DEPOIS DA “REFORMA” TRABALHISTA, EMPREGO PRECÁRIO CRESCE E SALÁRIOS CAEM

Estoque da Rais soma 47,5 milhões. Maior parte do crescimento em 2019 se concentra no trabalho intermitente ou parcial

Da Rede Brasil Atual

Mapa do trabalho formal no país, a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada ontem (26) pelo Ministério da Economia, mostrou crescimento no estoque de empregos em 2019. Mas os dados mostram também queda na remuneração média – pelo segundo ano seguido. E uma explosão de vínculos precários, como os contratos intermitente e a tempo parcial, criados pela “reforma” trabalhista, implementada em 2017.

O estoque de empregos formais, que incluem celetistas e estatutários, chegou a 47.554.211. Em números absolutos, 923.096 a mais do que em 2018. Aumento de 1,98%. O trabalho intermitente (estoque de 156.756) cresceu 154,04%. E o parcial (417.450), 138,25%. Essas duas modalidades representam 62% do acréscimo registrado no ano passado. O melhor resultado da Rais é de 2014, com quase 50 milhões de vínculos (49,572 milhões).

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QUAIS OCUPAÇÕES SERÃO MAIS DEMANDADAS NO PÓS-PANDEMIA, SEGUNDO O SENAI.

Estudo sobre atividades técnicas prevê um mercado aquecido para as áreas de tecnologia e logística. Novas funções devem surgir para atender a mudanças de comportamento de pessoas e empresas

Por Isabela Cruz / Nexo Jornal

Um estudo do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) publicado nesta segunda-feira (21) analisou o uso de tecnologias no ambiente profissional e as possíveis mudanças na estrutura organizacional das empresas para projetar como estará o mercado de trabalho para as atividades técnicas depois da pandemia.

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BELLUZZO: COM CARTEIRA VERDE E AMARELA, RETORNAREMOS AO REGIME ANTERIOR À REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

“Não existe aqui uma corrente industrialista como já existiu no Brasil”, diz economista

“Todas essas reformas, e a maneira como são propostas, não vão chegar a lugar nenhum. Não têm nada a ver com a recuperar o crescimento”

Por Eduardo Maretti /RBA

Apesar de a indústria brasileira estar em franco declínio e o desemprego em patamares negativos assustadores, o que deveria preocupar os empresários, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) tem apoiado o governo de Jair Bolsonaro desde sempre. A entidade publicou em seu site uma pesquisa segundo a qual, em agosto, o índice de confiança no setor vinha crescendo. “Empresários de todos os setores estão confiantes”, diz a entidade, apesar de não haver nenhum sinal de plano governamental que aponte para a retomada do crescimento.

A própria CNI constata, em outra publicação, que a indústria do país está em trajetória de queda desde 2009. “Com a nova retração em 2019, a indústria nacional mantém perda de relevância no cenário global e passa a ocupar a 16ª posição”, diz a entidade.

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SALVAR AS PESSOAS, AS EMPRESAS, E O EMPREGO

Por Luiz Carlos B. Pereira /Valor

Há duas semanas a economista Leda Paulani afirmou que a crise do coronavírus seria mais grave do que a crise de 2008. Minha reação foi um “talvez”. Talvez viesse a ser, mas eu não estava seguro. Agora, estou. Associada à pandemia há uma gravíssima crise econômica em formação que levará ao desemprego e à quebra das empresas de todo o mundo, ou, pelo menos, à uma forte redução de suas receitas e dos seus lucros.

As empresas de serviço estão parando porque todos os eventos que puderem ser adiados estão sendo adiados. As famílias, ameaçadas pelo desemprego, estão reduzindo as suas compras. As empresas comerciais estão enfrentando uma forte queda de vendas, e as empresas industriais, mesmo que não tenham sido obrigadas a reduzir a produção para evitar a propagação do vírus, não têm alternativa senão diminuir sua produção dada a falta de demanda.

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INFORMALIDADE CRESCE, CONTRIBUIÇÃO PARA A PREVIDÊNCIA TEM PIOR NÍVEL EM 6 ANOS

Desemprego no país atingiu 11,6 milhões em 2019, queda de 7,1% ante 2018.

Apesar de queda no desemprego em 2019, mais da metade das novas ocupações foi informal, com estabilidade da renda, levando a novo recuo na contribuição para a aposentadoria.

Publicado originalmente por Deutsche Welle

A desocupação no Brasil caiu em 2019 na comparação com o ano anterior, passando de 12,3% para 11,9% da população ativa, a segunda queda anual consecutiva, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (31/01) pelo IBGE.

No entanto os dados mostram um novo aumento na taxa de informalidade, que alcançou seu maior nível em três anos, abarcando 41,1% da força de trabalho ocupada, o equivalente a 38,4 milhões de pessoas. Em 2016, essa proporção era de 39,1%. Do acréscimo de 1,8 milhão no número de ocupações em 2018, 1 milhão (55% do total) foi de ocupações informais – um ritmo de crescimento da informalidade que tem se mantido nos últimos anos, segundo a analista da PNAD Adriana Beriguy.

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