PAIXÃO DE CRISTO, PAIXÃO DO MUNDO: MEMÓRIA E COMPROMISSO

A maioria da humanidade está vivendo um verdadeiro calvário!

Por Élio Gasda

As celebrações litúrgicas da Semana Santa acontecem de forma virtual, mais uma vez. No entanto, o distanciamento social e o recolhimento interior podem nos ajudar a despertar a sensibilidade dos cristãos para a via crucis destes tempos de pandemia global.

A paixão do mundo atualiza a Paixão de Cristo. A maioria da humanidade está vivendo um verdadeiro calvário! Uma Semana Santa marcada pela dor e desespero de milhares de pessoas. Jesus em seu caminho até Gólgota é acompanhado por muitos peregrinos solitários, sofridos e angustiados. Famílias destroçadas vivendo a dor, a perda, o luto. Como Maria, a mãe que acompanha o Filho agonizante. A esperança na vida nova parece uma utopia distante.

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MUDE!

“Mude, porque a direção é mais importante que a velocidade”

Por Clarice Lispector

MUDE,

Mas comece devagar,
Porque a direção é mais importante
Que a velocidade.


Sente-se em outra cadeira,
Do outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,


Procure andar pelo outro lado da rua.
Depois mude de caminho.
Ande por outras ruas,
Calmamente,
Observando com atenção
Os lugares por onde
Você passa.

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NO NATAL, VACINE-SE CONTRA A DESESPERANÇA

Por Fernando Brito

O Natal poderia estar sendo o fecho de um tempo áspero e cruel que vivemos em 2020, mas parece o contrário, com o recrudescimento de todo o tempo ruim que marcou.

Na TV, ouço uma médica de UTI dizendo que, desde o início do ano vem tentando achar forças para enfrentar o medo e o trabalho pensando que, “é só mais um mês”.

E não foi, e não é e não será.

Mais que a provação, o que nos derrota são a angústia e o medo.

É viver o sobressalto de saber quem será o próximo – e falo dos próximos, mesmo, porque os distantes são aos milhares – a cair nesta maldita “gripezinha”, no dizer do imbecil que nos envergonha como país.

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CORAGEM!

Movimentação nos terminais de embarque e desembarque de barcos em Belém. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Qualquer civilização cabe nos abismos da história. Digito essa frase apocalíptica e paro, um pouco constrangido. Brasileiro, verdade seja dita, não tende à generalização. Nossa contribuição à filosofia da história, e à filosofia em geral, é próxima de zero. Portanto, é o destino da civilização brasileira que nos angustia. Agora mais do que nunca. Estamos sem reservas espirituais, sobrecarregados com desafios e problemas próprios. As outras civilizações que cuidem de si mesmas.

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DENTRO DE UM INFERNO, ALGO DO PARAÍSO NÃO SE PERDEU. Por Leonardo Boff

Se olharmos os cenários mundiais, temos a impressão de que a dimensão de sombra, o impulso de morte e a porção demente tomou conta das mentes e dos corações de muitas pessoas.

Particularmente em nosso país, criou-se até o “gabinete do ódio”onde grupos maus maquinam maldades, calúnias, distorções e todo tipo de perversidades contra seus adversários políticos, feitos inimigos que devem ser liquidados senão fisicamente, pelo menos simbolicamente.

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O PEQUENO-GRANDE HOMEM

Ex presidente Barack Obama e o Escritor Elie Wiesel – Com suas drásticas e
sinceras recordações, Elie Wiesel procurou dar a esperança de um futuro melhor
para o ser humano

Por Lev Chaim*

“Ontem à noite em um sonho vi o meu pai”. Com esta marcante frase, o grande Elie Wiesel (o pequeno-grande homem) inicia a sua autobiografia relembrando o seu pai querido, o qual ele não teve tempo de conhecer muito bem. Em suas memórias, Wiesel conta que dividiu os momentos mais negros de sua vida com o seu pai, passados nos campos de concentração de Auchwitz (na Polônia) e Buchenwald (na Alemanha), durante a Segunda Guerra Mundial. Ele nasceu na Romênia e morreu com o passaporte dos Estados Unidos, país onde morou durante muito tempo de sua vida adulta.

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