POR QUE EVANGÉLICOS ESTÃO DEIXANDO DE APOIAR BOLSONARO E QUAIS SERIAM AS CONSEQUÊNCIAS EM 2022?

Por Felipe Camargo e Ana Livia Esteves /S.News.

A Sputnik Brasil conversou com Rafael Rodrigues da Costa, sociólogo, mestre em Ciências Sociais pela Unifesp e pesquisador visitante da Universidade Federal da Bahia (UFBA), para compreender o declínio de Bolsonaro entre os evangélicos.

Aparentemente, o apoio de Bolsonaro entre os evangélicos parece estar com os dias contados. De acordo com a última pesquisa Datafolha, 29% dos evangélicos consideram o governo Bolsonaro ótimo ou bom, sendo este o menor índice já registrado desde que assumiu o poder.

Para compreender este declínio do presidente Jair Bolsonaro, a Sputnik Brasil conversou com Rafael Rodrigues da Costa, sociólogo, mestre em Ciências Sociais pela Unifesp e pesquisador visitante da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

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EVANGÉLICOS SÃO OS QUE MAIS RESISTEM À VACINAÇÃO CONTRA COVID-19, DIZ PESQUISA DO IBOPE

Instituto afirma que maior índice de hesitantes está na faixa etária dos 25 aos 34 anos (34%) e entre as pessoas da religião evangélica (36%).

Pesquisa do Ibope divulgada neste domingo (6) assegura que o maior índice de hesitantes à vacinação contra a Covid-19 está na faixa dos 25 aos 34 anos (34%) e entre evangélicos (36%).

O instituto de pesquisa aponta entre as principais justificativas à resistência à vacina contra o vírus estão as dúvidas quanto à segurança e à eficácia, bem como as teorias da conspiração.

No levantamento geral do Ibope, um em cada quatro brasileiros resistem à ideia de tomar o imunizante quando ele for registrado. Ou seja, um quarto (25%) da população não pretende ser vacinada contra a covid-19.

A pesquisa do Ibope, realizada entre os dias 27 e 29 de agosto, foi encomendada pela ONG Avaaz.

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A IGREJA SE TORNOU ‘UMA INSTITUIÇÃO SOCIAL QUE POR ACASO É RELIGIOSA’, AFIRMA REVERENDA NORTE-AMERICANA

A reverenda Kelly Brown Douglas defende que, embora cada um tenha seus motivos para ir à igreja – ou sair dela –, o fato de muitos religiosos se aliarem a pessoas que defendem ideias claramente opostas às suas crenças e interpretações da Bíblia faz a igreja se afastar do seu papel enquanto instituição. Foto: Cecília Olliveira/The Intercept Brasil

Por Cecilia Oliveira / The Intercept

UM NÚMERO SIGNIFICATIVO de americanos se dizem “espiritualizados, mas não religiosos”, segundo um estudo recente do Pew Research Center, um dos mais importantes centros de pesquisa dos EUA. Quatro em cada dez pessoas com idade entre 30 e 49 anos se definem assim. Apesar de não termos uma pesquisa equivalente no Brasil, por aqui também é possível observar um crescimento no número de ‘desigrejados’, pessoas que deixam de frequentar esse tipo de instituição – em grande parte, pela diferença entre o que é pregado e a realidade concreta de suas vidas.

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EVANGÉLICOS E SEU “CASO DE AMOR” COM ISRAEL

Postado por Valentin Ferreira
Por José Barbosa Junior(*)  Jornalistas Livres

Tornou-se comum, no atual cenário político nacional, ao ver-se uma manifestação da bancada evangélica ou de seus representantes, ter alguém ao lado com a bandeira de Israel. Fato que tem chamado a atenção de muita gente, afinal, em última instância o cristianismo seria a negação do judaísmo (ou seu fim = finalidade) para aqueles que se dizem seguidores do Rabi de Nazaré, Jesus, o Cristo.

Mas nem toda equação é tão lógica quanto parece ser…

No início do Sec. XIX, mais precisamente nos anos 30 deste século, uma nova corrente teológica, denominada “Dispensacionalismo” ganhou espaço nos Estados Unidos, desenvolvida pelo pregador inglês John Nelson Darby e difundida e popularizada em todo território através da “Bíblia de Referência Scofield”, uma Bíblia que trazia anotações e estudos elaborados pelo teólogo e pastor estadunidense Cyrus Scofield.

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“AS PESSOAS NÃO ACREDITAM MAIS EM PARTIDO POLÍTICO, MAS ACREDITAM NA IGREJA”

Postado por Valentin Ferreira
Para Monica de Bolle, implosão das legendas gerou espaço político para os evangélicos. Diretora de estudos latino-americanos da Johns Hopkins comenta futuro Governo Bolsonaro

Veja a Entrevista

O que é a religious right e quais as comparações possíveis com a Frente Parlamentar Evangélica?

Os paralelos são muito claros. A religious right, aqui nos Estados Unidos, é uma certa fauna diversa, como são os movimentos evangélicos no Brasil, mas tem um elemento de fundamentalismo cristão que une esses políticos que estão todos dentro do Partido Republicano. Essa religious right aqui consiste basicamente nesses “born again christians” [cristãos renascidos], que são os neopentecostais. Não são os protestantes tradicionais, como os luteranos ou batistas, mas os cristãos fundamentalistas. Eles estão no Partido Republicano há muito tempo, é o pessoal que tem a pauta dos costumes, adeptos do chamado movimento pró-vida e de movimentos contrários às pautas identitárias – movimentos anti-LGBT, antiminorias. O que é curioso é que o que está despontando na bancada evangélica e no futuro governo Bolsonaro é muito semelhante com esse grupo de pessoas dos Estados Unidos.

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