados de suas prerrogativas de magistrados e procuradores amparados por … Continue Lendo

OS SENTIMENTOS COMANDAM

Postado por Valentin Ferreira

Do  Le Monde Diplomatique Brasil

A servidão voluntária pode ser compreendida como um ato de submissão, um reconhecimento da superioridade do outro, a quem se deve obediência. A servidão voluntária é uma construção simbólica que destitui todo cidadão e cidadã de sua humanidade, de seus direitos, de sua autonomia.

Explorando medo e descontentamento, as elites criam uma agenda cujo centro da discussão é a violência, a corrupção e o crime. Essa agenda tem um duplo sentido. Ela cria uma percepção de que estamos todos ameaçados, é intimidatória, dissemina o medo. E tem uma função estratégica, de definir os temas do debate público. Não se fala de enfrentar a desigualdade, reduzir os juros bancários, cobrar impostos dos ricos. Se fala da luta da policia contra os bandidos.

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PEQUENOS EMPRESÁRIOS CULPAM TRABALHADORES, MAS É O LOBBY DAS ELITES QUE OS ESMAGA

Postado por Valentin Ferreira
Pequenos empresários culpam trabalhadores, mas é o lobby das elites que os esmaga
Imagem: Reprodução

A reforma trabalhista entrou em vigor na semana passada, mesmo com a maioria do país tendo se mostrado contrária à mudança. O governo e o empresariado, principais interessados nesse novo sistema de trabalho, colocavam a geração de novos empregos como principal motivo para a reforma.

Outro motivo apontado foi, ainda, um suposto excesso de direitos trabalhistas que acabava atravancando o investimento e o desenvolvimento no país. Nenhum deles, porém, era verdadeiro.

As falácias de que a reforma pode ser benéfica ao trabalhador, valorizando-o, ou de que ela possa gerar mais empregos já foram discutidas à exaustão por especialistas, inclusive neste mesmo espaço, e, por isso, não explorarei este aspecto.

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