O EX-JUIZ MORO CANDIDATO – CHEGA DE DESGRAÇA

Por Leonardo Boff

Vivemos num regime militarizado e de exceção, num tempo de pós-democracia. Temos que dar a volta por cima, não considerar a atual situação como uma tragédia sem remédio

Como se não bastasse o horror da pandemia do Covid-19 que vitimou mais de 615 mil pessoas e a crise generalizada em todos os níveis de nosso país, temos que assistir agora ao lançamento da candidatura à presidência nada menos do que do ex-juiz Sérgio Moro, declarado parcial pelo STF.

Ele representa a estirpe direitista do Capitão que trouxe a maior desgraça e vergonha ao nosso país, por sua criminosa incompetência no trato da pandemia, por lhe faltar qualquer indício de um projeto nacional, por estabelecer a mentira como política de Estado, por absoluta incapacidade de governar e por claros sinais de desvio comportamental. Ele mente tão perfeitamente que parece verdade, a mentira da qual é ciente.

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EM QUEDA DE POPULARIDADE, BOLSONARO ATIÇA SEUS RADICAIS

Com popularidade em queda e acossado por denúncias de corrupção, presidente de extrema direita convoca novas manifestações golpistas para estimular base de apoio, intimidar Judiciário e tentar exibir alguma força.

Do Deutsche Welle

Encurralado, Bolsonaro incita radicalização das ruas

Enfrentando queda constante de aprovação, economia em crise, pandemia, o fantasma de um apagão energético, insatisfação crescente entre o empresariado e denúncias de corrupção, Jair Bolsonaro convocou para esta terça-feira, feriado de 7 de Setembro, seus apoiadores a ocuparem as ruas.

A convocação faz parte de uma tentativa de demonstrar alguma força do governo e intimidar Poderes e setores da sociedade que vêm se opondo às movimentações golpistas do presidente e seus aliados.

Na semana passada, Bolsonaro tentou pintar os atos como manifestações pela “liberdade de expressão” e defesa do voto impresso, mas as mensagens de convocação nas redes bolsonaristas e falas do presidente explicitam um tom golpista do movimento e que os atos têm como alvo principalmente o Supremo Tribunal Federal (STF). Recentemente, o STF determinou a prisão de aliados do presidente que incitaram violência contra ministros da Corte.

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A CONVERSINHA DO VOTO IMPRESSO

Por Moisés Mendes

Tem muita gente boa dando corda para a ideia de Bolsonaro em defesa da adoção do voto impresso. Os argumentos são ingênuos, quase colegiais.

O primeiro é este: se o voto impresso for adotado, tira-se de Bolsonaro o principal pretexto para um golpe, caso ele venha a ser derrotado, como será.

Outro argumento defende que o voto impresso pode ser adotado porque tecnicamente é viável e até razoável sob todos os pontos de vista, inclusive de custos.

São dois argumentos simplistas demais. Há um custo, um só, que o país não pode pagar. É o de se submeter às vontades e às ordens de Bolsonaro.

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HUCK E MORO SÃO PARTE DO PROBLEMA, NÃO A SOLUÇÃO

Luciano Huck e Sergio Moro

Por Cristina Serra

O dedo podre de Bolsonaro e 2022

A eleição municipal traz elementos importantes para o cenário de 2022. Bolsonaro ganhou o troféu dedo podre de 2020. Seu fracasso como cabo eleitoral mostra que ele pode ser derrotado daqui a dois anos. Já é um começo, mas é pouco.

No campo oposto, o desempenho de Boulos (PSOL) na cidade mais importante do país mostra que a esquerda está viva e encontra ressonância no eleitorado. Com apenas duas semanas até o segundo turno, o desafio de Boulos é gigante, enquanto seu aliado preferencial, o PT, lambe as feridas de uma derrota tão esmagadora quanto previsível no seu berço político.

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MITO DA CONSPIRAÇÃO MUNDIAL SEMPRE ANDOU JUNTO COM A EXTREMA-DIREITA

Por Demétrio Magnoli / Via Náufrago da Utopia

Na sua reta final, a campanha de Donald Trump à reeleição entrelaça-se ao culto online QAnon. O fenômeno inscreve-se numa longa história e descortina as tendências evolutivas do discurso da extrema-direta, nos EUA e mundo afora.


O QAnon nasceu como narrativa conspiratória singular. Segundo ela, o Partido Democrata estadunidense seria o núcleo de um complô de líderes pedófilos organizadores do sequestro de crianças para escravizá-las a redes de exploração sexual. Sob o comando de figuras como Joe Biden, Hillary Clinton e Barack Obama, operariam Angela Merkel, Emmanuel Macron, Xi Jinping e outros globalistas engajados no negócio diabólico da pedofilia. 

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