10 EMPREGOS EM ALTA NA AMÉRICA LATINA, SEGUNDO O LINKEDIN

A procura por profissionais de tecnologia deu um salto gigantesco em 2020 em comparação com o ano anterior devido à urgente transformação digital dos negócios em meio à pandemia da covid-19

Por BBC Brasil

Embora o desemprego na América Latina tenha ultrapassado 10% em 2020 (no Brasil, a taxa média em 2020 foi de 13,5%, abrangendo 13,4 milhões de pessoas) em meio à pandemia do coronavírus, alguns empregos tiveram um aumento em sua demanda.

De modo geral, saúde e tecnologia passaram a ser os dois setores com maior necessidade de trabalhadores no ano passado em relação ao ano anterior.

E, apesar de cada país ter suas peculiaridades, existem algumas tendências gerais que marcaram a evolução do mercado de trabalho no continente.

Os empregos no setor de tecnologia, que vinham apresentando uma demanda crescente, deram um salto gigantesco em 2020 em função dos confinamentos e transformações que as empresas foram obrigadas a realizar para facilitar o trabalho remoto.

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PARA PROFISSIONAIS, EMPREGO DO FUTURO VAI EXALTAR TRAÇOS HUMANOS

Imagem: Reprodução de O Globo

Por Eduardo Sodré

Representantes de diferentes áreas resgatam o passado, analisam o presente e vislumbram suas ocupações daqui a 30 anos

Convidados a fazer uma viagem pelo tempo, engenheiros, médicos, advogados, economistas e professores falaram sobre como eram suas profissões no início dos anos 1990, como estão hoje e o que se espera do futuro.

“O engenheiro deixará de ser essencialmente cartesiano para ter mais foco nas interações humanas, sendo menos lógico e mais biológico”, diz Rogério Caldas, que entrou no mercado em um momento de crise. “O início dos anos 1990 foi marcado por um longo período de recessão, com queda na atividade industrial.”

Mauro Zilbovicius, professor da USP e membro do conselho curador da Fundação Vanzolini, afirma que o processo de desindustrialização do país prejudicou a engenharia e fez profissionais migrarem para o setor financeiro. Hoje ele prepara seus alunos para uma carreira longeva.

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FORD DESISTIU DO BRASIL MUITO ANTES DE A COVID 19 APARECER

Imagem Reprodução do Google

Análise: Ford confirmou opção pela Argentina para produzir na América do Sul

Do Valor/Via Era da Idiocracia

No início de dezembro de 2020, o presidente da Ford na América do Sul, Lyle Watters anunciou ao presidente da Argentina, Alberto Fernández, um novo programa de investimentos de US$ 580 milhões para desenvolver a próxima geração da picape Ranger, produzida na fábrica de General Pacheco, na grande Buenos Aires. Ao anunciar um plano de investimentos para o país vizinho e nada para o Brasil, o executivo irlandês deixou claro que o Brasil já não fazia parte da estratégia industrial da companhia.


No mesmo dia, numa entrevista, por vídeo, a jornalistas da região, Watters queixou-se da desvalorização do real e do peso argentino, que levavam a uma “situação sem precedentes”, agravada pela pandemia. Naquele dia, ele deixou, ainda, claro que a partir de então, a estratégia da companhia americana seria voltada à preservação da saúde financeira. A Argentina tem uma peculiaridade em relação ao Brasil. Sua economia é altamente dolarizada. Para a indústria, isso facilita o repasse dos custos com desvalorização cambial.

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ECONOMIA NA PANDEMIA: PIB TEM ALTA DE 7,7% NO 3º TRI, MAS RITMO NÃO É SUSTENTÁVEL, DIZEM ECONOMISTAS

Reabertura das cidades e redução momentânea de casos da covid-19 colaboraram para alta do PIB em relação ao semestre anterior – Imagem: GETTY IMAGES

Por Thais Carrança/BBC Brasil

Com a reabertura das cidades e o arrefecimento momentâneo da pandemia, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro registrou alta de 7,7% no terceiro trimestre, em relação ao trimestre anterior, recuperando em parte a queda de 9,6% registrada de abril a junho.

O dado do segundo trimestre foi revisado (anteriormente havia sido divulgado um recuo de 9,7%).

O resultado foi impulsionado, na ponta da demanda, por um crescimento de 7,6% no consumo das famílias. Já no lado da oferta, o destaque foi a indústria, com uma alta de 14,8% em relação ao trimestre anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (3/12).

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POR QUE VIVEMOS NA SOCIEDADE DO CANSAÇO?

O filósofo sul-coreano Byung-chul Han

Por Cesar Gaglione /Nexo Jornal

Em 2013, uma pesquisa realizada pelo Ibope demonstrou que 98% dos brasileiros se sentem cansados mental e fisicamente. Os jovens de 20 a 29 anos representam a maior fatia dos exaustos.

A tendência aparece em outros lugares. De acordo com o Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos de 2015, 43% dos trabalhadores do país dormem menos do que o período recomendado pela Fundação Nacional do Sono, ONG americana que promove a conscientização pública da importância do sono e dos distúrbios decorrentes da falta dele.

O filósofo sul-coreano Byung-chul Han se debruçou sobre o tema da exaustão e produziu o ensaio “Sociedade do cansaço”, publicado no Brasil em formato de livro pela editora Vozes. No texto, Han argumenta que cada época possui epidemias próprias, como as doenças bacteriológicas e virais que marcaram o século 20. Para ele, as patologias neurais definem o século 21 – e todas elas surgem a partir de um denominador comum: o excesso de positividade.

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DEPOIS DA “REFORMA” TRABALHISTA, EMPREGO PRECÁRIO CRESCE E SALÁRIOS CAEM

Estoque da Rais soma 47,5 milhões. Maior parte do crescimento em 2019 se concentra no trabalho intermitente ou parcial

Da Rede Brasil Atual

Mapa do trabalho formal no país, a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada ontem (26) pelo Ministério da Economia, mostrou crescimento no estoque de empregos em 2019. Mas os dados mostram também queda na remuneração média – pelo segundo ano seguido. E uma explosão de vínculos precários, como os contratos intermitente e a tempo parcial, criados pela “reforma” trabalhista, implementada em 2017.

O estoque de empregos formais, que incluem celetistas e estatutários, chegou a 47.554.211. Em números absolutos, 923.096 a mais do que em 2018. Aumento de 1,98%. O trabalho intermitente (estoque de 156.756) cresceu 154,04%. E o parcial (417.450), 138,25%. Essas duas modalidades representam 62% do acréscimo registrado no ano passado. O melhor resultado da Rais é de 2014, com quase 50 milhões de vínculos (49,572 milhões).

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