O FUTURO ROUBADO DA JUVENTUDE BRASILEIRA

Geração de jovens vive momento sombrio: desmonte da Educação e crise econômica. Processo de formação foi interrompido — e sem perspectivas, sobram-lhe a precarização e a desesperança. Será preciso recuperar crença em projeto coletivo de Brasil

Por Lúcia Garcia em entrevista a João Vitor Santos, no IHU

Decepção, tristeza e frustração. Talvez sejam esses alguns dos sentimentos que ilustrem um pouco o estado de espírito de gerações de jovens que tiveram a oportunidade de sonhar e projetar um futuro, mas que não chegou, levando eles a despertar num presente de crises e sem perspectivas. Quadro esse que é ainda mais grave se levarmos em conta que a pandemia piorou o que já vinha ocorrendo. A economista do Dieese Lúcia Garcia explica que “a juventude hoje é composta por aqueles que nasceram a partir de 1992, e àqueles que massivamente estão presentes no mercado de trabalho, nasceram entre 1992 e 2003, com vida escolar entre 2003 e 2020”. Os mais velhos até chegaram a cursar universidade, mas estão sem perspectivas de emprego e os mais novos saem, quando saem, de forma precária do Ensino Médio.

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PARA PROFISSIONAIS, EMPREGO DO FUTURO VAI EXALTAR TRAÇOS HUMANOS

Imagem: Reprodução de O Globo

Por Eduardo Sodré

Representantes de diferentes áreas resgatam o passado, analisam o presente e vislumbram suas ocupações daqui a 30 anos

Convidados a fazer uma viagem pelo tempo, engenheiros, médicos, advogados, economistas e professores falaram sobre como eram suas profissões no início dos anos 1990, como estão hoje e o que se espera do futuro.

“O engenheiro deixará de ser essencialmente cartesiano para ter mais foco nas interações humanas, sendo menos lógico e mais biológico”, diz Rogério Caldas, que entrou no mercado em um momento de crise. “O início dos anos 1990 foi marcado por um longo período de recessão, com queda na atividade industrial.”

Mauro Zilbovicius, professor da USP e membro do conselho curador da Fundação Vanzolini, afirma que o processo de desindustrialização do país prejudicou a engenharia e fez profissionais migrarem para o setor financeiro. Hoje ele prepara seus alunos para uma carreira longeva.

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EMPREGO DE JOVEM: CIEE CRITICA O PROGRAMA DO GOVERNO E DÁ OPÇÃO

Por Ricardo Marchesan/UOL,

O Emprego Verde Amarelo, criado pelo Ministério da Economia para estimular a contratação de jovens, é desnecessário e o foco deveria ser melhorar a lei do aprendiz, segundo o superintendente geral do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee), Humberto Casagrande.

O Ciee é uma associação sem fins lucrativos de assistência social, especializada na capacitação e emprego de jovens. É conhecido por fazer a ponte com empresas para o preenchimento de vagas de aprendizes. Apesar de ver como positiva a preocupação do governo com a alta taxa de desemprego entre os mais novos, Casagrande afirma que, com alguns aprimoramentos, o aprendiz poderia gerar melhores resultados e mais sustentáveis, por capacitar o jovem para o mercado.

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