ESTADO MÍNIMO É O MÁXIMO – PARA OS SUPER-RICOS

Montagem com fotos de ShutterStock/Veja

Por Dão Real Pereira dos Santos / Outras Palavras

Sempre que escuto alguém defendendo a redução do Estado social e a privatização das políticas públicas, eu me pergunto: de que lugar será que essa pessoa está falando?

No Brasil, a imensa maioria da população vive em condições absolutamente precárias. Mais de 60 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, e quase 20 milhões já estão abaixo da linha da extrema pobreza e esta situação está se agravando com a pandemia. Os principais países e organizações especializadas no mundo já reconhecem a importância das políticas públicas, mas, por aqui, apesar de já termos ultrapassado a meio milhão de mortes, pela covid-19, ainda tem gente que continua defendendo projetos de esvaziamento do Estado e do serviço público. 

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ESPECIALISTAS SÃO UNÂNIMES: REFORMA VAI AUMENTAR A DESIGUALDADE SOCIAL E DE RENDA

Postado por Blog do Valentin

Da Rede Brasil Atual

A “reforma” da Previdência, em tramitação no Senado depois de ter sido aprovada em dois turnos na Câmara, vai aumentar a desigualdade social e de renda no Brasil ao atingir grande massa de pessoas que recebem baixos salários ou aposentadorias. Essa e outras críticas foram apresentadas ontem (15) por debatedores que participaram de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado.

Segundo o economista Eduardo Fagnani – autor do livro Previdência: O Debate Desonesto –, a reforma vai prejudicar especialmente os trabalhadores e, consequentemente, aumentar a concentração de renda e a desigualdade social. Ele disse que o Brasil já é considerado o país mais desigual do planeta, com enorme concentração de renda. Para o economista, o projeto é apenas mais um passo para o desmonte do Estado social pactuado na Constituição de 1988.

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POR QUE OS EMPRESÁRIOS ARGENTINOS PREFEREM SE SUICIDAR APOIANDO MACRI?

Postado por Blog do Valentin

Da Carta Maior.

Nestes últimos dias, veio a público a notícia de que centenas dos principais empresários argentinos se reuniram em um grupo de WhatsApp para coordenar ações “em defesa do capitalismo”. Também se relata que Mauricio Macri enviou ao grupo um áudio de congratulação que entusiasmou bastante os participantes. A mensagem de Macri foi entendida como uma prova da sintonia entre empresários e o discurso governamental.

As duas partes se encontram absolutamente alinhadas na tarefa de acusar seus adversários de “não querer uma sociedade capitalista”, como se o peronismo alguma vez tivesse feito algo diferente do capitalismo. O discurso chegou ao nível absurdo de acusar um dos líderes opositores de “comunista”. Esse suposto comunista, seria Axel Kiciloff, aliás, já foi ministro de Economia, em período no qual não socializou os meios de produção e não deixou de pagar dívida alguma, por exemplo.

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ONDE PASSA UM BOI, PASSA UMA BOIADA

Postado por Blog do Valentin

Do Brasil de Fato

Essa expressão enquadra-se muito bem no que estamos vivendo ultimamente. Parece que vínhamos há muito tempo evitando que passasse o primeiro boi, até que se aprovou a Emenda Constitucional 95, em 2016, e, aí, abriram-se as porteiras para as reformas desestruturantes do Estado social.

A Constituição Federal de 1988 estabeleceu as bases para a construção de um Estado de Bem-estar, fundado na ideia da proteção social. Ali estava firmado um pacto social de solidariedade que seria balizador das políticas que deveriam ser implementadas para futuro. Era o nosso projeto de Nação. Além da proteção social, alicerçada sobre os pilares da saúde, assistência e previdência, todo um conjunto de direitos sociais foi estabelecido e precisava ser garantido pelo Estado e pela sociedade.

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RESTAURAR O ESTADO É PRECISO

Postado por Valentin Ferreira

‘Só consigo enxergar alguma possibilidade de cura desse estado de astenia e de reordenação das bases democráticas a partir de uma maciça convocação e ação dos jovens’

Por Maria Conceição Tavares / do Brasil Debate

Vivemos sob a penumbra da mais grave crise da história do Brasil, uma crise econômica, social e política. Enfrentamos um cenário que vai além da democracia interrompida. A meu ver, trata-se de uma democracia subtraída pela simbiose de interesses de uma classe política degradada e de uma elite egocêntrica, sem qualquer compromisso com um projeto de reconstrução nacional – o que, inclusive, praticamente aniquila qualquer possibilidade de pactação.

Hoje, citar um político de envergadura com notória capacidade de pensar o país é um exercício exaustivo. O Congresso é tenebroso. A maioria está lá sabe-se bem com que fins. O elenco de governadores é igualmente terrível. Não há um que se sobressaia. E não vou nem citar o caso do Rio porque aí é covardia. O “novo” na política, ou o que tem a petulância de se apresentar como tal, é João Doria, na verdade um representante da velha extrema direita.

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