NÃO SE MATE EM VIDA, A MORTE JÁ É CERTA

Por Ana Santana / Pensar Contemporâneo

Conversando com uma amiga, em uma dessas conversas loucas, mas que fazem todo o sentido, falávamos de como a vida é curta para deixarmos de falar o que sentimos, guardar mágoas, prendermo-nos a pessoas que em nada nos acrescentam e, o que norteia o meu texto de hoje, falávamos em como a vida é curta demais para a gente viver em prol do trabalho, estudo, dinheiro (…)

Sim, é obvio que todos nós temos objetivos de vida. Uns querem comprar aquele carro tão sonhado, outros a casa própria, muitos sonham em ter o seu diploma de nível superior, tantos outros querem trocar a tevê, o som, a moto, o celular (…). São muitos os objetivos a serem alcançados a curto e longo prazo. Somos humanos, é normal e necessário (talvez) que tenhamos alguma conquista material em vista. Mas eu não concordo com a forma como muitas pessoas andam fazendo.

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POR QUE A NATUREZA NOS LIVRA DO ESTRESSE?

As imagens de comunhão com a natureza sempre nos inspiram tranquilidade, mas você já se perguntou por quê? Descubra as respostas a seguir.

Está cada vez mais na moda sair para o campo apenas para passear. Os clubes de caminhadas, as caças a cogumelos no outono e as férias em acampamentos se multiplicaram. Acostumados com a vida na cidade grande e suas comodidades, o que nos faz querer passar um tempo em um ambiente tão diferente? Será que a natureza nos livra do estresse?

O estresse crônico é uma das principais causas das consultas em médicos e psicólogos. Todos nós somos capazes de reconhecer que a vida contemporânea tem uma série de desvantagens que jogam contra nós quando se trata de relaxar. Vamos analisar esses fatores para ver como eles se relacionam com a busca pela natureza.

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POR QUE VIVEMOS NA SOCIEDADE DO CANSAÇO?

O filósofo sul-coreano Byung-chul Han

Por Cesar Gaglione /Nexo Jornal

Em 2013, uma pesquisa realizada pelo Ibope demonstrou que 98% dos brasileiros se sentem cansados mental e fisicamente. Os jovens de 20 a 29 anos representam a maior fatia dos exaustos.

A tendência aparece em outros lugares. De acordo com o Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos de 2015, 43% dos trabalhadores do país dormem menos do que o período recomendado pela Fundação Nacional do Sono, ONG americana que promove a conscientização pública da importância do sono e dos distúrbios decorrentes da falta dele.

O filósofo sul-coreano Byung-chul Han se debruçou sobre o tema da exaustão e produziu o ensaio “Sociedade do cansaço”, publicado no Brasil em formato de livro pela editora Vozes. No texto, Han argumenta que cada época possui epidemias próprias, como as doenças bacteriológicas e virais que marcaram o século 20. Para ele, as patologias neurais definem o século 21 – e todas elas surgem a partir de um denominador comum: o excesso de positividade.

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A POBREZA MUDA O CÉREBRO

As pessoas mais pobres estão expostas a uma falta de recursos de vários tipos: educacionais, nutricionais, de lazer… Tudo isso age como um obstáculo para o desenvolvimento do cérebro, sendo um empecilho para o desempenho cognitivo.

Mecanismos por meio dos quais a pobreza muda o cérebro

Embora os mecanismos que operam para que a pobreza mude o nosso cérebro não sejam conhecidos com precisão, os possíveis candidatos para formar essa lista são vários. Esses fatores agiriam em conjunto, somando negativamente o efeito de cada um.

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O CORINGA QUE HABITA EM CADA UM DE NÓS

Em um país dominado pelo ódio disseminado desde 2013 por meios de comunicação e onde a pobreza aumenta nos últimos anos, comportamentos agressivos comprovam que Joker é uma metáfora para nossos dias

Por Armando Januário (*) / Carta Maior

Em menos de uma semana, assisti Joker (Coringa) duas vezes. Nesse período, vivi situações que considero ligadas ao filme. Sinto necessidade de descrevê-las, e, a partir de uma análise, refletir sobre nossa sociedade.

Fui a uma pequena loja trocar a pilha do meu velho relógio de bolso, estilo século XIX, e perguntei por um dos funcionários, por quem tenho estima. Informado pelo colega dele acerca do seu estado de saúde – ele vem enfrentando o alcoolismo – mencionei como a psicologia é útil em ajudar pessoas com essa drogadição. Sem que eu percebesse, o funcionário adentrou o espaço da loja e me disse, visivelmente alcoolizado: “você é psicólogo p… nenhuma!” [sic]

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