METADE DAS CRIANÇAS COM ATÉ CINCO ANOS VIVE EM CASAS POBRES NO BRASIL

Imagem: Observatório Terc. Setor

Plataforma reúne indicadores sobre primeira infância e expõe desigualdades no país

Por Thiago Amâncio

No quadro geral, quase metade (47,6%) das crianças com até cinco anos no Brasil vive hoje em casas pobres, onde a renda mensal não chega a meio salário mínimo por pessoa.

Essa é a média. Mas, quando se olha para a proporção de crianças em casas pobres em Alagoas, por exemplo, esse número salta para 74%. Se o recorte for apenas as crianças negras de Alagoas, o índice vai para 77%.

Os dados fazem parte do Observa – Observatório do Marco Legal da Primeira Infância, plataforma lançada nesta quinta-feira (8) que reúne indicadores sobre educação, saúde e assistência social relacionados a crianças de 0 a 6 anos de idade.

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MILTON SANTOS: COMO SUPERAR O APARTHEID À BRASILEIRA

Postado por Blog do Valentin

Para o Dia da Consciência Negra, memória de uma provocação do geógrafo. Para ele, racismo em nosso país tem indecente peculiaridade: aqui, os carrascos é que são os ressentidos. Escolas podem ser contraponto — por isso, são tão temidas…

Por Milton Santos, no GGN, publicado em 13/05/2001/ Outraspalavras

Há uma frequente indagação sobre como é ser negro em outros lugares, forma de perguntar, também, se isso é diferente de ser negro no Brasil. As peripécias da vida levaram-nos a viver em quatro continentes, Europa, Américas, África e Ásia, seja como quase transeunte, isto é, conferencista, seja como orador, na qualidade de professor e pesquisador. Desse modo, tivemos a experiência de ser negro em diversos países e de constatar algumas das manifestações dos choques culturais correspondentes. Cada uma dessas vivências foi diferente de qualquer outra, e todas elas diversas da própria experiência brasileira.

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ALUNO DO ENSINO MÉDIO EM SP SE FORMA COM DESEMPENHO ESPERADO PARA O FUNDAMENTAL

Postado por Blog do Valentin         No  9º ano, conhecimento em matemática é o adequado para três anos antes

Da Folha de S.Paulo

Os alunos da rede estadual de São Paulo saem da escola, em média, com a nota esperada para estudantes três anos mais novos.

Ao se formarem no ensino médio, têm desempenho em português que seria adequado para o 9º ano do nível fundamental.

Em matemática, a defasagem começa ainda mais cedo: no 9º ano, eles têm a média que seria correspondente à do 6º.

As conclusões foram obtidas por meio dos resultados do Saresp, exame que avalia os estudantes da rede estadual em português e matemática, divulgados nesta terça-feira (12) pela gestão João Doria (PSDB).

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NÓS, O LIXO MARXISTA, Por Vladimir Safatle

Postado por Valentin Ferreira   É preciso calar quem não se contenta com a vida imposta pelo novo governo

Tomou posse o primeiro governo eleito de extrema direita do Brasil. Com ele, não há negociação alguma possível. Nem ele procura alguma forma de negociação com aqueles que não comungam com seus credos, que não louvam seus torturadores e que não acham que “é duro ser patrão no Brasil”.

Não há razão alguma para se enganar e acreditar em certa normalidade: a lógica que irá imperar daqui para a frente é a da guerra. Pois isso não é um governo, é um ataque.

Já o discurso do sr. Jair Messias foi claro. Questões econômicas e sociais estiveram em segundo plano enquanto as duas palavras mais citadas foram “deus” e “ideologia”. Deus estava lá, ao que parece, para nos livrar da “crise moral” por que passa a República brasileira.

Isso, diga-se de passagem, há de se conceder ao sr. Jair Messias: vivemos mesmo uma crise moral profunda. Ela está instalada no cerne do governo brasileiro.

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“A POESIA SALVA OS MOLEQUES”, diz menino poeta da zona leste

Postado por Valentin Ferreira

Uma professora na zona leste de São Paulo decidiu apresentar literatura para os alunos. Os poetas ali não estão nos livros escolares, mas nas ruas. Moravam no bairro, eram artistas das periferias e, principalmente, estavam vivos, ao invés de apenas no passado.

Foi naquela aula de história, na escola municipal Professora Wanny Salgado Rocha, que Isaac Quaresma, 14, conheceu a poesia. Morador de Cidade A.E. Carvalho, na zona leste da capital, ele começou a frequentar os saraus do bairro e a conhecer mais pessoas que falavam, de maneira rimada, sobre coisas que ele também vivia.

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O RACISMO QUE SE PERPETUA ENTRE OS MUROS DAS ESCOLAS DO BRASIL

Postado por Valentin Ferreira

O racismo entre os muros da escola

.Por Ricardo Alexandre Corrêa / Carta campinas

“Lavar as mãos em face da opressão é reforçar o poder do opressor, é optar por ele.” Paulo Freire

Uma criança branca da sexta série disse ao colega na sala de aula “só podia ser coisa de preto”; estava nervosa porque recebera a lapiseira toda quebrada que havia emprestado a ele. Outro colega ao presenciar a ofensa avisou à professora que imediatamente buscou esclarecer os fatos e disse “a gente tem que ver quando é brincadeira, ou ofensa, porque a cor dele é realmente preta”.

Esse caso aconteceu em uma escola estadual da Zona Leste de SP; o racismo expresso no discurso da criança e a abordagem utilizada pela professora é um problema que está presente em inúmeras instituições escolares.

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